<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463</id><updated>2011-04-21T15:13:28.219-07:00</updated><category term='Joan Busquets'/><category term='Barreiro'/><category term='Qumiparque'/><category term='plano reconversao'/><category term='Ponte Chelas-Barreiro'/><category term='Barreiro Forum Barreiro'/><category term='Beato-Montijo'/><category term='Rio Tejo'/><category term='Plano Reconversão do Quimiparque'/><category term='Margem Sul'/><category term='CUF'/><category term='Carlos Matos'/><category term='Risco'/><category term='Alfredo da Silva'/><category term='Cidade do Cinema'/><category term='Quimparque'/><category term='Captain Jack'/><category term='TTT'/><category term='UM OLHAR SOBRE O Barreiro'/><category term='Quimiparque'/><category term='Plano reconversão'/><category term='Chelas-Barreiro'/><category term='Reconversão da Cidade do Barreiro'/><category term='Plano de Reconversao'/><category term='RAVE'/><category term='Forum Barreiro'/><category term='Avenida Alfredo da Silva'/><category term='Obras no Barreiro'/><category term='Terceira Travessia do tejo'/><title type='text'>Barreiro XXI</title><subtitle type='html'>Um olhar sobre a Cidade do Barreiro</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2835538789840433671</id><published>2009-01-02T14:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T16:00:15.313-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimparque'/><title type='text'>A CRISE NOS VALHA ...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu pai nunca foi de grandes conversas mas lembro-me de o ouvir dizer muitas vezes que eram os passos mais compridos que nos faziam cair. Era a forma que tinha para dizer que as coisas devem ser feitas com tempo e de forma segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre detestou o exibicionismo e aquilo a que hoje chamamos “show-off”. Era um homem de outra época, por isso, ao escrever estas linhas, não consigo imaginar o que diria hoje, ao ver a destruição do Campo do Barreirense, o aparecimento do Forum Barreiro, a morte anunciada da CUF/Quimiparque (que para ele foi sempre a CUF) e tudo isto em nome de projectos imobiliários de duvidosa rentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto teria grande dificuldade em entender que um país sem dinheiro, atravessando uma grave crise económica, aposte em obras megalómanas como aquelas que se vão anunciando, sem conseguir com isso garantir emprego para os seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente seria defensor da Terceira Travessia do Tejo, mas perguntaria de onde viria o dinheiro para tamanho investimento. Teria dúvidas sobre a utilidade do TGV, porque o seu não foi o tempo da globalização e seguramente não entenderia porque se destróiem as antigas estações ferroviárias da Linha do Alentejo para, nalguns casos mesmo ao lado, se construírem outras, novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreenderia, por exemplo, como se pode optar por descaracterizar a avenida Alfredo da Silva, rua principal e de referência para a cidade, transformando-a numa artéria secundária que leva toda a cidade para o Forum Barreiro, numa mostra de grande desrespeito pelo comércio local e de como se sobrepõem ao valores históricos os valores consumistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem sempre deu passos curtos e seguros, na vida, seria difícil compreender a fúria de tantas obras em simultâneo que, um ano depois do seu início, se traduzem em demolições, (estádio do Barreirense, muro do Quimiparque, Mercado Municipal), tapumes por todo o lado, caos no trânsito, menos lugares de estacionamento e um aspecto generalizado de estaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que deveria causar mais estranheza a meu pai seria o que parece estar a ser feito sem qualquer plano ou estratégia de desenvolvimento. Parecem ser obras avulsas, á sombra de um nome – Joan Busquets – que se desenvolvem sem ligação com o que se projecta para o resto da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parece haver um plano integrado, antes mesmo parece que tudo foi feito a pensar no Forum Barreiro e com a preocupação de garantir o sucesso dos investimentos imobiliários nos terrenos em redor deste. Com a sub-prime à qual sobrevieram as crises financeira e económica, que remeteram o sector bancário para uma acção de contenção, os grandes empreendimentos do Campo das Cordoarias e do Estádio do Barreirense, viram reduzir-se significativamente as suas perspectivas de sucesso comercial, levando os promotores a recuar nas suas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, vamos ficar com o terreiro rodeado por tapumes e os automóveis em cima dos passeios? Quem se responsabiliza pelo aspecto de “estado de sítio” em que se encontra o “novo centro” da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente porque o Captain Jack entende que se deveria ter repensado a cidade, à luz das intervenções que se perspectivavam e daquelas que se propõem para o território Quimiparque e para o limite Nascente da cidade, que este post inicia a divulgação de um conjunto de propostas que se gostaria de ver comentadas pelos cidadãos, numa tentativa de gerar diálogo e manter registo escrito da opinião do cidadão comum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vamos partir o geral para o específico. Serão apresentados os traços gerais para depois em cada postagem se particularizar as intervenções que o Captain Jack defende para cada local, no que poderia ser o aproveitar os tempos de crise para organizar o espaço, aguardar melhores tempos, sem contudo parar, ao mesmo tempo que se poderia dinamizar a valia dos "recursos caseiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;1 - Traços Gerais&lt;br /&gt;1.1 - Zonamento da cidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A cidade do Barreiro é a sede de um concelho com 32 km2, constituído por 8 freguesias e com uma população estimada em 75000 habitantes, que outrora próspero e com grande qualidade de vida, tem vindo a definhar, desde há três décadas, por falta de políticas que saibam aproveitar as suas potencialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São facilmente identificáveis, por toda a cidade, locais com características diferentes que potenciam o seu aproveitamento em vertentes diferentes possibilitando uma evolução integrada e complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral haverá que distinguir as zonas periféricas daquelas integradas na própria cidade, permitindo desta forma manter a característica habitacional da periferia, embora apoiada em manchas empresariais de pequena envergadura e claramente dedicadas ao comércio de consumo. São, disto, exemplo as zonas comerciais de Palhais/Rebelas e as de Santo António.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior da cidade do Barreiro, podem considerar-se 4 grandes zonas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Zona Avenida Bento Gonçalves e Barreiro Velho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6Z8a-ncSI/AAAAAAAAAag/W1hRrwPbEnw/s1600-h/Barreiro+Velho2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286832275892695330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6Z8a-ncSI/AAAAAAAAAag/W1hRrwPbEnw/s200/Barreiro+Velho2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Compreendida entre a Escola Alfredo da Silva, o Largo Alexandre Herculano e a Rua Marquês de Pombal.&lt;br /&gt;Deveria ser uma zona onde se implementasse um programa municipal de recuperação do património edificado, eventualmente com realojamento das famílias aí existentes, apoio e incentivos a empresas que aí se queiram instalar.&lt;br /&gt;Deveriam ser canalizadas para esta zona actividades comerciais, culturais e mistas, como por exemplo restaurantes, bares, discotecas, cafés e esplanadas, galerias de arte, comércio tradicional mas também lojas de marca que aceitassem participar no programa de recuperação do imóvel a ocupar.&lt;br /&gt;Igualmente teria cabimento nesta zona da cidade, o aluguer de casas recuperadas, a estudantes, jovens casais em início de vida, por períodos não superiores a três anos.&lt;br /&gt;Paralelamente o município deveria conseguir apoios de programas para incentivo ao investimento e garantir a isenção de impostos municipais às empresas aderentes.&lt;br /&gt;A recuperação e segurança dos espaços exteriores seriam responsabilidade do município que cobraria uma taxa para o efeito, tipo taxa de condomínio, a cada uma das empresas instaladas e residentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Zona empresarial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZCve3PUI/AAAAAAAAAaI/eEQ5MMsh1ag/s1600-h/Barreiro+Empresarial2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286831284964244802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZCve3PUI/AAAAAAAAAaI/eEQ5MMsh1ag/s200/Barreiro+Empresarial2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Constituída pelos terrenos que actualmente constituem o Quimiparque, nela se deve privilegiar a instalação de empresas comerciais e de serviços, de pequena e média dimensão nomeadamente restaurantes, infantários, formação, reciclagem de materiais/resíduos, oficinas de automóveis, concessionários de automóveis, serralharias de alumínios, metalomecânica, tipografias, etc, para além de empresas industriais de grande dimensão, constituindo um vasto conjunto de actividades, principalmente aquelas não susceptíveis de se integrarem nas zonas urbanas de uma cidade.&lt;br /&gt;Ao município caberia o desenvolvimento de uma política de apoios ao licenciamento para instalação destas empresas, apontando para o objectivo de garantir uma redução dos tempos que esta actividade burocrática exige bem assim como o desenvolvimento de uma estratégia concertada com o IEFP, no sentido de promover a criação de emprego e a empregabilidade dos inscritos nesta instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;- Campus Escolar &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6aUHAXfdI/AAAAAAAAAao/ty2XDUQI5hM/s1600-h/barreiro+Campus+escolar2.JPG"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286832682848189906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6aUHAXfdI/AAAAAAAAAao/ty2XDUQI5hM/s200/barreiro+Campus+escolar2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de dispersas por diversos pontos da cidade, é na zona limitada pela Quinta dos Fidalguinhos, Santo André, a baixa dos Casquilhos-Quinta Nova da Telha e o Alto do Seixalinho, que se situam a maior parte das escolas.&lt;br /&gt;Nesta zona situam-se também equipamentos desportivos e uma importante zona verde que podem dar um apoio importante à população escolar, desde que se desenvolvam programas de colaboração entre as várias entidades que os gerem.&lt;br /&gt;Caberia ao município dinamizar cinergias entre as várias escolas, para garantir actividades extra-escolares que envolvessem a população estudantil e professores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Zona Lúdica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZMOakPqI/AAAAAAAAAaQ/a-d5WSFEWGA/s1600-h/Barreiro+Nautico2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286831447886544546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZMOakPqI/AAAAAAAAAaQ/a-d5WSFEWGA/s200/Barreiro+Nautico2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na continuação do Polis pode desenvolver-se uma imensa zona para actividades lúdicas de família, ao longo da margem do rio Coina, que se estende até ao Parque da Cidade e une este à marge&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZWAPwlUI/AAAAAAAAAaY/5wNiV6W0Fns/s1600-h/Barreiro+Polis2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286831615881811266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6ZWAPwlUI/AAAAAAAAAaY/5wNiV6W0Fns/s200/Barreiro+Polis2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m sul do Tejo, na continuação da fruição de uma paisagem natural de grande valor.&lt;br /&gt;Esta zona poderia ser aproveitada para actividades comerciais (restaurantes, cafés e esplanadas), de convívio, partilha de tempos em família e prática desportiva.&lt;br /&gt;Caberia ao município tratar das zonas em espera definindo com os proprietários as necessárias compensações e atribuir concessões para exploração de estabelecimentos comerciais de estrutura temporária, bem como a criação de um circuito de manutenção e ciclovias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;1.2 – Acessos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade do Barreiro é servida por vias mal dimensionadas para o trânsito rodoviário que hoje em dia, por elas circula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria que criar pelo menos dois importantes eixos viários que permitissem interligar as diferentes zonas anteriormente apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;1.2.1 - Eixo Principal Interno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com início na Rua Miguel Pais, junto à Avenida dos Sapadores, deve entroncar na rotunda sul da Rua Stara Zagora, prolongar-se pelo limite sul do Quimiparque, através do Bairro das Palmeiras, a norte da Linha do Alentejo até ao IC21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;1.2.2 – Circular Externa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvendo-se desde o Polis, sempre pela margem do Rio Coina, até à Avenida de Sapadores, prossegue pela Rua Miguel Pais até à Avenida Bento Gonçalves e daqui, pelo interior do Quimiparque, até à Avenida das Nacionalizações.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6Yysy8TEI/AAAAAAAAAaA/NhjBRquWaYg/s1600-h/Barreiro+Acessos2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286831009365249090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6Yysy8TEI/AAAAAAAAAaA/NhjBRquWaYg/s200/Barreiro+Acessos2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As imagens, mais que as palavras pretendem deixar claro as ideias aqui divulgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Captain Jack acredita numa cidade diferente, para melhor, e que é nas piores alturas que se reúnem as melhores capacidades, se unem os esforços e as vontades, se concertam as estratégias e se diluem as divergências, com vista à obtenção do salto qualitativo que caracteriza os grandes avanços das sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, minhas senhoras, o Captain Jack acredita que este é o momento de sermos optimistas, mas com os pés bem assentes no chão. Não será altura de altos voos, nem para fazer festas, mas antes para, de forma racional e realista, juntar os “homens bons”, aproveitar o que existe e melhorar o que temos. Disso tratarão as próximas postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas Senhoras e meus Senhores que o ano de 2009, sendo um ano de crise, difícil, seja o ano em que impere o bom senso e se possam, finalmente, descobrir as soluções e as mentes brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Vosso Captain Jack&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2835538789840433671?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2835538789840433671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2835538789840433671' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2835538789840433671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2835538789840433671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2009/01/crise-nos-valha.html' title='A CRISE NOS VALHA ...'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SV6Z8a-ncSI/AAAAAAAAAag/W1hRrwPbEnw/s72-c/Barreiro+Velho2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-6508760019719394248</id><published>2008-12-08T12:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T14:34:23.000-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Margem Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plano Reconversão do Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terceira Travessia do tejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio Tejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TTT'/><title type='text'>O que vão "eles" fazer do nosso Rio?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2C6WG7rJI/AAAAAAAAAYw/d-AoyLKttDA/s1600-h/Ponte+Longitudina+-+Zona+Norte+Rodada.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277518277226769554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2C6WG7rJI/AAAAAAAAAYw/d-AoyLKttDA/s200/Ponte+Longitudina+-+Zona+Norte+Rodada.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No seguimento do longo processo de reconversão da área do Quimiparque, que ainda ninguém percebeu a quem interessa mais, se ao accionista (Estado, via Parpública) se à autarquia barreirense, que não hesita em apresentar-se em todo o lado como signatário principal do processo, deixando à empresa do Estado o prazer de pagar a “conta”, a APL foi “convidada” a dar a sua contribuição para o referido estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início que ouvimos o Prof. Augusto Mateus defender ideias e propostas que envolviam o Rio e a sua margem, nomeadamente a alteração da localização da actual estação fluvial para o interior do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Metro Sul do Tejo (MST) teria a sua estação no mesmo local, criando um interface ferro-fluvial. Em todo este processo a Nova Cidade do Barreiro seria rasgada por um ampla avenida, aproveitando o que hoje é a área ocupada pelo terrapleno da linha férrea do Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorridos todos estes meses em que se multiplicaram as reuniões e se ampliou a equipa de trabalho, que engloba agora a Parque Expo além de diversos técnicos da Câmara Municipal do Barreiro e alguns quadros de topo da Quimiparque, começam a surgir propostas de diversas entidades a quem foram solicitados estudos de possíveis soluções para zonas que directamente lhes interessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso da APL (Administração do Porto de Lisboa) que, tendo contratado a Consulmar, a Bruno Soares Arquitectos e a DHV, apresentou o Estudo de Soluções Portuárias para a Área de Jurisdição da APL no Barreiro, que se debruça especificamente sobre as zonas actualmente exploradas pela Atlanport e LBC-Tanquipor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Estudo apresenta uma solução que prevê a criação de uma frente portuária que não só integra as actividades existentes como também propõe a criação de uma área logística multimodal de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Estudo desenvolvido a pedido da APL, todas as soluções apontadas assentam no pressuposto de que a altura útil para navegação, imposta pela TTT (Terceira Travessia do Tejo), não será inferior a 26.5 metros, para permitir a passagem de barcaças que possam transportar a sucata actualmente descarregada no porto do Quimiparque para a Siderurgia Longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez se admite, e mesmo assim de forma confidencial, o facto de o Rio Tejo perder a sua capacidade de navegabilidade para montante da TTT para barcos que não sejam de pequeno calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que marca este estudo, numa altura em que tanto se fala da “muralha” de contentores que a Liscont pretende erguer em Alcântara, não é a perda de navegabilidade do Rio Tejo mas antes a possibilidade, apresentada como “uma oportunidade única na região” e “cujas “potencialidades interessa avaliar”, de criar uma área logística associada ao Porto de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A APL apresenta três possíveis soluções, tendo todas em comum a criação de terminais fluviais de contentores e de parques logísticos industriais de médio porte. O que difere nas alternativas apresentadas é a solução encontrada, em cada uma delas, para as actividades da Atlanport e da LBC-Tanquipor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST1_jtAVQ2I/AAAAAAAAAYQ/vHpEWJpkF-8/s1600-h/TTT-+hipotese+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277514589701227362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST1_jtAVQ2I/AAAAAAAAAYQ/vHpEWJpkF-8/s200/TTT-+hipotese+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Numa primeira hipótese a APL propõe a manutenção da Atlanport no mesmo local onde agora se encontra mas construindo em aterro, um terrapleno de 6 hectares com cais acostável de 380 metros, para descarga de granéis sólidos (fundo a 8.5 metros) e outro cais (fundo a 5 metros) para carga de granéis sólidos, em barcaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cais da LBC Tanquipor é deslocalizado 850 metros para jusante, relativamente à sua actual localização, sendo nesta proposta constituído por uma série de duques d’Alba (espécie de poitas ou maciços de amarração), fundo a 10 metros e uma plataforma de condutas para carga e descarga de grainéis líquidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2QDl9lRAI/AAAAAAAAAZw/-elHJCttl3E/s1600-h/TTT-+hipotese+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277532729752503298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2QDl9lRAI/AAAAAAAAAZw/-elHJCttl3E/s200/TTT-+hipotese+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A segunda e terceiras alternativas apresentadas, têm o mesmo modelo. A Atlanport abandona as suas actuais instalações, passando a operar imediatamente a jusante da TTT, numa plataforma com 7.3 hectares, duas frentes acostáveis, respectivamente com 380 metros de extensão e fundo a 8.5m e uma outra com 270 metros de extensão, fundo a 5.0 metros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Refere ainda o estudo que esta plataforma acostável está destinada à “descarga de granéis sólidos (fundamentalmente sucata)”. Esta sucata será descarregada directamente dos navios que acostam nos (dois) cais de 8.5m de fundo e tornados a carregar em barcaças, único barco possível de acostar no cais -5.0m ZH, para serem transportados à Siderurgia Longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LBC Tanquipor terá um ponto de acostagem, 320 metros a poente do porto da Atlanport, sendo a descarga, fundamentalmente de combustíveis líquidos, conduzida às suas instalações através de um sistema de condutas com 1400 metros de extensão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2AacwO9kI/AAAAAAAAAYg/0ax8HVJm8CI/s1600-h/TTT-+hipotese+3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277515530231543362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2AacwO9kI/AAAAAAAAAYg/0ax8HVJm8CI/s200/TTT-+hipotese+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teria sido este factor que motivou a preferência pela Alternativa 3, por parte da Câmara Municipal e Quimiparque. A Alternativa 3 difere da Alternativa 2 porque considera o porto da LBC Tanquipor, afastado cerca de 450 metros para Norte do da Atlanport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Alternativa o terminal da LBC Tanquipor tem uma extensão de 80 metros e é completado com uma série de duques D’Alba, para amarração. A descarga de combustíveis está ligada aos reservatórios de armazenagem, em terra, por condutas submersas que passam por debaixo do tabuleiro da TTT .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qualquer uma destas alternativas obriga à relocalização da bacia de manobra do terminal da Tanquipor e à correcção ao traçado do canal de acesso, envolvendo um volume significativo de dragagens de instalação”. Para além desta conclusão o estudo diz ainda que “ O transporte fluvial, por barcaças, da sucata descarregada no novo terminal da Atlanport, para a Siderurgia, ficará essencialmente dependente da viabilidade de dragagem do canal da Siderurgia (em fase de estudo pela APL) e da reabilitação do cais aí existente (técnica e economicamente viável), assim como da garantia de que a ponte do MST, que liga o Seixal ao Barreiro, possuirá um tirante de ar suficiente para permitir a passagem de barcaças rebocadas”, (9 metros para embarcações com mastreação rebatível e 16 metros para mastro fixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a proposta APL para o desenvolvimento estratégico do Barreiro vai mais longe ao criar a Área Logística Multimodal do Barreiro (na imagem, envolvendo a actual LBC Tanquipor), a instalar na área de jurisdição da APL que, diz, “deve assumir-se como uma plataforma logística multimodal articulada com o Porto de Lisboa”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2OXfeO0-I/AAAAAAAAAY4/SAmaijhqTR0/s1600-h/contentores2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277530872584524770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2OXfeO0-I/AAAAAAAAAY4/SAmaijhqTR0/s200/contentores2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para esta valência pretende-se “uma área constituída por várias tipologias funcionais, podendo integrar as indústrias pesadas já existentes, indústrias ligeiras e espaços empresariais de serviços, entre os quais empresas logísticas de valor acrescentado e de distribuição. Esta área terá a particular vantagem de possuir um cais para a recepção de contentores, assegurando assim o transporte/escoamento fluvial de contentores, entre margens e com origem/destino nos terminais de Alcântara e Santa Apolónia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo a que tivemos acesso, indica como actividades possíveis para a Área Logística Multimodal do Barreiro:&lt;br /&gt;- recepção e transporte de contentores entre modos (destinos inicial e final)&lt;br /&gt;- parqueamento de contentores vazios&lt;br /&gt;- manutenção, reparação e limpeza de contentores/equipamentos&lt;br /&gt;- consolidação, fraccionamento e armazenagem de cargas&lt;br /&gt;- depósito alfandegário&lt;br /&gt;- centros de empresas&lt;br /&gt;- associações do sector dos transportes&lt;br /&gt;- empresas de prestação de serviços a outras empresas&lt;br /&gt;- centro de saúde, bombeiros, polícia, empresas de segurança&lt;br /&gt;- bancos, restauração, comércio, ginásios&lt;br /&gt;- serviços administrativos e do Estado&lt;br /&gt;- centros de comunicações&lt;br /&gt;- sede da Empresa de Gestão da Área Logística Multimodal do Barreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio estudo tece ainda considerações quanto ao modelo de gestão a considerar para a Área Logística Multimodal do Barreiro, a qual deverá ser assegurada por uma sociedade gestora de capitais públicos ou mistos (públicos e privados), da qual poderão fazer parte “a APL, a CMB, Quimiparque, Tanquipor, Atlanport, entre outros”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2OqT6u0RI/AAAAAAAAAZA/dUR2AgBzsCQ/s1600-h/Container_ship_loading-700px.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277531195900350738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2OqT6u0RI/AAAAAAAAAZA/dUR2AgBzsCQ/s200/Container_ship_loading-700px.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos impactes ambientais o próprio estudo considera haverem factores negativos bastante significativos durante a fase de construção da Área Logística Multimodal do Barreiro, nomeadamente com a possibilidade do aparecimento de metais pesados (arsénio e mercúrio) durante a dragagem do rio. Também a movimentação de máquinas e equipamentos durante a construção, se traduz no aumento de veículos em circulação, do ruído, dos materiais poluentes e das poeiras em suspensão no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a fase de exploração as dragagens frequentes, quer do canal de acesso à Siderurgia, quer dos restantes canais de navegação, bacias de rotação e de manobra, implicam a remoção e mexida de metais pesados que existem no leito do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o nível de ruído poderá ser ligeiramente superior ao actualmente registado e a qualidade do ar poderá ressentir-se devido “à emissão de poluentes atmosféricos resultantes do acréscimo de tráfego automóvel pesado”. (...) “Neste sentido a implantação de uma área logística e multimodal poderá contribuir para um agravamento da situação actual (fortemente condicionada pala actividade industrial), facto que constituirá um impacte negativo, significativo e permanente, embora geograficamente localizado à zona prevista para a sua implementação”, refere o estudo- proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as propostas da APL para a zona ribeirinha sobre a qual tem jurisdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, qualquer que seja a proposta, continuaremos a ter a movimentação de sucatas na nossa cidade, e com esta proposta até em maior quantidade segundo parece. Deixaremos de ter os camiões a circular no IC21 mas, em contrapartida teremos barcaças no rio, a transportar essa mesma sucata até à Siderurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao largo, a nossa vista sobre Lisboa passará a ter no campo de visão a descarga de combustíveis e, se estas propostas forem avante, teremos também na margem sul, a parte do negócio de trânsito e carga que não interessa a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2PxiKgsfI/AAAAAAAAAZo/c9dSsTmxp00/s1600-h/contentores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277532419495342578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2PxiKgsfI/AAAAAAAAAZo/c9dSsTmxp00/s200/contentores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A APL, como se viu, prepara-se para colocar no Quimiparque as actividades de reparação e conservação de contentores, com os inconvenientes que este tipo de actividade arrasta consigo, tendo escolhido para esse efeito dois locais, junto à zona de tancagem da LBC que, ao ser fisicamente cercado pela futura área logística do Barreiro, deixará de ter espaço para se expandir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, quando esta proposta for tornada pública, estas as actividades serão apresentadas como geradoras de emprego e, provavelmente, até nos dirão que incorporarão as mais modernas tecnologias e empregarão técnicos qualificados (para carregar contentores em barcaças!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, as empresas instaladas no Quimiparque, não possuem mão-de-obra qualificada (esta é pelo menos a imagem que conhecemos) mas, o que a APL propõe, não trás valor acrescentado além de contribuir para o aumento da poluição do ar e do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transporte e movimentação de sucatas é responsável pela produção de nuvens de pó de materiais ferrosos que, se em grande quantidade, podem tornar-se um problema de saúde pública, poluindo o rio e a própria cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à área logística, quem não se lembra do aspecto da zona do Poço do Bispo e do parque de contentores da Matinha, em Lisboa, antes da Expo 98? Esta é a paisagem que iremos ter nos terrenos contíguos à FISIPE e CPPE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta proposta, a ser aceite, poderá ter também efeitos negativos para todo um conjunto de projectos com os quais nos vêm acenando há bastante tempo. Refiro-me à célebre Cidade do Cinema, à criação de uma zona ribeirinha dedicada ao lazer e a actividades lúdicas e à instalação de empresas de serviços e de novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que empresário quererá instalar a sua empresa com vista para um terminal de contentores ou para um cais de descarga de sucata, transportada em barcaças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que o autismo e incapacidade dos nossos autarcas, demasiado embevecidos pelo sonho megalómano de construir uma nova cidade nos terrenos do Quimiparque, pelos milhões de euros em taxas de construção e IMI que isso significa, nos está a conduzir para uma realidade bem pior que aquela que temos vivido nas últimas décadas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a “navegar à vista”, sem uma estratégia definida e outro objectivo que não seja a criação de condições para favorecer a especulação imobiliária. Enquanto isto vamos assistindo a um estranho relacionamento de “amizade” entre a Quimiparque e a Câmara Municipal do Barreiro, com a primeira oferecendo terrenos e abrindo a bolsa para satisfazer os apetites da segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com a cedência de terrenos para se construírem os acessos ao Forum Barreiro, como já antes tinha sido com a cedência das instalações da antiga fábrica da SOTINCO/CIN à autarquia, com o projecto da Rotunda no Largo das Obras e será assim quando se partir em dois o parque empresarial em nome do acesso ao centro da cidade (entenda-se Forum Barreiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez caberá à Quimiparque o pagamento da factura para viabilizar o investimento na especulação imobiliária daqueles que promovem uma nova cidade assente em andares que ficam por vender e empregos que não se criam, mesmo que isso signifique o sacrifício das condições oferecidas às empresas instaladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que saber aproveitar a nova centralidade no arco ribeirinho sul, que o Presidente Carlos Humberto não se cansa de repetir que vamos ser. Mas nada ainda foi feito. Continuamos sem identidade nem ideias próprias, copiamos estereótipos e apostamos, para motor do desenvolvimento da cidade, em projectos imobiliários como o da Quinta das Cordoarias, ou o Forum Barreiro, como gerador de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já abriu portas, é tempo de perguntar onde estão os 3000 empregos apregoados para o Forum Barreiro (1000 directos e 2000 indirectos - &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;in&lt;/strong&gt; “&lt;span style="color:#330099;"&gt;Jornal do Barreiro&lt;/span&gt;” &lt;span style="color:#000000;"&gt;de 31 Outubro 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas senhoras, meus senhores, estão a vender-nos ilusões em forma de ponte sobre o Rio Tejo, futuros risonhos com edifícios de luxo e lojas de marca a sortearem automóveis topo de gama, do mesmo modo que há 34 anos nos prometeram uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que queremos? É nisto que acreditamos? Temos razões para acreditar nestes profetas? É fundamental pensarmos pela nossa cabeça e expressarmos as nossas ideias e opiniões. Não podemos deixar-nos levar por políticos interessados em defender interesses que não são os nossos (eventualmente serão os deles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Vosso &lt;strong&gt;Captain Jack&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Nota para a nossa leitora do Porto:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#996633;"&gt;Os edifícios do Largo das Obras foram adquiridos há cerca de 7 anos por uma empresa com sede em Gibraltar, integrados num lote de imóveis que foram vendidos em licitação pública.&lt;br /&gt;Na altura um jornal nacional chegou a noticiar ter sido um negócio com contornos pouco claros, envolvendo conhecidas personalidades da cidade, alguns deles com responsabilidades políticas.&lt;br /&gt;Nada ficou esclarecido.&lt;br /&gt;Presentemente, apesar de ocupados por 3 ou 4 famílias, estão ao abandono.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-6508760019719394248?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/6508760019719394248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=6508760019719394248' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/6508760019719394248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/6508760019719394248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/12/o-que-vo-eles-fazer-do-nosso-rio.html' title='O que vão &quot;eles&quot; fazer do nosso Rio?'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/ST2C6WG7rJI/AAAAAAAAAYw/d-AoyLKttDA/s72-c/Ponte+Longitudina+-+Zona+Norte+Rodada.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-9105051097227948259</id><published>2008-11-04T01:40:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T01:45:07.267-08:00</updated><title type='text'>AVENIDAS NOVAS OU RUAS ESTREITAS?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SRAYmtQfKPI/AAAAAAAAAX4/JT8Vd-0iVJ0/s1600-h/AV__ALFREDO_DA_SILVA2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264735017658951922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SRAYmtQfKPI/AAAAAAAAAX4/JT8Vd-0iVJ0/s200/AV__ALFREDO_DA_SILVA2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abrem-se Ruas e rasgam-se Avenidas!&lt;br /&gt;Não se trata de uma alusão ao significado físico da frase mas de uma metáfora que me ocorre para classificar o que se vem fazendo, desde há muito nesta cidade do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todo o executivo camarário se empenha em viabilizar um investimento privado como o Forum Barreiro, mesmo que para isso tenha que transformar o centro da cidade num imenso estaleiro de obras, onde estas decorrem, muitas vezes com/sem o mínimo de segurança; quando ouvimos Vereadores e Presidente a falar do Forum Barreiro como fonte geradora de emprego e solução para colmatar a falta deste, na cidade; quando é a própria autarquia que apresenta um Centro Comercial como solução para a estagnação do comércio local e não como um concorrente daquele que ainda consegue sobreviver; é abrir uma rua onde se pode rasgar uma Avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes longos meses de obra abundaram os trabalhadores estrangeiros, as empresas espanholas e os migrantes diários que, arrebanhados nos interfaces de transportes de Lisboa, eram descarregados no Barreiro para fazer a “Obra”. Quantos barreirenses lá trabalharam? Quantas empresas se instalaram no Barreiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem certamente não se pode queixar são os cafés das redondezas que nestes últimos cinco meses venderam mais bicas, cervejas e sandes de presunto que no resto do ano. As pastelarias não deram conta às tortas de chocolate e às bolas de manteiga. Os restaurantes de “prato-de-dia” conheceram, no último mês, o incremento dos bitoques e das febras. O McDonald’s vendeu tantos hamburgueres que subiu no ranking dos franchisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto meus senhores, minhas senhoras, é tapar o sol com a peneira, é ignorar as oportunidades e as potencialidades que a cidade oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma avenida marginal única, com condições imensas e desaproveitadas. Os quarteirões do Barreiro antigo têm particularidades que os colocam numa situação privilegiada, do ponto de vista comercial e o parque empresarial Quimiparque tem estrutura para poder/dever ser aproveitado para desenvolver, a cidade e o Concelho, e não para um mega-negócio de especulação imobiliária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista físico, transformou-se a antiga Avenida da Bélgica, mais tarde Alfredo da Silva, numa Rua que será brevemente conhecida como a “rua que vai para o Forum” e que, certamente, será baptizada de Rua Mercado 1º de Maio, neste lento processo de eliminar os nomes, as personagens e os acontecimentos de referência da velha cidade que, em tempos idos, pulsou e teve vida própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barreiro, como o conhecíamos há trinta e tal anos está hoje mais bonito com a nova rua (por enquanto) Alfredo da Silva e não deixa de ser irónico que é precisamente o Partido Comunista, que empunhou a bandeira da luta contra o capitalismo e os capitalistas deste país que abre as portas e entra com passadeira vermelha no novo templo do consumo urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um país baralhado, onde os partidos de direita defendem o aumento do ordenado mínimo, das pensões dos reformados e dos antigos combatentes enquanto os de esquerda convidam o capital para investir em negócios de especulação imobiliária ou de incentivo ao consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos meses foram de uma azáfama diabólica com ruas encerradas ao trânsito, outras estreitas que, de sentido único, passam a ter dois sentidos e cada um que se “desenrasque”, travessas sem trânsito que passam a conhecer engarrafamentos em hora de ponta, passeios onde circulam máquinas e pessoas, num convívio de mãos dadas com as (inexistentes) condições de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, contudo, tudo termina para dar lugar a um eixo que liga o futuro novo mercado 1º de Maio ao novíssimo Forum Barreiro, na bonita Rua Stara Zagora, limitada por duas belas rotundas e largos passeios aos quais conduz uma linda de estarrecer (estreitada) ex-avenida-actual-rua Alfredo da Silva, ao estilo das capitais europeias com árvores escolhidas a dedo (houve o cuidado de escolhê-las com vários tons de folhagem, para compor melhor o ramalhete inaugural).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito Sr. Presidente, as novas árvores da Avenida-agora-Rua Alfredo da Silva, não são Plátanos, aquelas árvores que tantos problemas têm criado na Avenida Alexandre Herculano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È sem dúvida uma obra que embeleza a triste ex-avenida Alfredo da Silva e têm razão em estarem contentes e impantes os membros do executivo comunista que, depois de tanto mal terem dito do negócio feito pelos socialistas com a sociedade Espaço 3030, responsável pelo Loteamento da Quinta das Cordoarias, nestes últimos dias não se cansam de aparecer no movimentado terreiro das obras, espalhando cumprimentos e recolhendo palmadas nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “parabéns, está muito bonito!” (e de facto está) foi repetido até à exaustão, mesmo por aqueles que há trinta anos fecharam os portões da “fábrica” e escorraçaram quem os empregava. Os manifestantes de punho erguido que encheram as ruas do Barreiro, gritando palavras de ordem contra o Capital, exigindo que os ricos pagassem a crise, são os mesmos que agora, fazem fila para serem vistos a passear no Forum Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão os ricos que vão pagar esta “crise”? Foi o povo quem mais ordenou esta política de favorecimento ao especulador imobiliário que conseguiu fazer aprovar um loteamento com mais de duzentos fogos para o centro do Barreiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando os previstos 750 veículos em hora de pico, aos fins da tarde de Sábado, rumarem ao Forum Barreiro pelas ruas da cidade e as entupirem, será que se irão manter os sorrisos na cara dos nossos Vereadores e Presidente? Importar-se-ão com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem certamente não tem muitos motivos para sorrir são os moradores da Rua Stara Zagora, que apesar de terem passeios largos e muitas árvores para levar os cãesinhos a passear perderam os seus estacionamentos e conhecem agora a “oportunidade única” de arrendar um lugar de parqueamento, na garagem do Forum a 80€ por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não devem achar “muita piada” os comerciantes, sacrificados neste refabofe que foram os últimos meses de obras, baixaram a facturação e vêem agora todos s caminhos apontarem ao Fórum Barreiro, levando-lhes os poucos clientes que ainda conseguem ter poder de compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acerca deste grande “sopro de progresso e de investimento salvador da cidade”, é impressionante o que se obtém se começarmos a fazer contas e juntarmos aos 750 lugares da garagem do Forum, os 250 previstos para o Mercado 1º de Maio, que estão concessionados à Multi Mall Management (MMM) por 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos considerar como exercício que a MMM consegue uma média diária de 10€/lugar, entre taxas cobradas aos visitantes, comerciantes e aqueles que arrendam os lugares em permanência, mensalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este valor, no final de cada mês a MMM recolhe 300.000€ que se convertem, no final do ano em 3.6M€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, também eu fui confirmar estes valores para perceber como foi “penalizada” a MMM ao terem-lhe sido exigidas tamanhas contrapartidas para poder construir o seu Forum Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez estas contas Sr. Presidente? Já viu que mesmo que o valor médio diário por lugar baixe para 5€, no final do primeiro ano a MMM encaixa 1.8M€ e consegue pagar as obras realizadas com os acessos ao Forum Barreiro (renovação da Avenida Alfredo da Silva e Rua Stara Zagora) e ainda começa a amortizar o que gastou/investiu no Mercado 1º de Maio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntem-se a isto os previstos 30M€ que a MMM prevê facturar anualmente neste centro comercial e, quase sem fôlego, apetece-nos perguntar: “Quem fez bom negócio Sr. Presidente?” a Câmara Municipal quando, pela sua voz, soubemos, numa Assembleia Municipal, que lhes disse: “queremos que vocês construam o novo Mercado com a chave na mão, façam a Praça adjacente, façam o estacionamento em cave, construam a Avenida Alfredo da Silva e vamos ver se conseguimos outras coisas”, ou o MMM que, apesar de todo o dinheiro investido deixou para o Quimiparque a construção dos acessos mais importantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, os “gentleman agreements” ditaram que fosse uma empresa de capitais públicos a pagar a parte pesada da factura, ficando a seu cargo a execução de uma alameda que vai transformar profundamente o parque empresarial onde se podia criar emprego, esse sim duradoiro e susceptível de criar sustentabilidade na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que dizer do investimento no ex-campo do Barreirense que antes de arrancar já tem todas as infra-estruturas viárias de que necessita, concluídas? Quem é o promotor deste investimento, não é o construtor do “regime”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha sido mais lógico conjugar as contrapartidas destes investimentos para rasgar uma rua (ou abrir uma avenida) no limite Sul do parque empresarial Quimiparque, com ligação ao IC21, aproveitando para resolver o problema do Bairro das Palmeiras? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264735839065813778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SRAZWhPJMxI/AAAAAAAAAYA/FghnFopoulk/s200/Project1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, minhas senhoras, no entanto nem tudo é mau. O Captain Jack sabe que decorrem já negociações para construir um Corte Inglês na Rua Miguel Pais (só assim veremos esta rua arranjada), um AKI no Barreiro velho (para recuperar esta zona da cidade), um Dolce Vita na Cidade Sol (para resolver o problema da Quinta da Mina) e, embora mais atrasadas e de difícil entendimento estão as conversações com a Sonae Sierra para a construção de um mega Mall, no Bairro das Palmeiras.&lt;br /&gt;O progresso vem aí, com raparigas muito produzidas que nos esperam atrás do balcão de uma qualquer loja de shopping, num Centro Comercial perto de si, palavra de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-9105051097227948259?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/9105051097227948259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=9105051097227948259' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9105051097227948259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9105051097227948259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/11/avenidas-novas-ou-ruas-estreitas.html' title='AVENIDAS NOVAS OU RUAS ESTREITAS?'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SRAYmtQfKPI/AAAAAAAAAX4/JT8Vd-0iVJ0/s72-c/AV__ALFREDO_DA_SILVA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-7590939008782931253</id><published>2008-10-23T01:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T01:28:29.556-07:00</updated><title type='text'>ELA CÁ ESTÁ! (e nós como ficamos?)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAyk_hS-uI/AAAAAAAAAWY/-7D4YYKl4ns/s1600-h/Imagem22-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260259975876508386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAyk_hS-uI/AAAAAAAAAWY/-7D4YYKl4ns/s200/Imagem22-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Longe vai já a discussão sobre a melhor opção Chelas-Barreiro versus Beato-Montijo-Barreiro, para atravessar o Tejo pela Terceira vez, na zona de Lisboa. Está aceite a necessidade e mesmo o interesse nacional neste tipo de infraestrutura, para não perdermos o comboio da Europa no que diz respeito à Alta Velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova travessia “acomoda duas vias ferroviárias de alta velocidade, duas vias ferroviárias convencionais e uma nova ligação rodoviária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deseja-se que a Alta Velocidade assuma “um papel no desenvolvimento económico e social de Portugal, consolidando a fachada Atlântica, dando-lhe capacidade competitiva e integrando-a no espaço ibérico europeu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheira a discurso político, é discurso político mas é a estratégia escolhida e designada como nacional. Veremos, no futuro, se a factura que vamos pagar corresponde à qualidade do produto que vamos comprar ou se, pelo contrário, é mais um dos grandes desígnios nacionais como os que temos tido, periodicamente, ao longo destes últimos 34 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exactamente este receio que nos revelam as vozes da contestação que, um pouco de todos os lados, se vão juntando em uníssono pedindo que seja repensada esta apetência pelos mega-projectos dos quais a TTT e o aeroporto são o exemplo máximo. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAy1iIcM4I/AAAAAAAAAWg/McfGvAAK498/s1600-h/imagem1_Page_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260260260045403010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAy1iIcM4I/AAAAAAAAAWg/McfGvAAK498/s200/imagem1_Page_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À margem deste alarido, o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) sobre a Terceira Travessia do Tejo, foi tornado público a 13 de Outubro. Este documento que nos deve interessar, como barreirenses, analisa e define a opção, considerada como a menos lesiva para a cidade, no que aos traçados ferroviário e rodoviário se perspectiva para os próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Das duas opções consideradas, A e B, o Estudo considera a última, designada de opção Poente, como aquela que será a menos lesiva para a cidade, (outra maneira de olhar para o copo meio-cheio ...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução apresentada para a margem Sul contempla a condução do comboio de Alta Velocidade através de um túnel com extensão de 3.5Km que mergulha sensívelmente junto ao hipermercado Feira Nova para voltar de novo à superfície no Vale do Trabuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este túnel é acompanhado de perto por um outro túnel, desta feita rodoviário, com extensão prevista de 900metros, início junto ao Feira Nova e saída entre o Hospital e o campo dos Galitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O EIA analisa diversas vertentes do impacte ambiental, nomeadamente na Geologia e na Geomorfologia dos terrenos que interessam ao desenvolvimento da obra, nas águas superficiais e subterrâneas, no actual uso do solo, nos aspectos ecológicos, na paisagem, na qualidade do ar, no &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAzN-DCy0I/AAAAAAAAAWo/yAK61xvjO8A/s1600-h/Imagem22-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260260679855819586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAzN-DCy0I/AAAAAAAAAWo/yAK61xvjO8A/s200/Imagem22-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ruído e na vibração induzida nas construções existentes, o aspecto sócio-económico, no ordenamento do território, no património construído e na produção de resíduos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“(Na margem sul) o traçado desenvolve-se em duas soluções alternativas, designadas por Solução A (Nascente) e Solução B (Poente). (...) O traçado da Solução A insere-se no corredor da Av. das Nacionalizações, ao passo que a Solução B contorna por Poente o núcleo urbano do Lavradio. As duas soluções apresentam um distanciamento máximo entre si de 300m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Na margem Sul o projecto contempla uma nova estação na zona do Lavradio, para o serviço (ferroviário) convencional , que desempenhará um papel central na mobilidade regional, já que servirá toda a população do Barreiro e Lavradio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Terceira Travessia do Tejo – Estudo de Impacte Ambiental – Resumo não Técnico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a linha de comboio convencional está ainda pensada uma ligação à “zona industrial e portuária do Barreiro” entre a estação a construir no Lavradio e a rede existente no Quimiparque. Sabendo das dificuldades e da forma como a ADP e a FISIPE têm sobrevivido às convulsões da subida do preço do petróleo e da concorrência no mercado dos têxteis, apetece perguntar porquê esta ligação? Isso veremos na próxima postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para as imagens facilmente se compreende a vantagem da opção B, no que à preservação do património construído diz respeito. Já relativamente à integração na paisagem cada uma das opções é suficientemente penalizadora para a cidade para se puder dizer que uma seja melhor que outra ou sequer menos má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio relatório assume “Também é certo que o impacte visual da ponte será sempre alvo de opiniões contraditórias envolvidas por um grau de subjectividade elevado, em boa medida resultado das experiências, formação e estética de cada observador pese embora a implantação de uma infra-estrutura com esta envergadura dê sempre origem a transformações consideráveis na paisagem.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAzqeHgYHI/AAAAAAAAAWw/N6ZmgTn0mEQ/s1600-h/Imagem22-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260261169500807282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAzqeHgYHI/AAAAAAAAAWw/N6ZmgTn0mEQ/s200/Imagem22-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para a componente Alta Velocidade (AV) “os principais impactes na paisagem ocorrem (...) na zona de entrada dos túneis da margem Sul.” A situação não é diferente para a linha de comboio convencional, seja qual for a opção considerada, “na zona do viaduto do Barreiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista da criação de impactes negativos o EIA conclui que “Quanto à componente rodoviária os principais impactes paisagísticos ocorrem na margem Sul ocorrem na margem Sul, com maior intensidade na alternativa A, e correspondem: às zonas de entrada do túnel do Barreiro, ao viaduto principal do Barreiro, ao viaduto da futura Estação do Lavradio, ao Viaduto Rodoviário 1 e à Ponte sobre o Rio Coina, integrada na Ligação Seixal/Barreiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o que atrás se refere, válido para a Opção A e mesmo Estudo também admite que “no que diz respeito à comparação de alternativas a Solução B apresenta-se como ligeiramente mais favorável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso, no entanto são as conclusões a que o EIA chega no tocante à qualidade do ar na margem Sul onde, diz sem se referir ao local de amarração da TTT mas antes generalizando para todo o concelho que “No concelho do Barreiro verificam-se ainda alguns episódios de qualidade do ar deficiente, em associação a concentrações elevadas de dióxido de enxofre. Neste caso, estas emissões resultam sobretudo das emissões das unidades industriais ali presentes”, para depois concluir que sendo assim os impactes mais importantes serão com as partículas que haverão em suspensão durante os trabalhos de construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro alarga-se a comparação ao concelho do Barreiro para depois apontar “unidades industriais” que na prática já estão desactivadas ou são em número muito reduzido. Em jeito de conclusão parece quererem dizer-nos que já que o ambiente é mau pode ficar pior. Conclui-se mesmo que “a nível local prevê-se a concentração de poluentes no ar, sobretudo dióxido de azoto. Em algumas zonas habitacionais são atingidos níveis elevados” como conclui ser o caso da Av. das Nacionalizações e zona do IC21, junto ao Hospital, Escolas Augusto Cabrita e Álvaro Velho (a Padre Abílio Mendes deverá desaparecer), Estádio Alfredo da Silva e Quinta dos Fidalguinhos, acrescento eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista económico-social o EIA aponta para a criação de emprego durante a fase de construção, não nos podendo garantir, contudo, que estes empregos sejam preenchidos por gente local. A previsão é para um aumento do consumo de bens e serviços locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fase de construção o EIA avança a hipótese de as zonas próximas dos locais servidos pela infraestrutura possam constituir-se como receptoras de população jovem em busca de local para se instalar e viver ou mesmo até empresas que permitam desenvolver a economia local, mas não deixa de lançar a hipótese de que isso só ocorrerá se não puderem instalar-se em Lisboa para onde, “se passará a ter acessos mais facilitados aos principais centros de educação, cultura, saúde e outros.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQA0BP060JI/AAAAAAAAAW4/f-7X8XQhWos/s1600-h/Imagem22-5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260261560801742994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQA0BP060JI/AAAAAAAAAW4/f-7X8XQhWos/s200/Imagem22-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fico confuso quando se apresenta a TTT como uma espécie de aspirina mágica para, como refere o EIA “incentivar a reconversão das antigas áreas industriais” – as mesmas que algumas páginas antes produziam elevadas concentrações de dióxido de enxofre – “e a reconversão e reabilitação urbana das áreas degradadas, de génese ilegal ou sem qualidade, e a instalação de novas actividades económicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas actividades económicas que, fica-se a saber, deverão procurar outras áreas de instalação fora da cidade do Barreiro, já que se anuncia que todo este desígnio nacional irá dar origem à “valorização e regeneração estratégica do território da Quimiparque (...) que visa a ampliação da cidade do Barreiro na direcção da Quimiparque (para Este e para Norte), tendencialmente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja a regeneração das áreas degradadas e a reconversão daquelas de génese ilegal ou sem qualidade será feita à custa de construção massiva para criar mais um dormitório em volta de Lisboa, mais uma periferia que permita fazer nascer a Loures do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação é, aliás, deixada em aberto ao referir-se que “Na fase de exploração o projecto poderá causar implicações ao nível da pressão urbana para densificação de núcleos urbano/industriais existentes e/ou surgimento de novos em áreas não previstas nos instrumentos de gestão do território”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260261874815846802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQA0ThntyZI/AAAAAAAAAXA/1rH8jtB2ofI/s200/Imagem22-6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meus senhores, senhoras minhas a Ponte já tem os pés nas duas margens, o que dela advier é sempre bom, depende apenas da capacidade de se saber aproveitar em proveito de todos o que ela nos poderá trazer. Há essa capacidade? Há essa intenção?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As gerações futuras irão saber.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Captain Jack&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-7590939008782931253?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/7590939008782931253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=7590939008782931253' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/7590939008782931253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/7590939008782931253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/10/ela-c-est-e-ns-como-ficamos.html' title='ELA CÁ ESTÁ! (e nós como ficamos?)'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SQAyk_hS-uI/AAAAAAAAAWY/-7D4YYKl4ns/s72-c/Imagem22-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-1652900243238386310</id><published>2008-09-21T09:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T09:44:18.327-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plano Reconversão do Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obras no Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfredo da Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avenida Alfredo da Silva'/><title type='text'>VISTAS LARGAS EM RUAS ESTREITAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao longo dos últimos dois anos temos assistido a um desfile de ideias megalómanas que, a reboque da mais despudorada demagogia, vão enchendo as páginas dos jornais barreirenses e dando a volta à cabeça daqueles que tendem a confundir a realidade com a miragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZyeDHX8JI/AAAAAAAAAVY/FGOT7qc0Fg8/s1600-h/tra%C3%A7ado+TTT-3.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248508276304769170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZyeDHX8JI/AAAAAAAAAVY/FGOT7qc0Fg8/s200/tra%C3%A7ado+TTT-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi assim com a Terceira Travessia do Tejo (TTT), que até hoje nenhum dos responsáveis autárquicos teve a coragem de divulgar até que ponto irá retalhar o Barreiro, para que possamos continuar a ver passar os comboios que vão para o Sul, sem pararem em nenhuma das estações que ainda ficaram de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com a megalómana avenida que Augusto Mateus propôs construir no lugar da linha-férrea que atravessa a cidade onde ainda hoje passa e no futuro continuará a passar a linha do Alentejo. A propósito, aliás, veja-se o terminal ferroviário que a REFER está a construir junto da estação do Barreiro-Mar, com três linhas e duas plataformas de passageiros, no âmbito da empreitada de electrificação da linha do Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O objectivo é “melhorar a interface do modo de transporte ferroviário com os modos de transporte fluvial e rodoviário, já existente no Barreiro”, explica a REFER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Ainda no quadro da electrificação da linha do Sado está previsto que a muito curto prazo avance a construção de uma passagem superior pedonal, junto ao Bairro das Palmeiras, para substituição da existente, que não tem altura suficiente para permitir a electrificação do traçado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#330099;"&gt;In Jornal “Sem Mais” edição de 13 de Setembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A avenida que Augusto Mateus via como tendo quatro faixas, separador central, largos passeios e talvez até uma ciclovia, um percurso verdejante de árvores por onde os barreirenses circulariam em direcção ao novo centro (Forum Barreiro e empreendimento imobiliário do Quimiparque, entenda-se) qual Via Diagonal de Barcelona, ficará, pelos vistos, adiada, para deixar passar os comboios para o Pinhal Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande estação interface ferro-rodoviária a construir algures sobre a Escola Álvaro Velho, outra das ideias propostas por Augusto Mateus no seu célebre Plano de Reconversão do Quimiparque (que eu nunca percebi porque tinha que passar para o exterior deste território) e que ficaria desligada do transporte fluvial, tão importante para os milhares de pessoas que o utilizam diariamente, parece afinal ter mudado de sítio para o local agora ocupado pela garagem dos TCB, não para poupar edifícios de habitação mas porque assim o decidiram a REFER/RAVE/CP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A célebre Cidade do Cinema, que os nossos autarcas “exigiram” tornar-se em projecto PIN+, com sucessivas e inconclusivas reuniões, continua a aguardar que o promotor entregue o Dossier de Projecto, situação que tem vindo sucessivamente a ser adiada.&lt;br /&gt;Na última versão falava-se em Agosto. Foi entregue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isto uma coisa parece ser certa. Qualquer perspectiva para futuro do Barreiro passa sempre pelo Quimiparque. Foi lá que se construiu a nova esquadra de polícia, é lá que se está a construir o novo quartel dos Bombeiros Sul e Sueste, é por lá que irá passar a ligação viária ao Forum Barreiro; também é para lá que se mudaram já alguns serviços da Câmara Municipal do Barreiro e outros se lhe seguirão, (ao que parece quando a megalomania couber dentro do orçamento da Quimiparque, SA) e teve também que ser esta empresa, cujo único accionista é o Estado, a doar o terreno para a construção da ETAR e a suportar os custos de movimentação de terras, há um ano atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será este interesse e fé nos poderes mágicos do Quimiparque devido apenas aos cerca de 300 hectares de terreno de que esta empresa é proprietária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós queremos ser uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa, uma centralidade com qualidade, e o elemento mais importante é a Quimiparque. Tudo o resto os outros concelhos têm, o que nos diferencia dos outros concelhos será o que conseguirmos fazer na Quimiparque. É o elemento determinante para o desenvolvimento económico do Barreiro.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Humberto ao Jornal “Notícias do Barreiro”, edição 3 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZzMaEhKpI/AAAAAAAAAVg/-DbIfIlOScQ/s1600-h/Alternativa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248509072740788882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZzMaEhKpI/AAAAAAAAAVg/-DbIfIlOScQ/s200/Alternativa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quererá o Senhor Presidente dizer com isto que “nós” temos 300 hectares, bem no centro da cidade para “atafulhar” de edifícios, como se está a fazer no local do antigo Estádio do Barreirense e na Quinta das Cordoarias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará o Senhor Presidente a pensar nos 40% de fogos devolutos ou por vender, existentes no concelho do Barreiro, ou nas taxas que a autarquia pode arrecadar, com tamanho “desenvolvimento”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) “A ETAR pode levar a que daqui a alguns anos se possa tomar banho no Barreiro, admito que talvez daqui a dois anos.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Humberto ao Jornal “Notícias do Barreiro”, edição 3 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, Senhor Presidente, se a ETAR não lhe permitirá tomar banho no Clube Naval daqui a alguns anos, mas para isso terá que começar a ser construída, começar a trabalhar e haverá que dar tempo a que o rio recupere. Isso não se consegue por decreto como também não se consegue construir o hotel que, o senhor, também acredita vir a existir no Barreiro daqui a... dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, à semelhança dos terrenos contaminados do Quimiparque, o rio também o estiver? Já pensou o que pode acontecer quando milhares de metros cúbicos de água começarem a ser atirados ao rio e os fundos lamacentos, eventualmente contaminados com metais pesados, começarem a ser revolvidos pela intensidade de tamanho caudal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu executivo dispara em todas as direcções, Senhor Presidente, parecem-me aqueles caçadores que no primeiro dia de caça atiram a tudo o que mexe... e falham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[As obras da Avenida Alfredo da Silva] “(...) Incluem, igualmente, o alargamento dos passeios, a plantação de quase uma centena de árvores próprias para zona urbana e a colocação de mobiliário urbano.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;In comunicado da CMB de 25 de Agosto de 2008&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(...) Na avenida os passeios vão ser alargados em 2.5 metros cada, vão ser colocadas 100 árvores em cada um dos passeios, todas com um ponto de luz, e serão criadas três zonas de iluminação mais forte, numa avenida onde a velocidade máxima será 30 quilómetros, com o estacionamento proibido em toda a sua extensão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) “Toda a intervenção [na Av. Alfredo da Silva] tem como objectivo tornar o centro mais atractivo para peões, comércio e lazer. Queremos ser uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa e para isso temos que ter um centro forte e dinâmico (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seis metros de estrada dão para passar dois autocarros ao mesmo tempo.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Humberto em conferência de imprensa de 2 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZzmC74DWI/AAAAAAAAAVo/PDii-JkLny8/s1600-h/Avenida+Nova.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248509513207123298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZzmC74DWI/AAAAAAAAAVo/PDii-JkLny8/s200/Avenida+Nova.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Existem várias ruas do Barreiro com 6 metros onde se cruzam autocarros, mas nós acompanhamos a obra e falamos com as pessoas e decidimos alargar a estrada em mais meio metro, pois na opinião das pessoas podia haver problemas.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;In Jornal de “Notícias do Barreiro”, edição de 10 de Setembro de 2008 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[acerca do alargamento de meio metro da nova avenida Alfredo da Silva] “Segundo Carlos Humberto, na rua as opiniões são ouvidas e tidas em conta, pelo que a decisão do executivo passou por conciliar a análise técnica com o sentimento da população”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In “Jornal do Barreiro”, edição de 5 de Setembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Características do novo centro serão ser um centro construído para o peão, onde a circulação automóvel será reduzida a 30Km/h – embora continue nos dois sentidos – e onde o estacionamento será limitado, apenas com 15 pontos de cargas e descargas, equivalente a cerca de 25 carros.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;In “Jornal do Barreiro”, edição de 5 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248510011491503154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZ0DDMITDI/AAAAAAAAAVw/MOpWu4574ZA/s200/Requalifica%C3%A7%C3%A3o+Avenida.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...) “para que o Barreiro cresça e seja um Concelho para trabalhar e viver”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;In Primeira Opção Participada 2008 com os trabalhadores do DPGU, 2 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) prevendo-se que os trabalhos de pavimentação terminem no início de Outubro. Já no início de Novembro deverá encontrar-se concluída a intervenção nos passeios da Avenida Alfredo da Silva.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;In Comunicado da Câmara Municipal do Barreiro relativo às obras da Av. Alfredo da Silva de 9 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)”concluir até meados de Outubro o que é via rodoviária. (empreitada concluída) na primeira ou segunda semanas de Novembro. [o atravessamento do Quimiparque] não estará concluído antes do fim do ano”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(As obras da Av. Alfredo da Silva) “têm decorrido muitíssimo bem e de forma profissional, apenas com um pequeníssimo atraso de dias”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Humberto em conferência de imprensa de 2 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Inspecção Geral do Trabalho deslocou-se à obra a pedido do delegado de saúde do Barreiro (...). Uma vez no local tudo foi inspeccionado, motivo que levou à suspensão parcial das obras na Avenida devido às condições de segurança no trabalho.&lt;br /&gt;Segundo a vereadora Sofia Martins, a razão das obras em profundidade terem sido suspensas prendeu-se com a ‘situação das valas dos colectores principais’&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;In “Jornal do Barreiro”, edição de 5 de Setembro de 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estavam a fazer as obras sem segurança, já tinha dado ordem para se terminar a actividade, o encarregado mandava retirar os homens do local, mas quando virava costas colocava-os lá a trabalhar na mesma.”&lt;br /&gt;Os problemas segundo Mário Durval estavam relacionados com os trabalhos que se realizavam em profundidade, em valas com cerca de 4 metros e com o uso de máquinas pesadas a circularem ao mesmo tempo e no mesmo local, o que é proibido.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;In “Jornal do Barreiro”, edição de 5 de Setembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Senhor Presidente as obras... as obras, Senhor Presidente, sinónimo de evolução e progresso, numa cidade onde os velhos são esquecidos em bairros decrépitos cheios de prédios que desafiam a gravidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que importa isso agora, desde que o nosso Forum Barreiro se torne realidade em Novembro? Pouco importa que o acesso ao Forum Barreiro seja feito por um túnel escavado sob uma rua pública. Também pouco importa a forma como se faz o acesso e se sai dos pisos de parqueamento e tão pouco interessam os direitos dos munícipes da Rua Stara Zagora que viram o seu estacionamento destruído, sem alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Centro do Barreiro dentro de algum tempo será motivo de satisfação. A sua requalificação, pensamos que trará mais qualidade de vida às populações e permitirá revitalizar o comércio tradicional e consolidar aquele local da cidade como uma grande praça de socialização das gentes da nossa terra.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#333399;"&gt;In Editorial de “Informação da Câmara Municipal do Barreiro”, de Agosto de 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como explicar, Senhor Presidente, que a mesma Rua Stara Zagora permaneça, praticamente desde o início das obras sem iluminação nocturna, esquecendo-se a Câmara Municipal que garantir a segurança dos cidadãos também é um dos deveres da autarquia que o senhor dirige?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que nos pode dizer da densidade de construção da Quinta das Cordoarias? Já reparou como o construtor “oficial do regime” conseguiu esconder à sombra do Forum Barreiro um enorme empreendimento imobiliário habitacional (Quinta das Cordoarias, antigo Estadio do Barreirense e a zona habitacional do próprio Forum)?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZ0gdWMlrI/AAAAAAAAAV4/WA7fW41qQ0g/s1600-h/Acesso+Largo+das+Obras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248510516729255602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZ0gdWMlrI/AAAAAAAAAV4/WA7fW41qQ0g/s200/Acesso+Largo+das+Obras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E porque razão é a empresa Quimiparque a ceder os terrenos necessários à construção dos acessos a todo este complexo imobiliário? Como se não chegasse “partir” em dois o parque empresarial, onde trabalham cerca de 4000 pessoas e condicionar o funcionamento normal das 300 empresas que ali laboram, ainda se corta uma fatia a Poente e obriga-se a demolir alguns edifícios para permitir passar uma rua (de 6 metros?), mantendo intocável o empreendimento habitacional do Estádio do Barreirense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me Senhor Presidente acabar esta postagem com duas perguntas:&lt;br /&gt;Porque razão se estão a colocar colectores para as águas pluviais sem, no entanto, se construírem sumidouros ou sarjetas? (Em toda a nova Avenida Alfredo da Silva existem 5 ou 6 sumidouros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma “AVENIDA” de 6,5 metros de largura, lugares de paragem para cargas e descargas com menos de 2 metros de largura, que obrigarão a que os veículos de mercadorias estacionem com parte do rodado dentro da faixa de rodagem, como irão circular as ambulâncias, carros de bombeiros e da polícia em serviço de emergência? Quem lhes dará passagem e como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas Senhoras, meus Senhores, de uma coisa não tenho duvidas: não sei se teremos um Barreiro melhor mas teremos, certamente, um Barreiro diferente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre Vosso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Captain Jack&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-1652900243238386310?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/1652900243238386310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=1652900243238386310' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1652900243238386310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1652900243238386310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/09/vistas-largas-em-ruas-estreitas.html' title='VISTAS LARGAS EM RUAS ESTREITAS'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SNZyeDHX8JI/AAAAAAAAAVY/FGOT7qc0Fg8/s72-c/tra%C3%A7ado+TTT-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-1309729194049463012</id><published>2008-08-24T10:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T13:44:41.072-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfredo da Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reconversão da Cidade do Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade do Cinema'/><title type='text'>LAPIDAÇÃO ou DELAPIDAÇÃO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGY8ePl8JI/AAAAAAAAAOs/5s71qPXpWgk/s1600-h/Web+DSC01574.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lapidar&lt;/span&gt; – &lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;Matar à pedrada, apedrejar, talhar e polir as faces das pedras preciosas, de vidros, etc. aperfeiçoar, educar, que está gravado em pedra, fundamental, artístico, perfeito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Delapidar&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Esbanjar, Malbaratar, Dissipar, Arruinar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Dicionário da Língua Portuguesa”&lt;br /&gt;De J.Almeida Costa e A.Sampaio e Melo&lt;br /&gt;Porto Editora, Lda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGXxnCCNNI/AAAAAAAAAOc/F6LPdwc-32M/s1600-h/13082008(001)ttttt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238134720155497682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGXxnCCNNI/AAAAAAAAAOc/F6LPdwc-32M/s200/13082008(001)ttttt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De regresso ao Barreiro, depois de umas retemperantes férias algures na costa vicentina, para onde também se preparam as virtudes deste progresso que, de repente invadiu o país, num frenesim de projectos PIN apadrinhados por governantes e autarcas, fui logo avisado que o centro da cidade estava em “requalificação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avisos repetem-se em diversas placas espalhadas pela cidade, não permitindo contudo, ao automobilista prever o que lhe está reservado no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São voltas e reviravoltas ao volante, em labirínticos percursos cheios de aventura, qual Rally-Papper sem perguntas. Ruas que antes eram de sentido único passaram a ter dois sentidos, sem qualquer sinalização que disso elucide o automobilista, com a separação feita por pimenteiros de PVC ao estilo do improviso bacoco e perigoso que desrespeita quem aqui circula (jardim dos Franceses), arruamentos que inverteram o sentido de circulação sem qualquer aviso prévio, ruas onde circulam ao mesmo tempo automóveis e manobram máquinas e equipamentos de construção civil, retroescavadoras, camiões que transportam materiais de obra, gruas e dumpers, peões, ciclistas e basbaques reformados, que confundem betão com desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me admira não é a falta de organização que reina neste frenesim de obras pré-eleitorais de uma autarquia que ficou de “tanga” pela má gestão do anterior executivo, uma autarquia que demora em média seis meses para pagar aos seus fornecedores e que inventa mil e uma maneiras para sacar ao munícipe e empresas do concelho todos os trocos possíveis (veja-se o caso da recente tarifa de disponibilidade que substitui o aluguer do contador da água, a partir do próximo 1 de Setembro de 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanta-me, isso sim, a forma como os perigos “deixam de ser perigosos” quando convém montar vedações de qualquer maneira, sem o mínimo cuidado em sinalizar os obstáculos (DL 163/2006 de 8 de Agosto sobre acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada), quando falta iluminação eficaz nos arruamentos que viram a sua capacidade de circulação condicionada, quando a separação entre sentidos de trânsito se faz com recurso a pimenteiros de plástico já pouco visíveis durante o dia e totalmente invisíveis à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém contesta a necessidade de se fazerem as obras, no que à rede separativa de esgotos diz respeito. O resto é muito duvidoso, principalmente quando, os mesmos que hoje promovem estas intervenções, contestaram a execução da calçada “PS” da Av. Alfredo da Silva, há quatro anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura disse-se, e eu sou dessa opinião, que era um desperdício de dinheiro porque haviam outras intervenções prioritárias. Então como explicar agora este esbanjamento? Não parece uma birrinha de miúdos mimados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pedopsicólogos dizem que as birras da criança são sinónimo de uma personalidade forte, mas estes “meninos” que têm gerido a nossa cidade, qualquer que seja a cor do respectivo “bibe”, não têm pais ricos... embora gastem como se tivessem ido ao banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como explicar que o Regulamento Municipal de Obras obrigue os construtores de obras particulares (pelo menos alguns) a vedar os seus estaleiros com chapas opacas (para proteger as zonas envolventes alheias às construções a executar) e se permita às empresas responsáveis por estas obras de “requalificação” que decorrem no centro do Barreiro, o desrespeito por esta norma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vedações colocadas na Av. Alfredo da Silva não protegem as pessoas que circulam nos passeios que ladeiam esta artéria. As suas bases constituem um perigo para as pessoas com mobilidade condicionada, principalmente os invisuais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGZEzo0NdI/AAAAAAAAAO0/-EvWj9cGZdw/s1600-h/Web+DSC01574.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238136149468526034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGZEzo0NdI/AAAAAAAAAO0/-EvWj9cGZdw/s200/Web+DSC01574.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As poeiras e os detritos resultantes dos trabalhos de remoção do pavimento são projectados para lá destas barreiras podendo atingir pessoas e bens, para não falar nos inconvenientes que esta situação trás aos comerciantes da zona. Quem se responsabiliza por isso? Porque não se exigiu o cumprimento do Regulamento Municipal de Obras?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma simples lona ou pano bastaria para proteger os transeuntes das poeiras e projecção de detritos, como se vê na figura ao lado, numa obra municipalde outro concelho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A obra não dispõe de qualquer placa identificativa que informe sobre qual a entidade/empresa que a executa, onde é o estaleiro da mesma, nem quem é o seu responsável técnico (DL 555/99). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Onde está a sinalização, obrigatória por lei, nas obras de construção civil? Quem é o coordenador de segurança da obra que não vê que os trabalhadores andam sem Equipamentos de Protecção Individual? E a fiscalização do IDICT anda assim tão atarefada que ainda não deu por esta situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a PSP, como entidade responsável pela segurança rodoviária na cidade, ainda não detectou que, bem perto da sua esquadra da Praça de Santa Cruz, a separação de sentidos de circulação rodoviária é feita só com pimenteiros? É seguro? E já analisaram bem a dificuldade da manobra que os condutores, que se deslocam no sentido “Avenida da Praia”/Praça de Santa Cruz - Rua Stara Zagora, são obrigados a efectuar ao chegarem ao Jardim dos Franceses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como deve ser bom viver na Rua Stara Zagora, nesta altura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma artéria onde manobram as máquinas da obra do Forum Barreiro e circulam veículos, por uma única faixa, em dois sentidos. O truque, minhas senhoras, meus senhores, é gostar de sentir a adrenalina e avançar sempre. O mais fraco acaba sempre por recuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixemos as obras em curso porque estas só vão durar três meses (Agosto, Setembro e Outubro) estando prontas em Novembro. Por isso acredito que, antes de este blog registar 8000 visitas tudo estará concluído com excepção do mercado 1º de Maio. Não me parece muito: Rede de Esgotos (está quase feita, as tubagens até já estão enterradas...), alargamento dos passeios (“mantendo-se o desenho mas melhorado”, segundo o Sr. Vice-Presidente. Apetece perguntar: será com as cores do arco-iris?), plantação de cerca de 100 árvores (espero que não seja “sem” árvores...) e rotunda junto da Rua Stara Zagora com uma escultura do artista moçambicano José Malangatana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por amor de Deus, se não conseguirem fazer isto em três meses... ainda por cima a Av. Alfredo da Silva vai ter a sua largura reduzida para seis metros... (é mais que suficiente para passarem dois carros e até permite inversão de marcha! Isto leva-me a sugerir ao Sr. Presidente Carlos Humberto que se faça o mesmo à Av. J.J. Fernandes, no Lavradio e à Av. De Santa Maria, no Barreiro. Seria assim uma espécie de ex-libris desta cidade…Barreiro a cidade das Avenidas de 6 metros!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, senhoras minhas, eu acredito mesmo nesta cidade polinucleada, uma cidade de duas margens, com o rio Tejo devolvido aos cidadãos, com amplas áreas de desporto e lazer, um hotel dentro de dois anos, uma cidade do cinema no Quimiparque (estou já a ver os tours turísticos em autocarro - destes mais pequenos recentemente adquiridos pelos TCB, ao estilo hollywoodesco, pelo Barreiro Velho), uma multidão a desembarcar nas novas estações, ferroviária e fluvial, do Quimiparque, a correr feliz para os seus empregos nos edifícios de serviços a construir no Quimiparque, não sem antes deixar de acenar, contentes, aos empresários que chegam de Madrid, no TGV, para estabelecerem acordos de negócios com o Gabinete do Empresário da Câmara Municipal, uma multidão aguardando a abertura das lojas de roupa de marca do Fórum Barreiro e as rapariguinhas de shopping, com os seus saltos altos a ressoarem na nova calçada da Avenida Alfredo da Silva (que na altura já deverá ter outra designação), atrasadas para ocuparem os 1000 postos de trabalho criados por este empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa altura já se deverá saber onde ficará a estátua de Alfredo da Silva e Carlos Mattos já deverá ter entregue ao governo o seu ante-projecto da Cidade do Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, senhoras minhas do, sempre Vosso, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Captain Jack &amp;amp; AlmaSense&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-1309729194049463012?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/1309729194049463012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=1309729194049463012' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1309729194049463012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1309729194049463012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/08/lapidao-ou-delapidao.html' title='LAPIDAÇÃO ou DELAPIDAÇÃO?'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AjRULnv4kIs/SLGXxnCCNNI/AAAAAAAAAOc/F6LPdwc-32M/s72-c/13082008(001)ttttt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-9221628735939687629</id><published>2008-07-23T13:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T13:10:54.168-07:00</updated><title type='text'>ESTE BLOG ESTÁ DE FÉRIAS, ABRIRÁ BREVEMENTE COM A MESMA GERÊNCIA</title><content type='html'>Mesmo de férias, na costa vicentina profunda (pelo menos quando é preia-mar), chegam as notícias dessa terra tão badalada, ultimamente, como é o Barreiro. Nem mesmo esta “encenação” dos ciganos da Quinta da Fonte conseguiu desviar as atenções do que de bom se faz no burgo ribeirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim ninguém me convence que o que sucedeu no bairro da Quinta da Fonte, em Loures, não passou de um esquema urdido pelo governo para desviar as atenções das acções desenvolvidas pelo nosso executivo camarário para eliminar as barracas na Quinta da Mina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia chegou pelo jornal e ficámos a saber como foi grande o contentamento do Sr. Presidente da Câmara do Barreiro quando anunciou que tinham sido erradicadas, as últimas barracas na Quinta da Mina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nem os jornais, nem o Sr. Presidente nos disseram é que antes de terem sido entregues, a estas nove famílias ciganas da Quinta da Mina, as casas pintadas à pressa para disfarçar os danos dos anteriores moradores, curiosamente também de etnia cigana, o funcionário que representava a autarquia neste bairro, foi ameaçado por um dos pretendentes a uma destas mesmas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena foi recambolesca e violenta. Segundo contam, à boca pequena, alguns funcionários da Câmara do Barreiro, o indivíduo em questão, armado com uma faca cortou o fio do telefone e ameaçou que faria o mesmo ao pescoço do funcionário camarário se não fosse um dos contemplados com uma nova casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O representante da autarquia, acabou por fugir e nem mesmo em risco de perder o emprego se predispôs a voltar ao lugar que abandonara. Não consta que a Câmara tenha dado início a qualquer processo criminal contra o agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece perguntar se a construção do Bairro da Quinta da Mina, [obra filantrópica da Câmara Municipal do Barreiro, (no tempo do PS, mas que para o caso pouco importa orque qualquer partido político faria o mesmo...) que no passado, em moeda antiga, custou muitos milhares de contos aos contribuintes, e necessita agora de quase 1M€ para ser recuperado], não é já bastante para gente que agradece tão pouco e começa, nitidamente a pensar que é nossa obrigação dar-lhes o que não querem pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a proposta dos ciganos da Quinta da Fonte de convocar uma concentração nacional se não lhes derem outra casa noutro local, diferente de Loures, esperemos que ninguém se lembre de propor a junção destes aos que temos na Quinta da Mina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a experiência de uns em partir casas e resolver os problemas a tiro e os treinos que os outros efectuam com regularidade, teríamos assim uma espécie de “Curso Novas Oportunidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma com que estamos a falar desta “coisa” é em tom leve e ligeiramente humorado mas a “coisa” pode ser séria se todos aqueles a quem entregamos casas por rendas simbólicas, de 3€, 4€ ou 5€, ainda por cima se acharem no direito de não pagar sabendo que desta atitude nenhuma penalidade recai sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara Municipal de Loures já divulgou quanto lhes deve estas 60 famílias que teimam em se manter desalojadas. E no Barreiro, a situação é diferente? Valerá a pena manter “integrados” estes cidadãos que teimam em não querer aculturar-se, mantendo o seu modo de vida, fechando-se numa sociedade que não aceita as mesmas regras que os demais dos portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se consegue explicar aos velhotes necessitados que habitam as casas em risco de derrocada do Barreiro Velho, aqueles que trabalharam uma vida inteira, pescando no rio, carregando às costas os sacos de adubo, na CUF, a cortiça na Braancamp ou espalhando o balastro nas linhas da CP, que o português de etnia cigana merece mais que eles ter uma casa com o mínimo de condições para habitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Xenofobia? Sou Xenófobo? Talvez, nem eu sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se xenofobia é sentir-me revoltado ao ver aqueles que trabalharam uma vida inteira para que a nossa sociedade possa ser como é, serem ignorados, deixados a morrer sózinhos num bairro como o Barreiro Velho, então devo ser xenófobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu gostava realmente era que o Barreiro agradecesse aqueles que trabalharam uma vida inteira para que tivéssemos podido ter escolas, piscina, cinemas (que entretanto fecharam), ter podido tirar cursos superiores e sermos investigadores, informáticos, médicos, advogadas, gestores, engenheiras, enfermeiros, juízas, etc, dando-lhes um final de vida em casas condignas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quinta da Mina deveria ser para aqueles que moram no Barreiro Velho, no Bairro das Palmeiras ou na Quinta da Amoreira, que trabalharam uma vida inteira, continuam trabalhando e não têm direito a reformas decentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerto os empresários da construção civil, o director financeiro da Câmara Municipal do Barreiro e o Vereador do Urbanismo para o facto de esta proposta poder render novas áreas para urbanizar e encher com prédios de habitação (comércio e serviços, já me esquecia). Sempre eram mais umas taxinhas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, acabo de receber um e-mail onde me dizem que a estratégia é deixar cair o Barreiro Velho para depois se poder fazer melhor negócio. Como cada imóvel ocupa uma pequena área será necessário comprar três ou quatro para conseguir construir um edifício moderno. Esta situação que à partida pode parecer ser de evitar por obrigar a negociar com mais que um proprietário é no final mais lucrativa porque permite oferecer muito pouco a cada um dos potenciais vendedores uma vez que estes estão sempre reféns uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, já percebi, meus senhores, o Barreiro Velho resolve-se assim. E o Bairro das Palmeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está a chegar outro e-mail... Claro, como pude eu esquecer que em tempos se falou também na cedência de terrenos do Quimiparque para habitação social? Pois claro! Com o comboio convencional a passar nos terrenos da sub-estação da EDP e instalações dos TCB haverá necessidade, daqui a alguns anos, quando estiverem esgotados os terrenos ribeirinhos do Quimiparque, de eliminar parte do aglomerado de empresas da antiga zona têxtil e construir aqui o bairro social onde viverão os sobreviventes do Bairro das Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem pensado. Sempre a trabalhar para o progresso do Concelho! Mas, lembrei-me agora. E a sub-prime? Não vos assusta a crise do mercado imobiliário? E se começassem a pensar em reformular o Plano de Reconversão do Quimiparque? Podiam sempre fazer o MasterReconversãoPlan ... Quaisquer 1M€ pagariam este novo trabalho da Risco-Augusto Mateus Associados-Parque Expo, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são nuvens negras no horizonte. Pelo jornal foi também possível saber que numa das rotundas que se projectam para a nova cidade, que o Forum Barreiro e o novo Mercado 1º de Maio vão criar, será erguida uma escultura de Malangatana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malangatana Valente Ngwenya, famoso pintor e escultor moçambicano vai edificar um monumento (uma escultura é pouco!), diz o jornal, junto ao antigo estádio Manuel de Melo. Mais se fica a saber que esta foi uma decisão do mMunicípio que já tem na sua posse o projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim é não seria correcto o Município mostrar ao Povo (que é quem mais ordena, lembram-se?) antes de decidir por si só onde o pôr?  E quanto custa este monumento? O último, na rotunda da escola de Álvaro Velho, se se recordam, custou mais de 50 000 contos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que Malangatana, que afirmou ser a cidade do Barreiro a sua terra do coração e que “se alguém pensa que é mais barreirense que (ele) só por ter nascido lá (no Barreiro), engana-se”, com tanto amor e carinho oferece o monumento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero bem que assim seja, porque caso contrário ficará a impressão, de que a aposta na gente da nossa terra é só quando se quer alguma coisa “à borla”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito quem foi o autor do bonito arranjo da rotunda dos Casquilhos? Está de parabéns! Que pena não vingar o exemplo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, senhoras minhas, boas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Captain Jack&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-9221628735939687629?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/9221628735939687629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=9221628735939687629' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9221628735939687629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9221628735939687629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/07/este-blog-est-de-frias-abrir-brevemente.html' title='ESTE BLOG ESTÁ DE FÉRIAS, ABRIRÁ BREVEMENTE COM A MESMA GERÊNCIA'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2710603679923499100</id><published>2008-06-29T10:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T11:27:29.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Matos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Captain Jack'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade do Cinema'/><title type='text'>INDIANA JONES E A CIDADE DO CINEMA</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SGfMRSHbR-I/AAAAAAAAAOE/3qbf2qOemvw/s1600-h/Carlos+Mattos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217363290624837602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SGfMRSHbR-I/AAAAAAAAAOE/3qbf2qOemvw/s200/Carlos+Mattos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em primeiro lugar deixem-me que vos peça desculpa pela escrita tardia desta postagem mas, confesso, acalentava a secreta esperança que o Sr. Carlos de Mattos, ilustre investidor da Cidade do Cinema, me viesse visitar, tal como fez à Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 15 dias volvidos sobre a sua visita ao Barreiro, começo a ter algumas dúvidas que Carlos de Mattos me honre com a sua visita. Ainda acalento contudo a esperança que me explique, talvez por carta, fax ou mail, o que ainda não explicou a ninguém: Como é que um projecto tão apetecível, não consegue despertar interesse em cidades como Cascais, Sintra ou mesmo Oeiras, onde já existem infra-estruturas como o Tagus Park?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#993300;"&gt;Carlos de Mattos a pensar na&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#993300;"&gt;Cidade do Cinema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como é que um homem que lida com milhões de dólares, almoça com Spielberg* e George Lucas, tem um excelente relacionamento com o clã Kennedy, conhece Bill Clinton e George Bush, ainda não conseguiu, em mais de 10 anos de contactos, construir a sua cidade do cinema, em Portugal que “é uma segunda Califórnia”?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* “O Steven Spielberg, por exemplo, até há alguns anos ia várias vezes ao meu escritório, almoçávamos juntos, falávamos de tudo. Depois de ‘A Lista de Schindler’ anda tão ocupado que telefono-lhe e não me responde.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Entrevista a Carlos de Mattos In Correio da Manhã de 30 de Abril de 2006&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O capital social do Quimiparque é de cerca de 90Milhões de dólares. Este valor é apenas parte do investimento realizado em filmes como Waterworld, um enorme fiasco comercial diga-se “en passant”, “The Legend”, ou “Sin City”, uma obra carregadinha de efeitos cinematográficos e tratamento computadorizado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nenhum destes foi “blockbuster”, tendo mesmo ficado, em termos de receitas, muito aquém das expectativas, mas todos eles facturaram muito mais que o que seria necessário para comprar o Quimiparque, inteirinho, e nele construir, depois, as “Cidades do Cinema, do Teatro, do Circo ou das Telenovelas” que se entendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se fazer ideia dos milhões que movimenta a indústria cinematográfica nos EUA, onde Carlos Mattos está inserido, vejamos o exemplo de facturação de alguns filmes que, contudo estão longe de serem s mais rentáveis:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SGfOl3NwfmI/AAAAAAAAAOM/2ghIkX5cSZc/s1600-h/IJones.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217365843204144738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SGfOl3NwfmI/AAAAAAAAAOM/2ghIkX5cSZc/s200/IJones.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;. Salteadores da Arca Perdida (1981) - $209Milhões&lt;br /&gt;. Indiana Jones e o Templo Perdido (1984) - $180Milhões&lt;br /&gt;. Indiana Jones e a grande cruzada (1989) - $197Milhões&lt;br /&gt;. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – (2008) - $683Milhões&lt;br /&gt;. A Múmia (1999) - $155Milhões&lt;br /&gt;. O Regresso da Múmia (2001) - $202Milhões&lt;br /&gt;. Tomb Raider I (2001) - $131Milhões&lt;br /&gt;. Tomb Raider II (2003) - $65Milhões&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Indiana Jones a trabalhar no projecto da Cidade do Cinema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num mercado em que cada filme movimenta mais capital que o equivalente ao património do Quimiparque, porque pede este empresário de sucesso em Hollywood, (fundador da CDM Interactive, empresa que fabrica e comercializa equipamentos, em particular sistemas de iluminação, para filmagens e espectáculos, apadrinhado por Akira Kurosawa, que entra no mercado cinematográfico a fabricar tripés, recebe a consagração pela invenção de uma grua para filmagens usada pela primeira vez em “ET – O Extraterrestre”), 30 a 40 hectares de terreno? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque não reúne ele os dólares necessários e simplesmente compra o Quimiparque, o Tagus Park ou mesmo um dos dois terrenos do Concelho da Azambuja onde a PRISA pretende instalar os seus estúdios de produção de televisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito menos tempo de negociação o autarca da Azambuja ofereceu à Prisa duas alternativas, a primeira num terreno que fica na freguesia de Alcoentre, junto da Quinta da Torre Bela, com uma área de 40 hectares e o segundo, com uma área semelhante, numa quinta da freguesia de Aveiras de Baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos estão servidos por bons acessos rodoviários, com a Auto-Estrada do Norte (A1) e a linha de caminho de ferro próximas. As condicionantes existentes em ambos os casos para a construção, já que os terrenos estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN), não parece ser preocupante para o presidente da câmara local que desvaloriza este aspecto porque “as classificações serão alteradas até porque será um PIN (Projecto de Interesse Nacional) e essa condição é suficiente para que sejam levantadas as condicionantes impostas pelo Plano Director Municipal (PDM) em vigor e em fase de revisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a diferença entre esta situação e a da “nossa” “Cidade do Cinema”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da Azambuja, o grupo espanhol Prisa, que detém a Média Capital e a TVI, que tem capacidade de investir e um projecto concreto, pretende construir um centro de produção de cinema e televisão e anunciam a criação de mil postos de trabalho, a maioria dos quais qualificados, para um espaço que deverá acolher também os novos estúdios da TVI. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#006600;"&gt;In O MIRANTE - Semanário Regional - Edição de 06-03-2008 – busca Google por “Cidade do Cinema”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O projecto “Cidade do Cinema” no Barreiro abrangerá, segundo um dos seus responsáveis, as áreas do cinema, televisão, publicidade e media contemplando também um pólo universitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de Carlos de Mattos, o seu representante em Portugal, fala da criação de uma “Media City” ao lado de uma “Cinema City”, que contemple ainda áreas de entretenimento e de organização de eventos. Esta foi pelo menos a versão de 12 de Junho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente a postos de trabalho, o projecto do Barreiro é apresentado como podendo chegar aos 9 mil, dos quais 3 a 4 mil serão directos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#006600;"&gt;In Rostos.pt edição de 12-06-2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ficamos a saber que devido às novas tecnologias, que os espanhóis da Prisa não devem conhecer, o projecto barreirense vai caber em apenas 20 hectares (há 6 anos necessitava de 40hec) enquanto que a Hollywood ribatejana necessita de 40 hectares para criar “apenas” 1000 postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vos parece esta conversa toda? A mim suscita-me as dúvidas que sempre suscitou, desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem cria réplicas do Titanic, em estúdio, para filmar a sequência do afundamento do célebre navio, quem investe centenas de milhões de dólares em filmes que “vivem” meia dúzia de meses nas salas de cinema e no mercado associado de merchandising, quem vai para o Haway, as Seychelles ou qualquer outra parte do mundo só para filmar um par de sequências de um filme, não precisa que lhe ofereçam 40 hectares de terreno.&lt;br /&gt;Compra o Quimiparque por inteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a primeira produção “à americana” paga grande parte do investimento e mesmo que o negócio dê para o torto ainda tem o património que lhe garante o valor investido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os pormenores desta grande produção da “Cidade do Cinema” são mais conhecidos fora do Barreiro do que na cidade que a verá (?) nascer e por aqueles que nela vivem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://fabricadeconteudos.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://fabricadeconteudos.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, na sua edição de 25-06-2008 noticia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;A cidade do Barreiro pode receber em breve um estúdio de cinema e uma universidade ligada ao entretenimento, numa iniciativa inserida no âmbito do projecto «Cidade do Cinema», a criar na margem Sul do Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projecto deverá arrancar já depois do Verão, a edificar num terreno já negociado com a autarquia local, e cujo investimento deverá rondar os 300 milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em declarações à Renascença, o dinamizador desta iniciativa, Carlos de Matos, salienta que o projecto prevê a criação de um estúdio de cinema de nível internacional e uma universidade ligada ao entretenimento, comunicação e tecnologia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Rostos, publicação de referência no Barreiro, muito bem relacionada com o poder local, situação indispensável para se poder dar notícia de qualidade, nada refere acerca destas afirmações pelo que se conclui nada ter sido dito sobre estes aspectos na reunião de 12-06-2008 no Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere, no entanto, este órgão informativo, que Eduardo Martins, “a face visível do projecto em Portugal”, começou por realçar a entrada do australiano Wayne Boss no projecto, afirmando que “ é um parceiro que vem dar a dimensão de media que nos faltava e enriquecer ainda mais este projecto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Wayne Boss sabe-se que é australiano e um dos accionistas de referência da maior empresa de software australiana – a Telstra – que adquiriu recentemente a Sausage Software Company. Está também ligado ao mercado dos media através da produção de jogos e DVD’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Sr. Carlos de Mattos, que é feito da Disney, da Pixar, da Fox (esta até mandou fax confirmando o seu interesse), da portuguesa YDreams e outras importantes companhias do mundo do cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é feito do seu tanque gigante para filmagens que envolvam água como em ‘Titanic’, os teatros, os restaurantes, os espaços de lazer, que publicitou ao “Correio da Manhã” em 30-04-2006, quando também referiu “É agora ou nunca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmou o porta-voz de Carlos de Mattos, que “não há qualquer deslocamento ou atraso no projecto por causa da câmara ou do Quimiparque”, afirmou mesmo que “as razões que levaram a que o “processo não avançasse com a velocidade que todas as pessoas querem” se deve ao facto de que a evolução das tecnologias levou a que o projecto, com mais de uma década, tivesse de ser actualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicou depois que com a “utilização das 3D”, as artes gráficas e os cenários virtuais, “a realidade é completamente distinta. Há muito trabalho que é feito em laboratório e estúdios de media”. Assim, termina dizendo, “foi quase partir da base zero do que tínhamos feito, quando iniciamos este projecto para Portugal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, que desculpa esfarrapada, que conversa para ingénuos, a tentar esconder o que é óbvio. Então em 2006, quando Carlos de Mattos dá ao jornal Correio da Manhã a entrevista do “Agora ou nunca” já não haviam tecnologias 3D? A Pixar e a Disney são o quê, companhias para as quais as novas tecnologias se resumem aos microondas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estaremos, meus senhores, equivocados quando pensamos que os barreirenses vão em “conversas da treta”? E olhem que não me refiro aquele produto de media com o António Feio e o José Pedro Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevia esta postagem recebi um e-mail do meu amigo Indiana Jones que passo a reproduzir na íntegra (depois de traduzido, claro):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Dear Captain&lt;/span&gt; (esta parte não traduzi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Envio-te este e-mail (“e-mail”, &lt;span style="font-family:arial;"&gt;também não traduzi&lt;/span&gt;) em nome do Carlos. Ele teve que sair à pressa para telefonar ao Spielberg, que continua sem lhe responder aos telefonemas, mas, sabes como é o Carlos, nunca desiste, nem que demore 10 anos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que saibas que lhe disse que pelo menos deveria ter-te enviado um SMS, mas ele estava mesmo cheio de pressa. Como teve que reformular e começar do zero o projecto da Cidade do Cinema e as obras vão já começar em 2009, não pode perder tempo nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não acreditas neste projecto da “Cinema City”, como lhe chama o Carlos, mas olha que quem começa a fabricar tripés, que são coisas que conseguem ficar de pé só com três pés e triunfa, pode muito bem ser capaz de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntou ao projecto o australiano Wayne Boss que é assim uma espécie de rei do DVD lá para os lados de Sidney. Quem mo garante é o Crocodile Dundee que até há alguns anos ia várias vezes ao meu gabinete em Marshall College, almoçávamos juntos e falávamos de tudo. Depois de ter conhecido a Linda Koslowski anda tão ocupado que telefono-lhe e não me responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha Captain (&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não traduzi&lt;/span&gt; “Captain” &lt;span style="font-family:arial;"&gt;para não terem dúvidas que o e-mail é mesmo verdadeiro!&lt;/span&gt;), não é justo o que andam a fazer com o Carlos. Estou desconfiado que se ele tivesse falado com o Isaltino... eu ainda lhe dei o contacto do sobrinho que é taxista, mas ele não quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carlos acredita no Barreiro, gosta das águas sujas do Tejo, das descargas de sucata ferrugenta no cais do Quimiparque, do caos urbanístico da cidade e, principalmente da iminente derrocada do casario no Barreiro Velho, que lhe lembram o suspense (&lt;span style="font-family:arial;"&gt;reparem que também não traduzi&lt;/span&gt; “suspense”) dos meus filmes. Por tudo isto ele diz que o local lhe faz lembrar uma segunda Califórnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto te peço, Capitão (&lt;span style="font-family:arial;"&gt;no original&lt;/span&gt; “Captain”... &lt;span style="font-family:arial;"&gt;é inglês&lt;/span&gt;), que o ajudes, que movimentes os teus conhecimentos, intercedas pelo rapaz junto dos teus amigos e avancem juntos para a “Cidade do Cinema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, Captain (&lt;span style="font-family:arial;"&gt;agora mantive o original, em inglês&lt;/span&gt;), se o ajudares prometo-te uma estrela no passeio da fama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ao dispôr, Indy&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Confesso, meus senhores, senhoras minhas, que este e-mail me deixou tão comovido que já nem li o outro que tinha da Lara Croft. Fiz de seguida vários telefonemas para amigos e conhecidos, dei início a uma petição a favor da “Cidade do Cinema” e estou finalmente em condições de vos dizer que “é agora ou nunca”!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Captain Jack&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2710603679923499100?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2710603679923499100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2710603679923499100' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2710603679923499100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2710603679923499100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/06/indiana-jones-e-cidade-do-cinema.html' title='INDIANA JONES E A CIDADE DO CINEMA'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SGfMRSHbR-I/AAAAAAAAAOE/3qbf2qOemvw/s72-c/Carlos+Mattos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-3194510541012763272</id><published>2008-06-10T10:52:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T10:58:36.366-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CUF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfredo da Silva'/><title type='text'>A Vénus de Milo, a Sereia de Copenhaga e a estátua de Alfredo da Silva</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE6_7SQqscI/AAAAAAAAAN0/TwP-ZOSuhHE/s1600-h/Obras%2Bde%2BRemo%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEstatua%2Bde%2BAlfredo%2Bda%2BSilva%2Bdo%2BParque%2Bod%2BBarreiro%2B-%2B2008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210312844149174722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE6_7SQqscI/AAAAAAAAAN0/TwP-ZOSuhHE/s200/Obras%2Bde%2BRemo%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEstatua%2Bde%2BAlfredo%2Bda%2BSilva%2Bdo%2BParque%2Bod%2BBarreiro%2B-%2B2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE6_pGm504I/AAAAAAAAANs/duF5r3hG360/s1600-h/Wenuszmf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210312531783570306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE6_pGm504I/AAAAAAAAANs/duF5r3hG360/s200/Wenuszmf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE7AN0c_FTI/AAAAAAAAAN8/BXS8SiDrYf0/s1600-h/close-up-pequeno-sereia_~55845049.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210313162565293362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE7AN0c_FTI/AAAAAAAAAN8/BXS8SiDrYf0/s200/close-up-pequeno-sereia_~55845049.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que têm estas três estátuas em comum? Aparentemente nada. A primeira está exposta em Paris e tem mais de 2000 anos, a segunda está sobre uma pedra na capital dinamarquesa, desde 1913 e, em 1965, a terceira foi inaugurada numa praça pública de uma cinzenta, triste e desconhecida cidade chamada Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elemento comum não é, como se vê, a geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vénus de Milo é uma estátua grega que mede 203 cm de altura, foi esculpida em mármore e simboliza a beleza física e o amor. A pequena sereia dinamarquesa, pequena de mais para que se revele a sua altura, foi fundida em bronze em homenagem a Hans Christian Andersen, e é uma personagem imaginária de um conto de encantar, deste escritor dinamarquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua de Alfredo da Silva, em bronze, com 360 cm de altura simboliza o espírito empreendedor daquele que foi chamado o “Capitão da Industria” e é uma homenagem a um homem que tem o seu lugar na história deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também por aqui não vamos lá. Não têm de comum nem os criadores, nem as dimensões e muito menos o que simbolizam. Duas delas, que se saiba, curiosamente feitas do mesmo metal, são homenagens a pessoas a quem o seu respectivo país reconhece mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se teimarmos em encontrar um ponto comum entre estas obras de arte seremos forçados a admitir que este aspecto reside na desilusão que nos causam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vénus foi encontrada em 1820 na ilha de Milo por um pescador que não sabendo o seu real valor a tentou vender a oficiais franceses. Como estes demorassem muito tempo a decidir-se ofereceu-a também ao exército turco que de imediato se prontificou a levá-la para a corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de um rocambolesco incidente a estátua acabou a bordo de um barco francês que a trouxe para Paris, deixando, perdidos nas ruas da ilha de Milo, os dois braços que lhe faltam. Verificou-se mais tarde que a amputação era ainda maior do que se pensava inicialmente. A figura estaria apoiada numa coluna e teria pulseiras e uma tiara em ouro, como parecem mostrar os diversos orifícios que existem na estátua e que seriam os pontos de fixação destes ornamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atraindo multidões ao Louvre, onde está exposta, não deixa de constituir uma certa desilusão, para os amantes da arte, não a poderem apreciar na sua forma original, isto é, completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sereia de Copenhaga reserva a todos quantos a visitam a desilusão da sua pequena dimensão, mais acentuada porque somos obrigados a observa-la de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a estátua de Alfredo da Silva constituiu, desde sempre, uma enorme desilusão para aqueles “defensores” da classe operária que nunca conseguiram ofuscar o brilho da imagem do que este homem representa para a generalidade dos barreirenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu o poeta que “aqueles que por obras valerosas/Se vão da lei da Morte libertando” mereciam que ele os cantasse por toda a parte, “Se a tanto me ajudar o engenho e arte.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte e engenho talvez existam ainda hoje mas para enganar os ingénuos e incautos. Para enganar os que seguem cegamente os “presidentes de clube” ou os pseudo messias que surgem com a solução “ovo de Colombo” que aqueles que os antecederam não conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a actual polémica sobre a mudança da estátua de Alfredo da Silva estamos perante uma das muitas manobras de viciação dos factos para condicionar a opinião pública. Temos assistido a um desfilar de argumentos que vão desde os mais pueris, como o facto de a base da figura causar  problemas técnicos à solução proposta pelo arquitecto Joan Busquets, ou o facto de todo o arranjo ser de três autores diferentes e como tal ser impossível conciliar estas linguagens com a proposta para o novo Mercado Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira questão continua a ser o simbolismo que a estátua tem para o povo do Barreiro. Independentemente da personalidade do homem ou das suas ideias políticas, das benesses que recebeu (ou não) do regime e do preço que teve que pagar por elas (ou não), aquilo que o Barreiro recorda é a época em que trabalhar na CUF era sinónimo de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aquela estátua trás à memória dos barreirenses é a lembrança do tempo em que o Barreiro tinha cinemas, uma piscina, dois clubes na primeira divisão de futebol, uma actividade comercial próspera, emprego para 12000 pessoas directamente na CUF, o primeiro supermercado da era moderna (Pão-de-Açucar, lembram-se, onde hoje é o “Recheio”?), um patrono que construiu um externato infantil e o “vendeu” para Liceu, uma escola industrial e comercial que preparava os jovens para a vida do trabalho, ensinando-lhes uma profissão (desde serralheiro mecânico a analista químico, passando por torneiro mecânico, soldador ou electricista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aquela estátua recorda ao povo do Barreiro era a qualidade de vida que se vivia na cidade onde a CUF e a CP garantiam o desenvolvimento e contribuíam, para lá da sua actividade, financiando a construção de bairros de habitação como é o caso do “Bairro da Câmara”, ou com a criação de serviços sociais, assistência  médica e despensa de produtos alimentares, quando em Portugal ainda não havia um sistema de Segurança Social do próprio Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, olhando para aquela estátua os barreirenses recordam também a possibilidade de terem dado aos seus filhos os cursos que eles próprios não tiveram a oportunidade de tirar. O Barreiro possui entre os seus nativos uma percentagem de licenciados superior à média nacional. Alguns nomes conhecidos da generalidade dos portugueses, desde actores, jornalistas, advogados, juizes, médicos, engenheiros, arquitectos e até políticos são filhos da cidade e hoje profissionais consagrados nas suas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que recordar Alfredo da Silva, aquela estátua remete-nos para o tempo em que se desenvolvia a cidade, em que o nível cultural dos seus habitantes permitiu o florescimento de colectividades que, a coberto dos bailes de carnaval ou dos santos populares, desenvolviam um importante papel de consciencialização social. Faz-nos lembrar quando se faziam obras públicas como construir uma rede de saneamento básico, de abastecimento público de água, a criação de uma rede de transportes públicos ou a manutenção dos arruamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era toda uma cidade (ainda vila, nesses tempos) que tinha dinâmica própria e gente competente a gerir os seus destinos e não políticos com cassetes convertidas para CD, em novas versões dos discursos inflamados feitos aos portões da CUF/Quimigal, prometendo-nos futuros risonhos que, trinta anos volvidos, continuam sem se tornar realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta fase final do ataque ao que resta da memória do que outrora foi esta cidade, tentam  re-escrever a história, apagando as referências que existem daqueles que o povo ainda recorda e a quem reconhece a valia de ter transformado uma vila piscatória que vivia, sazonalmente, da cortiça, num dos mais avançados complexos tecnológicos europeus da década de sessenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda esta questão não me parece importante se a estátua fica no mesmo lugar ou se é transferida para outro. Preocupam-me muito mais os valores que esta decisão põe em questão. Que valores estamos a passar aos nossos filhos? Que as estátuas, geralmente homenagem aos notáveis de uma determinada época, podem ser mandadas para o “lixo”, guardadas num qualquer armazém como se tivessem prazo de validade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se define o prazo de validade de uma atitude meritória, de uma figura que se destacou na sociedade, de um facto histórico ou de um acto de heroísmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará a estátua de Afonso Henriques, na cidade berço, dentro do prazo de validade ou pode ser mudada para um armazém na Azambuja  para se poder transformar o Castelo de Guimarães e zonas envolventes num imenso centro comercial tipo Forum Barreiro, com umas centenas de fogos de habitação à mistura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal se seguíssemos a mesma linha de raciocínio e mudássemos também a estátua de Fernando Pessoa para, digamos, a Rua da Betesga? Sempre poderíamos garantir mais uma mesa de esplanada para nela se sentarem quatro “camones” ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movidos por esta ideia também poderíamos arrasar o Padrão dos Descobrimentos para melhor “devolver o rio à cidade de Lisboa”, os lisboetas puderem desfrutar da zona ribeirinha de Belém sem nada a tapar-lhes a vista, tanto mais que, hoje já não é mistério, sabe-se que a epopeia dos Descobrimentos Marítimos foi uma exploração do proletariado de 1500 e uma colonização subjugadora dos povos irmãos dos novos países de expressão portuguesa, em África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o respeito pelo passado que nos garante a História e é a História que nos permite aprender com os erros do passado. O povo judeu continua a visitar Auschwitz apesar de este lugar lhes trazer dolorosas recordações, mas faz questão de não deixar morrer a memória para que o passado não seja esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Barreiro somos diferentes. Gastámos 50.000 contos numa “obra de arte” para a rotunda da Escola Álvaro Velho, inaugurámos um Memorial a Catarina Eufémia no parque municipal que recebeu o seu nome e preparamo-nos para esconder a estátua de Alfredo da Silva, num qualquer canto onde não chateie, como se este não tivesse feito nada pelo Barreiro.&lt;br /&gt;Como futura localização da estátua começou por se falar na nova rotunda do conhecido Largo das Obras para rapidamente já se terem levantado hipóteses de o transladar para o seu mausoléu, no interior do Quimiparque ou para a frente do pavilhão gimnodesportivo do GDFabril. Por enquanto está guardado num armazém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A estátua já está a ser retirada devido às obras que decorrem para construção do novo Mercado 1º Maio e zona envolvente. É certo que a estátua não pode ficar naquele local. No executivo da Câmara já falámos sobre isso apesar de ainda não haver uma decisão pois a situação vai ser analisada na Assembleia Municipal", disse à Lusa Joaquim Matias, vice-presidente da Câmara do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nesta altura existem várias hipóteses e uma delas é colocar a estátua numa nova rotunda na zona do Largo das Obras (junto à entrada do Parque Empresarial da Quimiparque), mas existem outros locais, como o interior da Quimiparque", explicou o vice-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A estátua é um obstáculo para uma praça ampla, com espaços comerciais e esplanadas, pois na zona o seu conjunto corta e divide aquela área", concluiu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;In “Noticias.rtp.pt” chave de pesquisa: “estátua de Alfredo da Silva”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o assunto, na sessão da Assembleia Municipal de 15 de Maio de 2008, o Presidente Carlos Humberto, explicou que "Fomos nós, e não o arquitecto Joan Busquets, que pensámos que a estátua não é compatível com a praça que pretendemos e demos essa indicação ao arquitecto. A estátua por si só, sem o pedestal e espelho de água, não vejo problema, agora como está não é compatível", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os três elementos pertencem a artistas diferentes e devem ser vistos como um todo. Tem que se ter sensibilidade", acrescentou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Largo das Obras é uma hipótese, mas existem outras como dentro da Quimiparque ou junto ao estádio Alfredo da Silva. Ainda não há decisão e até entendi que não se devia retirar a estátua, devido aos trabalhos de construção do mercado e requalificação da zona envolvente, antes desta assembleia", explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sessão da Assembleia Municipal a bancada do PS apresentou uma proposta para que fosse feito um referendo local sobre o assunto para que a população se pudesse pronunciar quanto à retirada ou manutenção da estátua, no entanto a abstenção do PSD e do BE deram origem à rejeição da mesma com os votos do PCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece fazer algumas perguntas:&lt;br /&gt;Quem tem medo da opinião do povo do Barreiro?&lt;br /&gt;Que direito tem o executivo camarário de desrespeitar o passado histórico do Barreiro?&lt;br /&gt;Que direito têm os gestores autárquicos de imporem uma filosofia de projecto a um arquitecto como Joan Busquets? Ou será que ele foi escolhido porque se predispôs a fazer tudo quanto lhe pedissem e não pela sua inquestionável valia técnica?&lt;br /&gt;Como pode Joan Busquets ter contribuído para a reconversão do bairro catalão de Poblenou, em Barcelona, onde se fez questão de  manter 144 elementos arquitectónicos característicos da zona e sujeitar-se, aqui, a retirar do local o único ponto de referência ao passado da cidade?&lt;br /&gt;Como se explica que a memória de Alfredo da Silva seja incompatível com o espaço mas um elevador de vidro já possa ocupar o lugar central da futura praça?&lt;br /&gt;E de que projecto estamos a falar? Alguém o conhece? Como se explica que uma simples moradia familiar tenha que enfrentar o calvário do processo de licenciamento camarário e este projecto não tenha um único elemento conhecido do público que, indirectamente, o está a pagar?&lt;br /&gt;Porque é que nem os esboços apresentados nas supostas sessões de discussão pública estão no site da Câmara Municipal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo que a estátua de Alfredo da Silva seja retirada do local onde está, penso mesmo que merece uma localização mais digna e onde possa ser apreciada, não pelo seu valor artístico mas pelo que Alfredo da Silva representou para o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, meus senhores e minhas senhoras, o Barreiro não merece o privilégio de ter a estátua daquele que, entre reis, rainhas, presidentes e notáveis da história de Portugal, está no grupo das 100 figuras do milénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ao V. dispor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-3194510541012763272?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/3194510541012763272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=3194510541012763272' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3194510541012763272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3194510541012763272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/06/vnus-de-milo-sereia-de-copenhaga-e.html' title='A Vénus de Milo, a Sereia de Copenhaga e a estátua de Alfredo da Silva'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SE6_7SQqscI/AAAAAAAAAN0/TwP-ZOSuhHE/s72-c/Obras%2Bde%2BRemo%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEstatua%2Bde%2BAlfredo%2Bda%2BSilva%2Bdo%2BParque%2Bod%2BBarreiro%2B-%2B2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-5859484559799720650</id><published>2008-05-25T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T13:06:02.844-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joan Busquets'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CUF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Risco'/><title type='text'>O Rei, os Arautos e o(s) Cavalo(s) de Tróia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;É conhecida a história-lenda do cavalo de Tróia e como ele permitiu aos gregos entrar na bem preparada, organizada e fortificada cidade de Tróia onde, a coberto da noite e aproveitando a alegria dos habitantes que celebravam a suposta retirada das tropas inimigas, lograram eliminar toda a resistência e abriram as pesadas e robustas portas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o pretexto de recuperar a bela Elena, seu pai, o Rei Minelau, reuniu os exércitos das cidades-reino da Grécia que havia conquistado, e marchou sobre Tróia para resgatar a filha e defender a sua reputação de líder temido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo tempo demorou o cerco até que, não podendo vencer pela força os determinados e bem organizados guerreiros de Tróia, o fez recorrendo a uma astuciosa artimanha. Simulando a retirada, Minelau abandonou no terreno uma falsa estátua de madeira representando um cavalo que escondia no interior Aquiles e alguns dos seus melhores guerreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando que o exército invasor havia desistido foram os próprios habitantes de Tróia que levaram para o interior da cidade esta falsa estátua. A coberto da noite Aquiles e os seus guerreiros saíram do interior da estátua, franquearam os portões da cidade ao exército de Minelau que entretanto regressara à ilha e destruíram a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta manobra ficou na história como a forma mais astuciosa de dominar uma cidade ou uma organização a partir do seu interior. Séculos mais tarde são conhecidas as manobras de estratégia militar que se apoiam nas unidades de reconhecimento que, infiltradas em território inimigo, quais Cavalos de Tróia, passam informações ou atacam alvos importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura da Guerra Fria, ambas as potências de então - EUA e URSS - usaram estratégias similares, infiltrando agentes, as célebres toupeiras, que passavam para o exterior das respectivas organizações/sociedades onde estavam inseridos, informações consideradas vitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já mais recentemente o conceito foi recuperado e aplicou-se também à actividade informática, com o desenvolvimento de pequenas aplicações de software que, uma vez no interior de um computador, apagam informação ou, simplesmente, o tornam acessível e vulnerável a partir do exterior. Genericamente designados por vírus, alguns tomam mesmo a designação de Troianos, fazendo-nos recordar a eficácia de Aquiles e dos seus guerreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavalo de Tróia continuará sempre presente enquanto houverem interesses escondidos ou pessoas desonestas dispostas a recorrerem a este tipo de estratagema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavalo de Tróia está presente no Barreiro e o seu efeito é visível no recentemente aprovado Plano de Urbanização (PU) e nos 300 hectares do Quimiparque previstos reconverter como convém ao Rei Minelau, seja ele quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente a dúvida quanto à identidade do Rei Minelau que torna tão difícil desmascarar todo o estratagema que vem envolvendo esta cidade, num laço muito estreito entre o que é o interesse de determinados construtores civis, o interesse da Câmara Municipal e o de certos intervenientes com interesses na actividade imobiliária a gerar por este pretenso desenvolvimento que assenta, não na melhoria do que está degradado mas, na destruição do que existe, funciona e tem potencial para ser melhorado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmp4dNSGkI/AAAAAAAAAMc/67x93_B49Kg/s1600-h/Plano+Urbaniza%C3%A7%C3%A3o-2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204377631781427778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmp4dNSGkI/AAAAAAAAAMc/67x93_B49Kg/s200/Plano+Urbaniza%C3%A7%C3%A3o-2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o recente Plano de Urbanização que a Câmara Municipal aprovo&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmoldNSGiI/AAAAAAAAAMM/snqylNnDoa4/s1600-h/Plano+Urbaniza%C3%A7%C3%A3o-2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;u em 9 de Abril de 2008 e que, curiosamente apesar de estar em curso o período de trinta dias destinado à discussão pública, ainda não está disponível para consulta no site da autarquia, é difícil perceber a lógica de abranger nesta operação uma zona tão extensa e esquecer o Barreiro Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se deixou ficar de fora o Barreiro Velho, uma das mais degradadas zonas da cidade? Não seria uma oportunidade para o renovar (ou reconverter)? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;Plano de Urbanização Aprovado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;A vermelho a zona do Barreiro Velho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;A amarelo a zona abrangida pelo PU&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;(Clicar p/ ampliar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que, numa altura em que os Arautos falam de novos acessos, rodoviários e ferroviários, da Terceira Travessia do Tejo, do atravessamento do Quimiparque para fazer chegar os clientes ao Forum Barreiro e os compradores à urbanização da Quinta das Cordoarias, da anunciada estação intermodal a construir algures na zona da Escola Álvaro Velho e do Complexo desportivo do Grupo Desportivo Fabril, de “novas centralidades” e de novos desafios, as zonas afectadas por todo este “reboliço” mereçam uma atenção especial. Não seria, no entanto, de aproveitar o balanço para estender a dinâmica que se pretende gerar, também ao Barreiro Velho? Ou mesmo, começar por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a Barcelona buscar o catalão Joan Busquets para nos projectar um Mercado novo e reformular a Av. Alfredo da Silva, apesar de nela termos gasto 70.000 contos (350.000€) há apenas 4 anos, com a pavimentação dos passeios. Porque não o aproveitamos para recuperar o Barreiro Velho e deixamos a Av. Alfredo da Silva como está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que “está cá” o Arquitecto Joan Busquets, a Risco, SA dos irmãos Salgado (filhos de Manuel Salgado, que em tempos desenvolveu a pedido do então Presidente da Autarquia, Pedro Canário, um projecto de reconversão para o Quimiparque que previa a sua utilização para produção de energias renováveis), convida-o também para ser o coordenador geral do Plano de Urbanização para o Parque Empresarial do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este projecto poderá custar aos cofres da empresa, segundo afirmam os conhecedores, cerca de 120.000 contos (600.000€). Já antes, o saudoso Masterplan desenvolvido pela Ideias do Futuro, custara a esta empresa idêntico valor para ser deitado ao lixo quando foi substituído pelo recente Plano de Reconversão do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este trabalho a Risco, SA facturou cerca de 100.000 contos (500.000€).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quimiparque é uma empresa com um único accionista – o Estado – através da Sociedade Parpública. Não admira por isso que tenha aceite entrar numa espiral de investimentos, dos quais ainda não viu resultados práticos a não ser a degradação do seu parque empresarial, no Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a Quimiparque que suportou os custos da movimentação de terras, no Lavradio, para construção da ETAR Barreiro-Moita que tarda em tornar-se realidade, mal grado a prontidão com que a empresa de capital público desembolsou 200.000€ (40.000 contos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No curriculum de gastos suportados pela Quimiparque pontuam ainda a cedência e pagamento do&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmm2dNSGhI/AAAAAAAAAME/LMuh2na7Wg8/s1600-h/Alternativa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204374298886806034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmm2dNSGhI/AAAAAAAAAME/LMuh2na7Wg8/s200/Alternativa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s trabalhos de remodelação do antigo refeitório da zona têxtil, destinado à futura esquadra da PSP-Barreiro (650.000€ - 130.000 contos), os custos estimados em 500.000€ - 100.000 contos para preparar dois edifícios que serão doados à corporação de bombeiros voluntários do Sul e Sueste, os encargos a suportar com a remodelação integral da antiga fábrica da Sotinco para a ceder aos serviços da Câmara Municipal do Barreiro (valor estimado em 2M€ a 3M€ - 400.000 contos a 600.000 contos) e como se tudo isto não fosse suficiente ainda lhe caberá ter que pagar a adaptação da travessia do arruamento interno que ligará, a partir do final de 2008, o Forum Barreiro ao Lavradio, com a correspondente alteração do antigo Largo das Obras e a implantação da estátua de Alfredo da Silva no centro da nova rotunda viária que aqui irá nascer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Novas Vias urbanas para servirem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o Forum Barreiro e a Quinta das Cordoarias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Clicar para ampliar)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem é o Rei Minelau que mandou cercar o Quimiparque?&lt;br /&gt;Quem são os guerreiros que “entraram” pelos portões do Quimiparque na barriga deste Cavalo de Tróia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que permite o accionista da Quimiparque que se gaste tanto dinheiro sem contrapartidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a Staples Office não obteve permissão da câmara para se instalar no Salis Park e optou por se instalar no Montijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se explica que os candidatos a compradores de lotes no loteamento industrial Salis Park, pertença da Quimiparque, tenham que esperar cerca de ano e meio até conseguirem o licenciamento camarário para se instalarem neste local, quando qualquer construtor consegue começar a construir, meia dúzia de meses após a recepção provisória das infra-estruturas ou, como é o caso da Quinta das Cordoarias, começam a construção ainda antes de estas estarem concluídas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se lembram os que nos lêem, relativamente a este empreendimento, ainda recentemente o trânsito no cruzamento da Av. Alfredo da Silva com a Rua Miguel Bombarda, sofreu graves condicionamentos para que, finalmente se pudessem executar as ligações necessárias às redes de infra-estruturas existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Agosto de 2007, quando já decorriam os trabalhos de construção do edifício onde funcionará o Forum Barreiro, houve uma ruptura na canalização de gás, quando se executava a conduta de água para abastecimento à Quinta das Cordoarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As infra-estruturas não estavam concluídas, na altura, ainda não estão provisoriamente recepcionadas, hoje, mas a obra já atingiu a fase do reboco das paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explica a Câmara Municipal que o promotor com quem assinou o contrato de urbanização da Quinta das Cordoarias, a quem incumbia a realização das infra-estruturas viárias de acesso ao Forum Barreiro, tenha conseguido ver transferida esta responsabilidade para a empresa de capital público, Quimiparque (&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;ver links no fim da postagem&lt;/span&gt;), que irá ceder terrenos e pagar a nova rua que ligará este empreendimento ao Largo das Obras e daqui ao Lavradio, pelo interior da sua propriedade?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmxwNNSGlI/AAAAAAAAAMk/BGBQGVP1vtk/s1600-h/image017.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem ganha com toda esta estratégia de transformação/destruição do Quimiparque, único local do concelho verdadeiramente concebido para instalar empresas e dar trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto “factura” a autarquia por cada alvará de construção para habitação e quanto “factura” para a construção de um armazém ou da sede social de uma empresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos edifícios de habitação cabem em 300 hectares e quanto “facturará” a Câmara Municipal por esses alvarás? E quantos armazéns ou instalações industriais cabem nessa mesma área e qual o valor desses alvarás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conquista de Tróia, Minelau não recuperou a sua filha Elena, mas esse aspecto passou a ser secundário uma vez que a invencibilidade do velho Rei continuou a ser espalhado aos quatro ventos pelos Arautos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tróia ficou destruída e nunca mais recuperou. A ideia do Cavalo de Tróia é atribuída a Aquiles mas é bem provável que tão fantástico guerreiro não tivesse outras capacidades que não habilidade e arte no manejo das armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas Senhoras e meus Senhores é sabido que no jogo da vida não podemos mudar as cartas que nos dão, mas somos livres de escolher a forma como as jogamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês, como é que escolhem jogar as cartas que têm na mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre Vosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - A próxima postagem será sobre a Estátua de Alfredo da Silva.&lt;br /&gt;É para ficar onde está, qual é a dúvida? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A 11 de Maio 2008 um amigo enviu-nos estes links que têm bastante interesse dê-lhes um olhinho:&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-WK1n3I/AAAAAAAABEE/TtADhrlaa4k/s1600-h/image017.jpg"&gt;http://bp3.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-WK1n3I/AAAAAAAABEE/TtADhrlaa4k/s1600-h/image017.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXmK1n5I/AAAAAAAABEU/wA4J7ib1BK0/s1600-h/image019.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-mK1n4I/AAAAAAAABEM/5BJDYVzL4Us/s1600-h/image018.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-mK1n4I/AAAAAAAABEM/5BJDYVzL4Us/s1600-h/image018.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-mK1n5I/AAAAAAAABEU/wA4J7ib1BK0/s1600-h/image019.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdX-mK1n5I/AAAAAAAABEU/wA4J7ib1BK0/s1600-h/image019.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXbmK1nyI/AAAAAAAABDc/ffSBnK0Cquk/s1600-h/image020.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp0.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXbmK1nyI/AAAAAAAABDc/ffSBnK0Cquk/s1600-h/image020.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXb2K1nzI/AAAAAAAABDk/qc00D2jPG00/s1600-h/image021.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp1.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXb2K1nzI/AAAAAAAABDk/qc00D2jPG00/s1600-h/image021.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcGK1n0I/AAAAAAAABDs/9QXf36REMuw/s1600-h/image022.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp2.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcGK1n0I/AAAAAAAABDs/9QXf36REMuw/s1600-h/image022.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcGK1n1I/AAAAAAAABD0/XnG_CIoTfrQ/s1600-h/image023.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bp2.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcGK1n1I/AAAAAAAABD0/XnG_CIoTfrQ/s1600-h/image023.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcWK1n2I/AAAAAAAABD8/DAWpXpcWoC4/s1600-h/image024.jpg"&gt;http://bp3.blogger.com/_qD2Jhj72EBI/SCdXcWK1n2I/AAAAAAAABD8/DAWpXpcWoC4/s1600-h/image024.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-5859484559799720650?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/5859484559799720650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=5859484559799720650' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/5859484559799720650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/5859484559799720650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/05/o-rei-os-arautos-e-os-cavalos-de-tria.html' title='O Rei, os Arautos e o(s) Cavalo(s) de Tróia'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SDmp4dNSGkI/AAAAAAAAAMc/67x93_B49Kg/s72-c/Plano+Urbaniza%C3%A7%C3%A3o-2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-9010917006516860201</id><published>2008-05-04T07:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T07:43:00.848-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CUF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RAVE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TTT'/><title type='text'>Agora é que eles nos dizem ...?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3K3H0YLyI/AAAAAAAAAL0/GkFyBcCpNUE/s1600-h/Alternativa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196532593395773218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3K3H0YLyI/AAAAAAAAAL0/GkFyBcCpNUE/s200/Alternativa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Ainda na ressaca dos festejos pela nova Ponte eis que os nossos autarcas começam a mudar a tónica do discurso. Já não é a satisfação e a alegria, já não são as facilidades, o desenvolvimento do concelho e a criação de emprego que a nova infra-estrutura vai trazer para o Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez se admite publicamente o impacto negativo da Ponte na cidade. O Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Joaquim Matias, fala mesmo na necessidade de a cidade “&lt;em&gt;ter de se adaptar a esta nova estrutura para que o Barreiro não fique nem encafuado nem congestionado&lt;/em&gt;” e sente-se mesmo na obrigação de nos garantir “&lt;em&gt;que o município está a trabalhar para maximizar os benefícios e minimizar os impactos negativos&lt;/em&gt;”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;In “Jornal do Barreiro” de 25 de Abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se hei-de ficar preocupado ou em pânico. Olhando para o passado tenho que admitir que, a maior parte do que foi feito pela autarquia primou por nos deixar pior do que estávamos ou ser inconsequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez fico confundido quando recordo que uma solução “tão estudada”, chegámos mesmo a ouvir Carlos Humberto referir “&lt;em&gt;mais de 20 anos de estudos aprofundados&lt;/em&gt;” para agora ficarmos a saber por Joaquim Matias que afinal tanto estudo, ainda precisa que seja a Câmara Municipal do Barreiro a contrapor soluções para minimizar os impactos negativos no Barreiro. E mesmo assim só se fala em minimizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Câmara Municipal do Barreiro tem técnicos que consigam ombrear com os da RAVE e Estradas de Portugal para minimizar os impactos negativos que os primeiros não foram capazes de minimizar em “estudos aprofundados”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não duvido que a autarquia tenha tal património técnico, no entanto apetece-me perguntar por onde andaram estes técnicos ao longo de tantos anos, quando o Barreiro tanto precisou deles? Onde estavam quando se aprovou o Forum/Quinta das Cordoarias, no centro do Barreiro? Porque não minimizaram (nem previram) este impacto visual, viário e económico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que andam a fazer estes técnicos quando, recentemente, permitiram que se traçasse um arruamento para ligar o Barreiro ao Lavradio, pelo interior de uma zona empresarial que é a única mancha significativa de emprego no concelho (4000 postos de trabalho e 300 empresas que irão ver a sua movimentação condicionada pelo trânsito diário de milhares de viaturas)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são esses técnicos que permitiram a construção da Quinta da Mina que, menos de 8 anos após a sua construção necessita reparações orçadas em quase 1M€? Que trabalhos desenvolvem esses técnicos que ainda não souberam mostrar aos nossos políticos a necessidade de reparar os arruamentos mais movimentados da cidade, que estão cheios de buracos? (ver exemplo da Rua Miguel Pais, da Rua da CUF e a da Rua Dr. Manuel Pacheco Nobre, entre outras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve o “Jornal do Barreiro” no artigo em que cita Joaquim Matias que o município se depara com “&lt;em&gt;um trabalho profundo que consiste em saber como inserir a ponte no Barreiro&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pode o município definir num projecto de interesse Nacional? Alguma coisa depende da Câmara Municipal? Quando se tomou uma decisão política, que agora se sabe ir destruir em Palmela cerca de 20 hectares da melhor vinha do mundo, em que medida pode a Câmara do Barreiro condicionar esta opção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estaremos de novo em bicos de pés ou, pior que isso, não estamos a atirar areia para os olhos da “malta”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os nossos autarcas deveriam ter tido a lucidez de estudar as consequências do impacto desta mega infra-estrutura, na cidade e no Concelho, gritaram a plenos pulmões que o Barreiro queria a Ponte. Os mesmos, dizem-nos agora, quererem negociar com o Governo para exigir portagens virtuais e uma “&lt;em&gt;Gare do Oriente em vez de uma Santa Apolónia&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude do executivo camarário, que não é muito diferente da atitude das restantes forças políticas do Barreiro, é um autêntico “faz de conta que sabemos”, um “querer mostrar que se está perfeito conhecedor do que se passa e se decide” sem, contudo, conseguir esconder que tudo está a passar ao lado da Câmara do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão, sobre o que parece serem as duas opções de traçado, está em cima da mesa da RAVE e até o LNEC “recomenda”, agora, a desfasar a construção da linha férrea da componente rodoviária, chegando mesmo a falar desta como uma segunda fase do empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante estas evidências os nossos autarcas ajudam a RAVE a esconder o jogo quando deveriam, pelo contrário, ser os primeiros a clarificar a situação e a divulgá-la aos primeiros interessados, aqueles que vivem na proximidade das hipóteses de traçado consideradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este silêncio, esta falta de divulgação de informação cria intranquilidade nos munícipes. Como é possível que um empreendimento deste tipo, que condiciona a vida de todos quantos vivem e trabalham no concelho do Barreiro, não mereça a publicação, no site da autarquia, da informação já disponível sobre o assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala de participação das populações na vida do concelho o site da câmara limita-se a revelar os fait-divers do quotidiano da gestão diária da autarquia, as iniciativas estéreis dos protocolos assinados, das visitas VIP da vereação a esta ou aquela organização, a pavimentação ou o arranjo de logradouros. O que é importante fica de fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom que, de uma vez por todas, os nossos políticos entendessem que 34 anos perdidos são mais que suficientes para admitir a incapacidade das suas propostas, das suas práticas e dos seus métodos de trabalho. Não falo em particular de nenhuma força política, mas de todas em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barreiro perdeu 34 anos, durante os quais a centenária linha ferroviária do Sul se mudou para o Pinhal Novo, a CUF e a Quimigal morreram, não por falta de solidariedades, como referiu Carlos Humberto no programa Prós e Contras da RTP1, mas devido a discursos inflamados aos portões das fábricas, plenários sucessivos e greves com portões fechados a cadeado, incitadas por políticos locais que haveriam de liderar a autarquia e dar continuidade a uma política que teimou em desaproveitar recursos, humanos e materiais, desde que estes não se inscrevessem em determinada linha de ideais partidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barreiro perdeu 34 anos assistindo a duvidosas operações de loteamento como a Quinta dos Fidalguinhos, fase 1 e fase 2, a urbanização da Escavadeira, a Quinta das Naus, a Quinta das Cordoarias, do Alto da Vila (onde foi destruída uma mancha de pinheiros, junto ao cemitério da Vila Chã), ou o recente loteamento industrial junto à Mata da Machada, em Palhais, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos postos de trabalho foram criados com esta política imobiliária? Que qualidade de vida resultou daqui para o Barreiro e para os seus habitantes? Onde foram aplicadas as taxas cobradas com as licenças para tanta construção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacote de rebuçados que nos apresentaram começa agora a mostrar o seu conteúdo. O Forum Barreiro da Quinta das Cordoarias começa a mostrar à população ter sido apenas um pretexto para permitir um empreendimento massivo de fogos de habitação que se pretendem vender a preços de luxo. Para quem? E se não forem vendidos que fazer com tamanho mastodonte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova Ponte vai obrigar a demolir a Escola Álvaro Velho, introduzir uma praça de portagem entre o Hospital e o Campo dos Galitos e, muito provavelmente à demolição de uma franja de edifícios no Lavradio. A garagem dos TCB ou a sub-estação da EDP também não escaparão a esta necessidade nacional bem como a Escola 2-3 Padre Abílio Mendes e o ginásio da Secundária Augusto Cabrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IC21, transformando-se numa via com portagem, deixará de servir de rodovia local. Vamos voltar ao Barreiro de há 30 anos atrás quando para irmos do centro do Barreiro para a Vila Chã tínhamos duas alternativas - pela Quinta da Lomba ou pela Baixa da Banheira, neste caso via Fidalguinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mercado 1º de Maio aguarda pelo projecto que Juan Busquets ainda não fez, apesar de, para ir disfarçando, já estarem montadas as barreiras metálicas de protecção à obra transformando o centro do Barreiro numa paisagem de aspecto confrangedor. A pressa foi tanta que nem o abrigo da paragem de autocarros foi mudado para a nova localização desta e o quiosque dos jornais ficou escondido atrás dos tapumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a APL termina as obras na Av. Bento Gonçalves vão caindo casas no Barreiro Velho e sendo colocadas placas sinalizando os buracos que vão aparecendo nos pavimentos dos arruamentos, da própria avenida e nas ruas interiores do Barreiro Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a administração do parque empresarial do Quimiparque assinam-se protocolos que transformam terrenos que sendo do Estado Português são de todos nós, em terrenos que servem interesses privados, como é o caso do novo arruamento que, sendo construído a expensas do Quimiparque, servirá o novo Centro Comercial Forum Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junta-se a este interessante protocolo o excelente negócio dos Bombeiros Sul e Sueste a quem serão oferecidos dois edifícios, no interior do Quimiparque, a custo zero, mas completamente remodelados e equipados, de novo a expensas desta empresa de capital público, depois de a mesma ter cedido um terreno para a construção do quartel definitivo desta corporação, no valor de algumas centenas de milhares de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de espantar uma vez que é também o Quimiparque que está a suportar os custos das obras de adaptação do antigo refeitório da zona têxtil, para que nele funcione a esquadra da PSP e é ainda esta mesma empresa que irá pagar as obras de remodelação de um conjunto de edifícios, das antigas fábricas da Sotinco, para os entregar à autarquia, que neles instalará alguns dos seus serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à ligação entre o Barreiro e o Lavradio através do parque empresarial, outro dos protocolos assinados, obriga a que seja também o Quimiparque a executar, pagar e manter em perfeitas condições as alterações a fazer à rua interior do complexo para a tornar pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem fala tanto em incentivar o investimento, para quem não se cansa de aparecer em cerimónias a elogiar os empresários que investem no concelho e até a apadrinhar alguns investimentos (outras vez na área do imobiliário) é no mínimo estranho que se tenha optado por ligar o Barreiro ao Lavradio partindo ao meio, o parque empresarial do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal em que ficamos, Sr. Presidente Carlos Humberto, queremos mesmo o Quimiparque com empresas ou os 300 hectares pretendem-se transformados em taxas para licenças de construção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que pretende a administração do Quimiparque? Esbanjar dinheiro público, tornar economicamente inviável um parque empresarial com potencialidades, como poucos têm em Portugal, para justificar a sua alienação em lotes para construção de habitação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se ganha com isto? Terá o Estado mais interesse nisso ou em manter os actuais 4000 postos de trabalho existentes e até aumentá-los para 5000 ou 6000?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas senhoras, meus senhores gostava mesmo de saber o que vai na cabeça desta gente, palavra de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-9010917006516860201?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/9010917006516860201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=9010917006516860201' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9010917006516860201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/9010917006516860201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/05/agora-que-eles-nos-dizem.html' title='Agora é que eles nos dizem ...?!'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3K3H0YLyI/AAAAAAAAAL0/GkFyBcCpNUE/s72-c/Alternativa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-507144083419684544</id><published>2008-05-04T07:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T07:35:00.797-07:00</updated><title type='text'>Eu não comemorei o 25 de Abril!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3JUX0YLxI/AAAAAAAAALs/6psM0O6AEE0/s1600-h/Chiado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196530896883691282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3JUX0YLxI/AAAAAAAAALs/6psM0O6AEE0/s200/Chiado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Naquela manhã o meu pai regressou a casa meia-hora depois de ter saído para o trabalho. Havia atravessado a correr o Campo da Escavadeira depois de, à entrada da fábrica, ter ouvido dizer que em Lisboa estava a decorrer um golpe de estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda estava a tomar o pequeno-almoço quando ele entrou em casa e ligou o velho rádio Grundig que a minha mãe tinha em cima da máquina de costura e a chamou, para que fosse para junto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rádio emitia música clássica e eu achei estranho como eles falavam em voz baixa. A dada altura a música parou e a voz do locutor fez-se ouvir anunciando “Aqui, posto de comando das Forças Armadas ...” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe levou as mãos à cabeça largando um “Minha Nossa Senhora!” enquanto o meu pai a mandava calar com um “Espera, quero ouvir!”. Soube que alguma coisa se passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia não fui à escola nem jogar à bola no descampado, com os outros miúdos. Passei o dia em casa, com os meus pais, ouvindo com eles os comunicados que o Movimento das Forças Armadas (MFA) emitiu durante todo o dia, a espaços, sobre o evoluir da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golpe de Estado, Fascismo, Polícia Política, Guerra Colonial e Liberdade eram palavras que eu não conhecia. Já ouvira falar de uma guerra em África e das nossas colónias na escola, mas as outras eram-me completamente desconhecidas. Nesse dia, contudo, ouvi-as pela primeira vez mas não perguntei aos meus pais o que queriam dizer. Tudo se estava a passar muito depressa e via-os preocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi possível ver imagens na televisão lembro-me de uma multidão num largo a que chamavam do Carmo, um “carro de guerra” a que o locutor chamava chaimite e muita, muita gente a gritar quando o carro se movimentou. Lá dentro, ouvi, ia o Presidente do Conselho, aquele senhor que, todos os meses, fazia aquele programa que se chamava “Conversas em Família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes o povo andava na rua, contente, a falar do golpe de estado e dos militares, de um major chamado Otelo Saraiva de Carvalho e de um capitão Salgueiro Maia. Falava-se de Marcelo Caetano que ia para a Madeira, da PIDE e de presos políticos. Trocavam-se abraços e ofereciam-se cravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus pais, visivelmente mais contentes, retomaram a vida normal, se normal se pode considerar ter sido a vida nos dias imediatamente seguintes ao 25 de Abril de 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 27 de Abril libertaram os presos políticos e começaram a prender os PIDES e aqueles que eram apontados de fascistas. Nas fábricas da CUF começaram a aparecer bandeiras vermelhas com foice e martelo e a GNR mantinha-se no interior das esquadras e já não andava a cavalo pelas ruas do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a chegar os políticos exilados e o primeiro 1º de Maio foi de festa com todos juntos a prometer um país novo, justo e livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho agora para trás, 34 anos volvidos, e pergunto-me como pudemos ser tão ingénuos deixando que gente tão incapaz tivesse assumido o controlo da sociedade portuguesa e desperdiçado a oportunidade que outros países tiveram só depois de terem passado por guerras sangrentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra, a França, a Alemanha, a Itália ou o Japão começaram de novo, mas só depois de terem passado por guerras onde sofreram milhões de mortos e perderam tudo, nalguns casos até a dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós fomos bafejados pela sorte e conquistámos esta oportunidade com um cravo nas espingardas e meia dúzia de mortos, em todo o processo. Talvez por isso não soubemos aproveitar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otelo Saraiva de Carvalho foi usado pelos escroques políticos e acabou a apoiar atentados, sem sentido, contra pessoas ou estruturas inocentes, numa tentativa de fazer uma revolução proletária em que ninguém estava interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salgueiro Maia recolheu ao quartel, uma vez cumpridas as missões que lhe couberam (marcha sobre o Terreiro do Paço, assalto à sede da PIDE e tomada do Quartel do Carmo), nunca se dedicou à política e acabou por morrer ignorado e esquecido pelos seus pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a sua estátua está em lugar de destaque, em Santarém, mas durante anos esteve perdida, sob um amontoado de sucata, até ser descoberta cheia de pó e mandada restaurar por Moita Flores, Presidente da Câmara desta cidade, 30 anos depois do 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião ao 25 de Abril aconteceu o mesmo. Esquecido como Salgueiro Maia e os verdadeiros heróis a quem devemos a nossa liberdade, o espírito do 25 de Abril foi usurpado por aqueles, doutores e engenheiros com diplomas de RGA e passagens administrativas, que tomaram conta das nossas cidades, das nossas instituições e nos governam desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem a Salgueiro Maia, eu recuso-me a comemorar o 25 de Abril enquanto os responsáveis pela adulteração do seu espírito não forem responsabilizados pelo regabofe em que se tornou este país, num folclore constante com o único objectivo da caça ao voto, onde vale tudo, mesmo a mentira despudorada e irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá prefiro recordar o 27 de Abril, o primeiro dia em que o país foi verdadeiramente livre e, no exterior da prisão de Caxias, se receberam entre abraços e lágrimas de emoção os que sofreram pela liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AlmaSense&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-507144083419684544?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/507144083419684544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=507144083419684544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/507144083419684544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/507144083419684544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/05/eu-no-comemorei-o-25-de-abril.html' title='Eu não comemorei o 25 de Abril!'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SB3JUX0YLxI/AAAAAAAAALs/6psM0O6AEE0/s72-c/Chiado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2482186169964530704</id><published>2008-04-20T06:35:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T10:32:40.532-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chelas-Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Margem Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terceira Travessia do tejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponte Chelas-Barreiro'/><title type='text'>AFASTEM-SE, DEIXEM PASSAR A PONTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtHDr7DrEI/AAAAAAAAALM/LNDpD4LbkRQ/s1600-h/Ponte+Longitudina+-+Zona+Nortel.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191321124130237506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtHDr7DrEI/AAAAAAAAALM/LNDpD4LbkRQ/s200/Ponte+Longitudina+-+Zona+Nortel.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;A terceira Travessia do Tejo (TTT) está aprovada pelo Governo e decidida a sua localização entre Chelas e Barreiro, como todos já sabemos desde 4 de Abril de 2008. E agora, o que vamos fazer com ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na anterior postagem, embora não escondendo que defendia a proposta Beato-Montijo-Barreiro, que erradamente se diz ser da CIP, prescindi comentar a escolha do Governo com base na análise feita pelo LNEC, antes de conhecer o relatório desta instituição que reputo de mais competente no panorama da engenharia portuguesa para além de igualmente conceituada a nível internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 6 de Abril aguardava pelo programa “Prós e Contras” da RTP onde, no dia seguinte se iriam confrontar as duas opções, para me ajudar a perceber a proposta da RAVE, pouco divulgada, ao contrário da proposta da equipa do Prof. Viegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei desiludido com o erro grosseiro do que parece ser uma tentativa de manipulação das imagens que pretendiam mostrar o impacto visual da ponte Chelas-Barreiro mas, contudo, não me convenceram as imagens RAVE construídas com recurso a GPS, como foi sublinhado pelo seu autor, porque me parecem terem por defeito o que as primeiras terão por excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não seja desprezável nem pouco importante, é no entanto meu entender que, por muito forte que seja o impacto visual da solução escolhida nos acabaremos por habituar ao convívio com ela. Foi assim com a Ponte 25 de Abril, foi assim com as Torres das Amoreiras e com o Centro Cultural de Belém, foi assim com a Ponte Vasco da Gama e será assim com a Ponte Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ver o programa televisivo que não me convenceu, embora reconhecendo a fraca e apagada prestação da equipa do Prof. Viegas e dele próprio, contrastando com o à-vontade com que o Prof. António Reis explicou as diversas soluções estruturais que estavam a ser consideradas e até a forma como mostrou que será simples a construção da maior ponte atirantada do mundo, comecei a ler as 325 páginas do relatório do LNEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei baralhado, pois enquanto o relatório que decidiu a localização do aeroporto em Alcochete estava estruturado e tinha critérios claros, estabelecendo ponto a ponto uma comparação com base em elementos que eram perfeitamente mensuráveis e quantificáveis, este parece estar conduzido para dar razão aquela que fora a escolha do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minimizou-se o impacto que a entrada diária de 30000 viaturas, no centro de Lisboa, irá produzir na rede viária da cidade, não obstante a proposta alternativa os fazer entrar no local por onde já entram poupando-se assim a necessidade de construção de novas infraestruturas e o pagamento de compensações, já solicitadas pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceram-se os estimados 60M€ para adaptação da Gare do Oriente e a necessidade de fazer aterros para ligar o terminal de contentores de Santa Apolónia ao terminal de cruzeiros e o prolongamento deste até à doca do Poço do Bispo, com um custo estimado de 159M€, que a RAVE diz ser menor mas não diz quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório do LNEC esquece também a necessidade de a solução Chelas-Barreiro, com tabuleiro rodoviário, obrigar a uma mais que provável indemnização da Lusoponte, baseada no volume de veículos que utilizar esta nova travessia, como já confirmou a Procuradoria-Geral da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão “apenas” mais uns milhões de euros a somar aos 1700M€ já assumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fiquei desapontado quando o LNEC afirma que “em termos de operacionalidade e segurança das operações portuárias do porto de Lisboa, o corredor Beato-Montijo é preferível à ligação no corredor Chelas-Barreiro” e que as “restrições nas manobras de acostagem dos navios ao terminal de contentores de Santa Apolónia devidas à proximidade do vão da ponte e à passagem de navios que actualmente atracam a montante da (nova) ponte, devidas ao tirante de ar (altura do mastro ou ponto mais alto da embarcação), que ficará disponível (47 metros)”, mas apesar disso escolhe a solução Chelas-Barreiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191321570806836306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtHdr7DrFI/AAAAAAAAALU/EqlCZf8UbDI/s200/Ponte+Longitudinal.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Referindo-se ao Barreiro o LNEC escreve que “ficará totalmente inviabilizada a operacionalidade do terminal de líquidos do Barreiro por redução substancial do espaço de manobra que lhe é adjacente, dado que os pilares da ponte (Chelas-Barreiro) estarão no interior da bacia de manobra”, apontando como inevitável a sua deslocalização. Mas o LNEC escolhe a solução Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um tirante de ar de 25.8m, previsto para a Cala do Montijo, também o tráfego marítimo para esta cidade sofrerá grandes restrições, mas o LNEC escolhe a solução Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica também claro que a solução escolhida inviabiliza a utilização do Mar da Palha, zona onde o estuário do Tejo atinge a sua maior profundidade e onde actualmente, ainda, atracam navios de maior porte, mas o LNEC escolhe a solução Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi o Prof. Viegas, a 4 de Abril, referir-se a um certo “enviezamento” no capítulo do relatório do LNEC que abordava as consequências ambientais de cada uma das propostas em apreciação, pareceu-me tratar-se de falta de fair-play. Fiquei com ideia diferente quando li que, os lodos a dragar do leito do Tejo estavam fortemente contaminados, junto à margem esquerda do rio, e a sua deposição em terra se traduzia numa operação de “grande complexidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve o LNEC que os sedimentos na margem Sul apresentam níveis elevados de metais pesados, arsénio, mercúrio, chumbo e cádmio que os colocam na classe 4 e 5 dos graus de contaminação, precisamente aqueles que correspondem a solo contaminado e muito contaminado, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solos com esta classificação não podem ser depositados no rio, têm obrigatoriamente que ser removidos e é precisamente esta operação que levanta grandes reservas aos ambientalistas e outros especialistas de preservação do ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosa é então a conclusão a que o relatório chega quando, “para o corredor Beato-Montijo (a proposta Viegas) que não incluía informação sobre a qualidade dos sedimentos” e embora os dados recolhidos pelo LNEC indicassem a possibilidade de haver uma menor poluição neste corredor, o laboratório concluiu que por falta de dados, esta solução seria pior, até pelo volume de solos a dragar, considerando uma eventual solução em túnel que era apresentada como uma das possíveis hipóteses para efectuar a ligação Montijo-Barreiro, mas não a única. E por isto o LNEC escolhe a solução Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me lembrar o futebol português: em caso de dúvida marca-se penalty, principalmente se for a favor de um dos clubes grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Barreiro estamos todos contentes porque finalmente se “fez justiça” e a ponte que nos foi “roubada” em 1995, veio agora para a nossa cidade. Ficamos mais perto de Lisboa e isso é bom para o negócio, dizem alguns comerciantes. Em Alcochete e no Montijo têm opinião diferente e no primeiro caso até o Freeport luta pela sobrevivência. No Montijo o Forum com o mesmo nome é um sucesso mas os estabelecimentos comerciais fecham por toda a cidade e esta mancha urbana está mais dormitório que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente a Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes anunciou que a nova Ponte Chelas-Barreiro vai ter portagens idênticas às que são cobradas na Ponte Vasco da Gama, de acordo com a recomendação do próprio LNEC. Assim sendo a classe 1 (carro ligeiro) pagará para chegar a Lisboa 2.25€ valor que não pode competir com os 1.30€ cobrados na Ponte 25 de Abril. Que competitividade traz esta decisão para o Barreiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão está tomada e vai em frente, mas muita coisa foi propositadamente escondida e muita coisa foi trabalhada para parecer o que não é, estou em crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, como se pode aceitar que uma solução que se pretende tenha sido tão estudada, como todos ouvimos dizer (pelo menos desde 1995), e ainda não se saiba qual o traçado na Margem Sul? (Recordem-se as palavras do Presidente Carlos Humberto “A ponte Chelas-Barreiro andava a ser estudada há cerca de duas décadas, com muitos estudos, muitas análises, muitos especialistas a participarem e a construir a solução”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na margem Norte tudo está detalhado. Sabe-se que a nova travessia entra na capital nas antigas instalações da Manutenção Militar, com a amarração feita na Escola Secundária Afonso Domingues, em Chelas, que já recebeu confirmação do Ministério da Educação de que não vai abrir portas no próximo ano lectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que até à Escola Afonso Domingues as componentes ferro e rodoviárias seguem juntas, separando-se aqui, com a segunda a seguir em direcção à Av. Santo Condestável e a primeira seguindo a actual linha ferroviária.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtH1L7DrHI/AAAAAAAAALk/hgjST_woz9k/s1600-h/tra%C3%A7ado+TTT-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191321974533762162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtH1L7DrHI/AAAAAAAAALk/hgjST_woz9k/s200/tra%C3%A7ado+TTT-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao Barreiro apenas se sabe que a ponte amarra nos terrenos do Quimiparque e a partir daqui a profusão de rumores constróem túneis, ora para os comboios ora para os carros, quando não para ambos. Dão origem à demolição de Escolas com número variável entre uma e três. Nos dias ímpares poupam o hipermercado Feira Nova e o Mestre Maco para nos dias pares demolirem os dois. Tanto se constróem estações ferroviárias onde antes haviam escolas como logo a seguir se opta pela sua construção nas instalações dos TCB e na sub-estação da EDP, no Bairro das Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que admitir que para uma solução que está a ser estudada há tanto tempo existem muitas incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos elementos que tem vindo a público é a estimativa que prevê que a nova travessia desvie da Ponte 25 de Abril cerca de 15.000 veículos diários e igual número da Ponte Vasco da Gama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as previsões de Duarte Silva, responsável da RAVE que, no entanto, não nos explica que mecanismo fará as pessoas preferirem pagar uma portagem de 2.25€, na nova ponte, contra a de 1.30€ que pagam na 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitindo que este número tem uma base sólida vamos fazer alguns cálculos para percebermos como vai mudar a nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duarte Silva diz-nos que 15.000 veículos irão procurar a Chelas-Barreiro em detrimento da 25 de Abril e que a estes se juntarão outros 15.000 da Vasco da Gama, representando 80% do tráfego diário da nova ponte. Por outros números, quando for inaugurada, pelo Barreiro circularão 37.500 veículos diariamente, para atravessarem o Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matematicamente está correcto mas Duarte Silva faz outras contas e acredita que em 2014 existam 54.500 veículos a atravessar a nova ponte ... e a passar pelo Barreiro. (in Diário Económico Online – 08.04.08).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras contas faz ainda o LNEC, no seu relatório, com base no projecto analisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o LNEC, nas horas de ponta, serão desviados 31.3% de veículos da Ponte 25Abril e 53.4% da Ponte Vasco da Gama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que o número actual de veículos que atravessam a ponte 25 de Abril em hora de ponta atinge os 175.000 (correspondente a um nível de serviço de 159%), a acreditar nestes números então, junto ao Hospital do Barreiro, irão passar diariamente 54.775 veículos desviados da Ponte 25 de Abril e 20.000 veículos desviados da Ponte Vasco da Gama, o que dá a bonita soma de quase 75.000 carros. Quem se enganou nas contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do número correcto parece-me, isso sim, que houve uma grande preocupação em justificar a necessidade de considerar a estrutura rodoviária na nova ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à ferrovia os números são outros. Em 2014 prevêem-se 20.000 passageiros no comboio da nova ponte contra os actuais 40.000 da 25 de Abril, que passarão a 46.500, em 2034, contra os 36.500 da via férrea da ponte Chelas-Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191321759785397346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtHor7DrGI/AAAAAAAAALc/Igug3AC7658/s200/Sec%C3%A7ao+transversal+TTT.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Se estas projecções estiverem correctas pelo Barreiro passarão 20.000 pessoas, na estação multimodal, onde quer que ela se localize, para apanharem o comboio em direcção a Lisboa e entre 54.500 a 75.000 veículos pela portagem junto ao hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analisarmos os números relativos a 2014, daqui a meia dúzia de anos, serão cerca de 75.000 a 100.000 pessoas que atravessarão o Tejo em direcção a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que “espaço” fica para o desenvolvimento do Barreiro?&lt;br /&gt;Que futuro esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez possamos responder a estas questões se recuperarmos as palavras do Presidente Carlos Humberto no dia 6 de Abril de 2008, no programa “Prós e Contras”, aquando da sua segunda intervenção, versando o impacto visual da nova ponte:&lt;br /&gt;“Ficamos muito satisfeitos com estas solidariedades todas. É pena que estas solidariedades todas não se tivessem manifestado quando foi decidido encerrar as fábricas, quando foi decidido que a ponte não era no Barreiro, no tal corredor central, quando da decisão da ponte Vasco da Gama, porque levou a, consequentemente, a que o concelho do Barreiro tenha perdido 18.000 habitantes, que é o único concelho da AML a perder habitantes e no Barreiro o problema não é se tem boa vista ou se não tem boa vista para comprar as casas. O problema é que não há quem compre as casas porque não há emprego, porque não há desenvolvimento. E não há emprego, e não há desenvolvimento porque se tomaram opções erradas do ponto de vista nacional e do ponto de vista regional e, portanto, é preciso agora rectificar os erros cometidos no passado e, rectificar os erros cometidos no passado em defesa dos interesses nacionais, regionais, mas também locais do concelho do Barreiro é construir a ponte rodo-ferroviária no corredor que está determinado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para Carlos Humberto basta ter a ponte para que haja desenvolvimento, emprego e os construtores civis possam vender as casas que estão vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido esse o segredo do Concelho de Palmela que viu o seu PIB per capita aumentar 17.4% entre 2002 e 2007, com um crescimento anual médio de 2.9% ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que Palmela tem a ponte? Onde é que eles a esconderam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Senhores, Senhoras minhas como sempre o que aqui foi escrito não foi inventado e pode ser confirmado, quer no próprio relatório do LNEC em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/5F640CAC-CB87-4375-8C94-C0524223A6E6/0/TTT_LNEC.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/5F640CAC-CB87-4375-8C94-C0524223A6E6/0/TTT_LNEC.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;quer através de notícias da RTP, em:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&amp;amp;visual=25&amp;amp;article=337395&amp;amp;tema=29"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&amp;amp;visual=25&amp;amp;article=337395&amp;amp;tema=29&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e da segunda intervenção de Carlos Humberto no Prós e Contras de 2008-04-07, na 3ª Parte do programa em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A localização da Ponte está decidida mas falta ver as implicações que esta decisão trará aos cidadãos do Barreiro, por isso voltaremos ao assunto na próxima postagem, palavra de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS - &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma palavra amiga para o TOYOTA USADOS que nos deu a sua atenção e o seu comentário. É uma perspectiva interessante em que não tínhamos pensado. É assim que se constróiem os melhores projectos, com a contribuição de todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Tudo depende, no entanto, das "unhas" que tivermos "para tocar guitarra" e da forma como a quisermos tocar, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Um abraço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2482186169964530704?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2482186169964530704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2482186169964530704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2482186169964530704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2482186169964530704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/04/afastem-se-deixem-passar-ponte.html' title='AFASTEM-SE, DEIXEM PASSAR A PONTE'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/SAtHDr7DrEI/AAAAAAAAALM/LNDpD4LbkRQ/s72-c/Ponte+Longitudina+-+Zona+Nortel.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-3129402045388249610</id><published>2008-04-06T10:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T11:17:32.885-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponte Chelas-Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qumiparque'/><title type='text'>A PONTE TRAZ PROGRESSO OU LEVA CARROS?</title><content type='html'>A ponte vem para o Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kNviPw8hI/AAAAAAAAAKM/yhcqnulrG_A/s1600-h/Anuncio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186191556191777298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kNviPw8hI/AAAAAAAAAKM/yhcqnulrG_A/s200/Anuncio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O LNEC apresentou ao Governo da Nação o resultado do estudo comparativo que fez sobre as duas hipóteses que lhe foram apresentadas para a terceira travessia do Tejo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chelas-Barreiro vs Beato-Montijo-Barreiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;mas ainda não divulgou o relatório ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se que em primeiro lugar seja dada a informação ao “patrão” mas os que pagam também têm o direito de saber porque é que têm que pagar e, sobretudo devem ser informados, para que não hajam dúvidas que estão a pagar a solução mais adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de outros barreirenses, a ligação directa do Barreiro a Lisboa, nestes moldes, não me agrada mas reservo a minha opinião para quando puder ler o relatório do LNEC que defende esta opção. Espero que o próximo programa “Prós e Contras”, de 7 de Abril, onde será debatida esta escolha, possa também ajudar-me a entender a decisão que foi tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo o risco de estar a analisar de forma incorrecta a solução, até porque não sou especialista em urbanismo, ordenamento do território ou transportes, parece-me contudo que a solução da CIP, estudada pelo Prof. José Viegas e que reúne o consenso da maior parte dos maiores especialistas portugueses na matéria, seria aquela que mais vantagens traria à Margem Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prevista ligação Barreiro-Seixal cujo projecto já foi pago pela Siderurgia e Quimiparque, para que toda a margem sul esteja ligada entre si, de modo mais directo, para potenciar sinergias, falta apenas a ligação Barreiro-Montijo, proposta pela opção do Prof. Viegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta era, aliás, o plano que António Guterres defendeu quando se construiu a Ponte Vasco da Gama no Montijo. Pretendia-se, na altura, lançar as bases do futuro anel do Metro da Margem Sul, a sair de Lisboa pela Ponte 25 de Abril, estabelecer a ligação ao Lavradio e, numa segunda fase, construir a entrada em Lisboa pelo Montijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita-se que, n mundo em que vivemos, a realidade e os parâmetros mudem por completo em 10 anos mas, não duvidemos que esta ponte é um convite directo à deslocação em transporte privado e à suburbanização do Barreiro, como cidade mais dependente de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se agora os nossos filhos quando querem ver cinema vão para Lisboa, depois seremos nós que lá iremos até para cortar o cabelo …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Carlos Humberto diz que acredita que assim não seja assim e afirma que esta ponte &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kQRiPw8lI/AAAAAAAAAKs/DfRgJUKjUSU/s1600-h/Estrat%C3%A9gia+Sum%C3%A1rio+Final+-+Planta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186194339330585170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kQRiPw8lI/AAAAAAAAAKs/DfRgJUKjUSU/s200/Estrat%C3%A9gia+Sum%C3%A1rio+Final+-+Planta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“vai ajudar a concretizar o Barreiro como m pólo económico e de emprego, aproveitando os cerca de 300 hectares públicos da Quimiparque” (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;in jornal Margem Sul de 4 Abril 2008&lt;/span&gt;). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Se a esta afirmação juntarmos o que conhecemos do Plano de Reconversão deste território, permitindo que sejam ocupados praticamente metade dos seus 285 hectares com habitação (comércio e serviços, segundo também se promete) – &lt;span style="font-size:85%;"&gt;ver figura onde a parte encarnada está definida como área destinada a habitação (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;clicar para ver aumentado&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como facilmente se compreende, a chegada da ponte ao Barreiro é a cereja sobre o bolo que o lobby que pressiona, em particular, este executivo camarário, onde dispõe de elementos em lugares chave para definir a estratégia do Concelho, estava à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Ponte para além de ser o caminho mais curto para e de Lisboa pode muito bem ser o caminho para que outras “Kianas” off-shore possam aparecer a comprar os, agora cada vez mais, valiosos terrenos do centro da cidade e em particular os do Quimiparque, até porque muita gente confunde progresso, qualidade de vida e nível de desenvolvimento de uma cidade ou região, com o número de edifícios ou de habitantes que possui. Nada mais errado. Se assim fosse deveríamos considerar Delhi, na Índia, mais desenvolvida que Oslo ou Londres e New York menos desenvolvida que Xangai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este erro que parece estar a servir aos nossos autarcas para confundir a população e confundirem-se também a eles próprios, quando nos apresentam a Ponte como a solução para a perda de habitantes do Barreiro ou como remédio para a falta de empregos no concelho. Foi assim no Montijo ou em Alcochete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que a nova ponte Chelas-Barreiro trará mais habitantes para o Barreiro, mas não é líquido que traga, só por si mais investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem defende a continuidade da actividade empresarial no Quimiparque é estranho como o nosso executivo camarário permanece inactivo enquanto por todo o país se assiste à criação de parques empresariais, com o empenho das diversas autarquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Novembro de 2007 nos Vales do Lima e do Minho existiam 22 parques e pólos empresariais responsáveis por 10 000 postos de trabalho. Em Vila Nova de Gaia a autarquia apostou na criação do Parque Empresarial de S. Félix da Marinha, no de Perosinho e no de Sandim. A câmara de Guimarães lançou-se na criação do Parque de Ciência e Tecnologia – AvePark, Almada apostou no Madan Park, a Covilhã no ParkUrbis e o TagusPark foi aposta ganha em Oeiras.&lt;br /&gt;No Barreiro assiste-se à pressão imobiliária sobre as zonas nobres da cidade e em especial sobre o Quimiparque, aceitando a boleia que a própria administração desta empresa estatal, foi dando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto noutros concelhos as infraestruturas empresariais não existem e são criadas para tornar as cidades sustentáveis, no Barreiro vendem-se “novas centralidades” em formato “Fórum” e contratam-se especialistas catalães para justificar obras que descaracterizam imóveis como o actual Mercado 1º de Maio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kR-SPw8mI/AAAAAAAAAK0/dqtA_WW1ZmQ/s1600-h/Mercado1Maio.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186196207641358946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kR-SPw8mI/AAAAAAAAAK0/dqtA_WW1ZmQ/s200/Mercado1Maio.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186192990710854210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kPDCPw8kI/AAAAAAAAAKk/WDh799Mhwt0/s200/imagemBoletimCMB20Novembro2007.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186192299221119538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kOayPw8jI/AAAAAAAAAKc/7uBra64877E/s200/Mercado+1+Maio.jpg" border="0" /&gt;Curioso como em Barcelona, no projecto de reconversão do bairro de Poblenou, o famoso 22@Barcelona, houve a preocupação de salvaguardar 144 referências às antigas actividades industriais desenvolvidas neste bairro e, no Barreiro, o projecto de Joan Busquets, faz esquecer a arquitectura de arcos de ferradura nas janelas e portas, característica do período romântico de finais do século XIX, mantendo as fachadas menos expressivas e mais adulteradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece ser o reescrever da história, tão comum nesta cidade, desde o 25 de Abril. O eliminar de referências históricas da cidade, como é o caso da mudança da estátua de Alfredo da Silva, para apagar as memórias do passado, como se dele tivéssemos dever ter vergonha ou quiséssemos esconder alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado deve assumir-se e ser interpretado no contexto em que se insere e foi vivido. Mas compreende-se que possa ser incómodo para alguns que, sequiosos de o ver esquecido, tentam, não “em perigos e guerras esforçados”, mas com obras megalómanas, serem recordados (“da lei da morte se vão libertando”, disse o poeta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho que, com tal vontade de fazer história, o nosso executivo camarário se tenha esquecido de propor ao governo, há semelhança do que têm feito muitos empresários e presidentes de outras autarquias, em situações idênticas, a classificação do território do Quimiparque como ALE (Áreas de Localização Empresarial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos políticos barreirenses não sabem o que é? Eu passo a explicar …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1997, o Dr. Pina Moura, através do Sr. Secretário de Estado Fernando Pacheco, criou e legislou uma solução que contemplava um conjunto de soluções integradas visando a instalação de empresas em zonas vocacionadas para o efeito (ALE) e onde o licenciamento industrial, ambiental, abastecimento de energias, gestão física de resíduos, tratamento de esgotos, manutenção e conservação de espaços exteriores, encontravam resposta numa estrutura vocacionada para o efeito, que tinha como missão a gestão de cada Parque Empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ALE apresentam-se como a solução para os “Loteamentos Industriais”, como lhes chamamos, e devem contemplar um conjunto de soluções integradas para o estabelecimento de empresas, a criação de emprego, racionalização de custos energéticos, de criação de sinergias regionais, disciplinadoras e reguladoras da actividade empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o Quimiparque uma empresa do Estado, dirigida por gestores que se movimentam bem nos corredores do poder político, uma vez que do seu conselho de administração fazem parte um antigo secretário de estado e um ex-ministro da saúde, recentemente regressado à ribalta política, como apoiante do líder da oposição, parece-me que seria fácil, em parceria com o poder local, conseguir este estatuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que esta hipótese agradaria a gregos e a troianos, quero dizer, à Quimiparque e ao executivo camarário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em crer que não e, curiosamente, pela mesma razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a administração do Quimiparque e para o accionista da empresa, o negócio atractivo não é criar emprego e gerir um parque empresarial, mas sim alienar património do Estado para fazer um encaixe rápido de capital, cumprir ou mesmo ultrapassar objectivos definidos e juntar ao curriculum pessoal mais um desempenho de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho ficarão alguns desempregados, coisa pouca, se pensarmos no que significa uma operação de encaixe de capital bem sucedido para o accionista, a possibilidade de uma promoção e menos um afazer que nos obriga a sair do luxuoso gabinete, na capital, para o subúrbio, despendendo tempo que poderia ser ocupado de outra forma, talvez até com a gestão de um, hipotético, negócio particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a autarquia a “coisa” pode colocar-se no mesmo pé, mas por caminhos diferentes.&lt;br /&gt;Se os terrenos do Quimiparque fossem destinados à instalação de novas empresas as taxas de construção a cobrar seriam muito inferiores aquelas que resultam da construção de edifícios para habitação (comércio e serviços, já me esquecia desta particularidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão, pois, em jogo, muitos milhões de euros e a ponte Chelas-Barreiro só vem potenciar o que já se concretizou “lá para as bandas” de Montijo e Alcochete, isto é, “bué da” construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponte Chelas-Barreiro permitirá também o sucesso de empreendimentos imobiliários como a Urbanização do Campo das Cordoarias, incluindo o Fórum Barreiro, da Urbanização da Ribeira das Naus, não só a fase já construída mas aquela que se estende até ao Polis, da Quinta de S. João Sul, do Pinhal da Vila Chã, do Alto do Romão, da Urbanização dos Sete Portais e a da grande urbanização do Quimiparque, que garantirá negócio por muitos e bons anos, a preços muito acima dos actualmente praticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores meus, minhas senhoras, este vosso amigo deseja muito estar enganado quanto ao futuro que nos espera mas concorda inteiramente com as palavras de Carlos Humberto quando, acerca da ponte, diz que “não é o fim de um combate mas o início de uma nova fase”. Resta saber se não serão outra vez os mesmos a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre vosso&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Captain Jack &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-3129402045388249610?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/3129402045388249610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=3129402045388249610' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3129402045388249610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3129402045388249610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/04/ponte-traz-progresso-ou-leva-carros.html' title='A PONTE TRAZ PROGRESSO OU LEVA CARROS?'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R_kNviPw8hI/AAAAAAAAAKM/yhcqnulrG_A/s72-c/Anuncio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-4714577157820595083</id><published>2008-03-21T08:54:00.001-07:00</published><updated>2008-03-21T09:45:35.167-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chelas-Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terceira Travessia do tejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beato-Montijo'/><title type='text'>AS CARTAS MERECEM SEMPRE RESPOSTA</title><content type='html'>&lt;div&gt;(principalmente quando não são anónimas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre com algum prazer que lemos os comentários que os nossos conterrâneos nos enviam para o blog. Esta atitude de comentar é, acima de tudo, salutar e indicativa do interesse que todos devemos alimentar face ao que, no dia-a-dia, se passa à nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos, pois, estimular esta participação mesmo quando ela critica as nossas atitudes e manifesta uma opinião contrária à nossa. Devemos, no entanto, corrigir conclusões e juízos que, erradamente, se produzam sobre as nossas pessoas ou as ideias que defendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última postagem, datada de 16 de Março 2008, suscitou alguns comentários (que podem ser lidos se seleccionarmos a opção para o efeito, por baixo do texto respectivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro comentário é, ao que parece, uma fiel e bem informada transcrição do discurso do Presidente Carlos Humberto, lido em 14 de Março no Mercado 1º de Maio, na jornada de luta “O Barreiro pela Ponte”, que reuniu 300 barreirenses. Este comentário chegou até nós a 18 de Março e está publicado, na íntegra, no Jornal do Barreiro, na sua edição de 21 de Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está assim demonstrada a nossa importância como blog e a confiança que alguns barreirenses depositam em nós, uma vez que nos confiam, em primeira-mão, as notícias que publicam nos jornais locais. Aqui fica o nosso muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro comentário feito a 19 de Março, esse sim que merece a nossa reflexão, é de um militar que assina sob pseudónimo (Major droMedÁRIO Lino) e que a seguir transcrevemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Major, desculpe que lhe abra o coração mas, com um nome desses ou o senhor seu padrinho gostava muito de Lawrence da Arábia ou o meu Major foi vítima de um lamentável erro de escrita do empregado do registo civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia-se o texto, atente-se na substância e no conhecimento subjacente às matérias versadas, para perceber como está informado o nosso Major:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Caro Capitão&lt;br /&gt;Muito me admira a sua idolatria pelo Viegas.&lt;br /&gt;O Barreiro já tem uma ponte em crédito. A PVG era para ser construída no Barreiro. Mas o Lobie do Betão e do Alcatrão foi mais forte. A Lusoponte e o seu Viegas ganharam.O país perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resolveu o problema dos congestionamentos na P25A. Não resolveu a ligação Norte-Sul (Prova: A construção da Ponte Benavente-Santarém para ligar a A1 com a A2).Não resolveu o problema das ligações ferroviárias. A Via Férrea implantada na P25A acrescenta +30m no tempo de viagem para Alentejo e Algarve.&lt;br /&gt;Agora o "seu" Viegas esfalfa-se para conseguir que o Montijo ganhe +2 Pontes, uma Beato-Montijo só ferroviária, outra Montijo-Barreiro que tem dias, num dia é Ferroviária, no dia seguinte é Rodoviária. Mas, como a construção do NAL e da Base Logística do Poceirão gerarão mais tráfego, terá de ser construída + 1 travessia (Algés-Trafaria).&lt;br /&gt;Isto é 3 Travessias em vez de 1.&lt;br /&gt;Já começa a perceber o que faz correr o passarão do Viegas? É claro que os patrões facturarão muito mais em 3 travessias do que numa única travessia.&lt;br /&gt;O Capitão é contribuinte?&lt;br /&gt;Adivinhe então quem pagará as travessias Ferroviárias Beato-Montijo e Montijo-Barreiro?O Zé, claro! ou seja, o OGE.&lt;br /&gt;Uma Ponte Integrada de Lisboa a Chelas será paga pelas Portagens (60 a 90% em 10 anos de exploração!Diga-me Capitão:&lt;br /&gt;Você é mesmo Camarro? Ama o Barreiro. Então porquê esse ódio ao Barreiro?&lt;br /&gt;Com a desindustrialização, com o desinvestimento provocadas pela descolonização e pela apressada adesão à CE, o Barreiro definha. Perde habitantes.&lt;br /&gt;As Zonas antigas transformam-se em Cidades Fantasma.&lt;br /&gt;Desertas.Como inverter a situação?&lt;br /&gt;Promover a instalação de novas indústrias no Barreiro!&lt;br /&gt;Certo!Mas quem será o estúpido que vem instalar indústrias no Barreiro se, para recolher matérias primas ou entregar produtos manufacturados terá de gastar +50 Km por viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha Capitão:&lt;br /&gt;Não sei se reparaste! A Linha Férrea para as Praias do Sado sai do Barreiro (Sul e Sueste) e passa no Lavradio. A Linha que leva o combóio até ao Alentejo e Algarve passa na Penalva.- Então porque é que o Viegas quer levar os combóios para o Montijo? Que não tem qualquer linha de Combóio? (O Ramal Montijo-Pinhal Novo morreu!)&lt;br /&gt;E já imaginaste o que será o Montijo com a amarração de 3 Pontes? (PVG, Beato-Montijo e Barreiro-Monijo)!E aceites que se feche a Baía da Moita/Rosário com este labirinto de Pontes Transversais e Longitudinais?&lt;br /&gt;Caro Capitão&lt;br /&gt;Precisas ler mais. Para começar, recomendo que comeces pelo Projecto do Eng Silvino Pompeu dos Santos.&lt;br /&gt;Que leias a argumentação da RAVE e da AML (PROTAL).&lt;br /&gt;E precisas pensar mais no Barreiro.&lt;br /&gt;Não te maço mais.&lt;br /&gt;Saudações Castrenses do&lt;br /&gt;TeuMajor droMedÁRIO Lino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;19 de Março de 2008 07:19&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Major,&lt;br /&gt;Confesso que o erro é meu e desde já lhe peço imensa desculpa.&lt;br /&gt;As imagens que juntei ao texto de 16 de Março não permitem (devido à quantidade de informação de que dispõem) ser aumentadas para que se possa ver melhor o traçado proposto pelo grupo de trabalho do Prof. Viegas, caso contrário veria que não há “labirinto de Pontes Transversais e Longitudinais” frente à baía da Moita/Rosarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pouco a linha-férrea ligará ao Montijo (a não ser a de alta velocidade) mas sim ao Lavradio onde entronca na existente, que recupera a sua capacidade de ligação ao Sul do país, perdida para o Pinhal Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao pagamento da ponte Chelas-Barreiro com o dinheiro das portagens, em 10 anos de exploração, o meu Major lá saberá melhor que eu, esse aspecto, mas olhe que a PVG, menos extensa que esta tem um período de concessão bem maior e, dez anos volvidos após a sua abertura, ainda não está paga nem em metade e tem a facturar para ela a P25A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não percebo como faz as contas aos 50Km de percurso quando actualmente Barreiro-Lisboa seja pela PVG ou pela P25A não atingem esta extensão e a opção “do Viegas”, como lhe chama, encurta-a em 13Km. Mas, mesmo que continuássemos tão longe como diz, estaremos sempre mais perto que a Espanha, para quem as distâncias não interessam quando nos inundam o mercado com os seus produtos, desde o peixe fresco à laranja, passando pela cerâmica, materiais de construção e outras manufacturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância, no mundo global em que vivemos, não é problema, mas 30 mil viaturas, diariamente, a passarem pelo Barreiro, em direcção a Lisboa, comboios a passarem pela cidade, sem parar, porque, meu Major, esqueceu-se de dizer que as actuais estações ferroviárias do Lavradio e do Barreiro-A e Barreiro-Mar vão desaparecer para dar lugar a uma única estação na várzea do Lavradio, junto ao Álvaro Velho (que vai ser demolido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que se fará a inserção dos comboios na linha do Alentejo e a praça da portagem da ponte Chelas-Barreiro será entre o estádio Alfredo da Silva e o campo do Galitos Futebol Clube. Que bom que deve ser, meu Major, ver as filas de trânsito e os engarrafamentos ao amanhecer, aspirar o aroma do dióxido de carbono … (se pertencer ao&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PdViPw8dI/AAAAAAAAAJs/jq5AA4q_icI/s1600-h/imagem1_Page_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180227358446121426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px" height="188" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PdViPw8dI/AAAAAAAAAJs/jq5AA4q_icI/s200/imagem1_Page_2.jpg" width="234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; exército deve lembrar-lhe, &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PbBCPw8bI/AAAAAAAAAJc/IX3VtBSFl7A/s1600-h/Tra%C3%A7ado+Margem+Sul+Chelas-Barreiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180224807235547570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="169" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PbBCPw8bI/AAAAAAAAAJc/IX3VtBSFl7A/s200/Tra%C3%A7ado+Margem+Sul+Chelas-Barreiro.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;vagamente, o cheirinho do Napalm, hein?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que não tenha dúvidas do que digo junto a planta do traçado das infraestruturas na margem Sul, que por acaso não pertence ao projecto do Prof. Pompeu dos Santos, (porque ele não fez nenhum projecto), mas ao seu relatório sobre a TTT intitulado “Plano Integrado para o Novo Aeroporto de Lisboa, Rede TGV e Terceira Travessia do Tejo”, datado de 19 de Novembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para juntar também o perfil longitudinal estudado para a ponte em causa, com tabuleiro de 10metros de altura e a amarrar no Barreiro a cerca de 20metros acima da linha de água o que é suficiente para passarem botes de borracha dos fuzileiros mas inviabiliza a circulação de navios de carga ou de passageiros, no Mar da Palha. Claro que isso para si não é importante porque o meu Major não “alistou praça” na Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180225000509075906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PbMSPw8cI/AAAAAAAAAJk/UmVaYC4Kog0/s200/Chelas-Barreiro+Amarra%C3%A7%C3%A3o+Barreiro.jpg" border="0" /&gt;Para não ter dúvidas de que se tratam de imagens fidedignas juntei também a infografia que o “Sol” publicou na sua edição de hoje, onde se podem comparar traçados e perfis das pontes, as suas distâncias e os pontos de chegada ao Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180235450164507138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PksiPw8gI/AAAAAAAAAKE/p2Iwqe3MNjA/s200/Infografia+Sol21MAR-3.jpg" border="0" /&gt;A ponte/túnel (mais provável a segunda hipótese, se bem que enormemente mais cara), não se impõe porque “a construção do NAL e da Base Logística do Poceirão gerarão mais tráfego”, mas antes porque a P25A já se encontra saturada, sendo a travessia mais barata, atrai mais utentes e a zona que serve é mais populosa e continua com tendência para crescer, uma vez que também é mais industrializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Quimiparque a transformar-se na nova “centralidade do Barreiro, uma nova cidade” como diz o Presidente Carlos Humberto acerca do Plano de Reconversão deste território, parece-me que a tendência dificilmente se inverterá e continuaremos a ter “o Barreiro (que) definha. Perde habitantes. As Zonas antigas transformam-se em Cidades Fantasma. Desertas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à criação de novas empresas ambas as soluções nos servem já que ambas consideram o aproveitamento das oficinas de manutenção do TGV no Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um ponto, meu Major, em que convergimos na opinião. É quanto ao pagamento da nova Terceira Travessia do Tejo. Sem dúvida que será o Zé a pagar e isso é razão suficiente para que se pense muito bem antes de fazer qualquer opção e olhe que se olharmos só para isso a opção Barreiro-Montijo-Beato, ganha com 1M€ de avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de qual das soluções gostamos mais, por amarmos o Barreiro ou por o detestarmos como é, por querermos muito mudá-lo para melhor ou deixá-lo como está, por seguirmos um partido político ou por simplesmente não confiarmos em nenhum deles, seja qual for a razão, parece-me que devem ser os cidadãos a pensar pela sua cabeça e a propósito apetece-me recordar as palavras do “seu” Prof. Pompeu dos Santos, que deu a cara pelo aeroporto na margem sul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Quando está em curso um estudo com vista à escolha definitiva da localização do Novo Aeroporto de Lisboa, seria um erro histórico não considerar nesse estudo aquela que se afigura como a melhor solução, e a que melhor serve os interesses do país. Quando os recursos são escassos, racionalidade (e rigor) é preciso. O interesse público assim o exige&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Extracto de um artigo publicado na “Transportes em Revista”, de Agosto de 2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O meu Major dá licença? (Gesto levando a mão à testa, com a palma ligeiramente virada para fora e barulho dos tacões das botas a bater um no outro. Meia volta e retiro-me)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – A sua letra não me é estranha. O Meu Major não fez serviço no Afeganistão?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Integrado no contingente português, claro.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-4714577157820595083?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/4714577157820595083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=4714577157820595083' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4714577157820595083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4714577157820595083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/03/as-cartas-merecem-sempre-resposta.html' title='AS CARTAS MERECEM SEMPRE RESPOSTA'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R-PdViPw8dI/AAAAAAAAAJs/jq5AA4q_icI/s72-c/imagem1_Page_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-544893506639389219</id><published>2008-03-16T14:58:00.000-07:00</published><updated>2008-03-16T15:56:53.806-07:00</updated><title type='text'>OUTRA PONTE, A MESMA MARGEM</title><content type='html'>(e dentro de pouco tempo haverá também um túnel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da disputa sobre onde localizar a nova travessia do rio Tejo, estão a cidade do Barreiro e os seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agitam-se as forças políticas da margem Sul, multiplicando-se em apoios e discursos generosos quanto à vantagem de adoptar a solução primeira sem sequer, como vem sendo característico nestes últimos trinta anos de desacerto nacional, se preocuparem em analisar o assunto do ponto de vista do interesse nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão a Barcelona e a Dublin beber exemplos para Planos de Reconversão de áreas urbanas, tiram as medidas aos locais de onde querem copiar as ideias mas esquecem-se de estudar a essência, ignoram por completo a metodologia do trabalho e o objectivo do trabalho desenvolvido nessas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com os terrenos do Quimiparque, tentam que seja assim com a nova travessia do rio Tejo, defendendo sem reservas, uma solução proposta há mais de 10 anos, como se de estudar outras alternatias adviesse mal o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me por isso de consultar o site da TIS – Transportes, Inovação e Sistemas, SA (&lt;a href="http://www.tis.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.tis.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), empresa privada presidida pelo Prof. José Manuel Viegas que, desde 12 de Março de 2008, colocou ao dispor do público o estudo elaborado por esta entidade considerando outra alternativa para a travessia do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que adiante se transcreve são os trechos que se consideraram significativos para detalhar a proposta apresentada ao LNEC para ser analisada em comparação com a proposta inicial, Barreiro-Chelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipa de José Viegas começa por explicar que “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O aprofundar das soluções de travessia sempre foi por nós considerado como necessário, na medida em que o objectivo principal do relatório elaborado para a CIP era o de demonstrar a superioridade da opção Campo de Tiro de Alcochete para a implantação do aeroporto, e as propostas de acessibilidades (entre as quais as relativas à travessia do Tejo) tinham o propósito único de mostrar que se tinha trabalhado a concepção também ao nível da viabilidade e integração do sistema de transportes e não do aeroporto como peça isolada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta questão foi reforçada atendendo a que a “&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;implantação do NAL no Campo de Tiro de Alcochete constituía um factor suficientemente forte para questionar se seria ou não possível encontrar um alinhamento mais adequado para a nova travessia, na medida em que era óbvio o forte desalinhamento entre o que poderia ser a linha mais curta para acesso ao aeroporto e o traçado previsto para a ponte Chelas – Barreiro, sendo claro que há uma banda de terreno relativamente estreita em Lisboa por onde uma linha ferroviária possa dirigir um seu ramal para a Linha de Cintura e outro ramal para a Gare do Oriente e Linha do Norte&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo por base uma série de requisitos, foi “&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;face a essa lista de factores que surgiu a solução híbrida apontada no anterior estudo para a CIP, com uma travessia principal apontada à península do Montijo e uma secundária entre aquela península e a do Barreiro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explica-nos o relatório que foram considerados vários requisitos a que a TTT deveria dar resposta no que ao transporte ferroviário diz respeito, nomeadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ligação em bitola UIC para serviços de Alta Velocidade em direcção a Madrid (compromissos datados com Espanha);&lt;br /&gt;- Ligação em bitola convencional para serviços suburbanos entre Lisboa e Península de Setúbal (reforço da quota de mercado do transporte colectivo na AML, redução de emissões);&lt;br /&gt;- Ligações de boa qualidade ao Novo Aeroporto de Lisboa, implicando tempos reduzidos e elevadas frequências de serviço e desejavelmente sem transbordos para a grande maioria dos potenciais clientes (qualidade integrada de serviço, segurança, redução de emissões).&lt;br /&gt;- Ligação em bitola convencional para serviços de médio e longo curso sobre as linhas do Alentejo e do Sul (fecho da rede e forte ganho de tempo nas ligações de longo curso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos que se tornam igualmente importantes para o transporte de mercadorias, uma vez que a ligação em bitola UIC á rede espanhola garante “&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;capacidade de recepção de cargas provenientes da Plataforma Logística do Poceirão, e dos portos de Sines e Setúbal a sul do Tejo (grande ganho de fiabilidade nos tempos de percurso por virtude da interoperabilidade do sistema entre os dois países)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;” e permite, “&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;no futuro a alimentação destes fluxos também a partir da margem direita do Tejo, sem ter de ficar à espera da mudança geral de bitola na rede ferroviária portuguesa ou de fazer circular todos esses comboios de mercadorias (desde a sua origem na margem direita) no par de vias de bitola ibérica para o efeito algaliada&lt;/em&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Por outro lado a ligação em bitola convencional à rede a sul do Tejo permite&lt;/span&gt; “&lt;em&gt;sem restrições de carga (ganhos significativos de capacidade e redução significativa dos percursos dos comboios entre as duas margens, com redução do tráfego entre o Setil e Lisboa)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista rodoviário a equipa do Prof. Viegas considerou a necessidade de:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;“- Assegurar uma ligação eficiente entre o corredor Barreiro - Moita e Lisboa/Desencravar o corredor Barreiro - Moita (equidade no acesso a Lisboa a partir dos principais aglomerados na margem esquerda);&lt;br /&gt;- Assegurar um conjunto de ligações equilibrado e eficiente entre as duas margens do Tejo a jusante da Ponte do Carregado, sobre a qual recai a missão de ligações rodoviárias de âmbito nacional sem travessia da AML;&lt;br /&gt;- Serviço de boa qualidade (com muito baixo risco de congestionamento) nas ligações da margem esquerda do Tejo ao Novo Aeroporto de Lisboa.&lt;br /&gt;- Manter sob controle o afluxo de tráfego rodoviário a Lisboa (vindo quer da margem direita quer da margem esquerda) e o congestionamento e emissões associadas, como instrumento de promoção da qualidade de vida e da competitividade económica na cidade e na AML&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito desta travessia no Ordenamento do Território, no Estuário e no funcionamento do Port de Lisboa foram também considerados, no que respeita aos seguintes aspectos:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;“- Ao nível meso, da margem esquerda no seu conjunto e do que ela representa na AML, considerando as orientações do PROT-AML e tendo em especial atenção as questões do modelo urbano polinucleado e da promoção da qualificação e diversificação funcional dos aglomerados da península de Setúbal, e da redução da dependência dos aglomerados ribeirinhos relativamente a Lisboa;&lt;br /&gt;- Ao nível micro, dos locais em que se fará a amarração da infra-estrutura sobre os territórios de uma e outra margem, tendo em atenção as questões da digestão do tráfego rodoviário na rede viária local, os efeitos de barreira que possam ser criados pelas grandes infra-estruturas, e ainda os impactos visuais da implantação destas nos tecidos urbanos que atravessam.&lt;br /&gt;- Impacto visual das infra-estruturas (sobre o rio e nas margens) na qualidade visual da paisagem das margens sobre o estuário e vice-versa (com significado sobre a qualidade de vida nestas cidades e sobre o seu potencial turístico);&lt;br /&gt;- Impactos (ou riscos de impacto) sobre o ecossistema do estuário associados às dragagens necessárias, em particular em zonas de acumulação de metais pesados.&lt;br /&gt;- Impactos da nova travessia nas infra-estruturas e na operacionalidade do Porto de Lisboa, considerando quer as obras necessárias nos cais para compatibilização com as infra-estruturas da travessia, quer as limitações operacionais que possam ser criadas (navegabilidade, espaços de manobra)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante o Estudo descreve a solução adoptada para a travessia. Aqui recorreu-se a uma descrição detalhada que pode ser consultada no “Relatório Síntese”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perfil Transversal tipo a considerar na travessia Beato – Montijo – Solução Ponte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178468827511509794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="238" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R92d9kBB0yI/AAAAAAAAAHk/lh-9lu-9Rv8/s200/tro%C3%A7o+Beato-Montijo-3.jpg" width="236" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;“&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;A ponte é concebida como uma ponte ferroviária com dois pares de vias em níveis sobrepostos (BitolaUIC no nível superior e bitola ibérica no nível inferior) com a possibilidade de adição (imediata ou posterior) de uma valência rodoviária no nível superior&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;No que respeita à infra-estrutura ferroviária a solução Beato – Montijo apresenta as seguintes características principais:&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;À chegada a Lisboa, o par de vias em bitola UIC é dirigido para a linha do Norte, atingindo a zona de inserção um pouco a norte da estação de Braço de Prata, enquanto o par de vias em bitola ibérica tem uma bifurcação, saindo um ramo também para a Linha do Norte e outro para a Linha de Cintura e eventualmente Santa Apolónia;&lt;br /&gt;A chegada à margem esquerda é feita na península do Montijo, dando origem de imediato a uma bifurcação, com o ramo norte a dirigir-se para o alinhamento da A12 à saída da Ponte Vasco da Gama, passando em túnel escavado por baixo da pista 01/19 da BA6, e o ramo sul a dirigir-se ao longo do limite externo da BA6 para a península do Barreiro, onde chega na zona do Lavradio tocando a zona hoje ocupada pelos terrenos da Quimiparque:&lt;br /&gt;Para a transposição entre o Montijo e o Barreiro podem ser adoptadas soluções em túnel imerso ou em ponte para vencer o Canal do Montijo, sensivelmente com o mesmo traçado em planta, e incluindo em qualquer dos casos uma componente rodoviária com 2 x 2 pistas, que constitui um trecho importante do Arco Ribeirinho entre os principais aglomerados da margem esquerda do Tejo e que além disso proporciona um muito significativo encurtamento (13 km a menos) na distância de acesso rodoviário do Barreiro a Lisboa pela Ponte Vasco da Gama, cerca de 30% da distância total até à Gare do Oriente. A solução em ponte é mais económica, mas implica a construção de um longo viaduto ao longo da linha de costa da península do Montijo, por forma a garantir o tirante de ar de 20 m A solução em túnel imerso poderá ser um pouco mais onerosa e implica a realização de dragagens de fundos do rio numa zona potencialmente contaminada com metais pesados (situação idêntica ao que sucede com a ponte Chelas-Barreiro nos seus primeiros 2km a partir do Barreiro).&lt;br /&gt;Neste caso, em boa parte do seu desenvolvimento ao longo da península do Montijo, este traçado pode ser em vala, com a cota de inserção da catenária muito próxima da actual superfície do terreno, ficando disponíveis graus de liberdade relativos à área a cobrir e ao tipo de cobertura dessa vala;&lt;br /&gt;A componente rodoviária desta travessia Montijo – Barreiro segue ao lado da componente ferroviária em todo o seu percurso, quer em direcção ao Barreiro, quer em direcção ao Montijo, onde ainda passaria lado a lado por baixo da pista 01/19, dirigindo-se a um nó no cruzamento com a EN 199, em que o tráfego destinado ao Montijo se dirige para sul e o tráfego destinado à Ponte Vasco da Gama se dirige para norte (com uma nova praça de portagem, que também serviria o Montijo);&lt;br /&gt;A chegada da linha ferroviária ao Barreiro é feita no alinhamento da actual linha de mercadorias que corre sensivelmente na direcção nordeste – sudoeste por forma a dar acesso ao PMO, havendo pouco depois da chegada a terra uma bifurcação para ligação à linha do Alentejo na zona do Lavradio e Baixa da Banheira. As cotas na travessia desde o Montijo, quer da solução túnel quer da solução ponte, permitem que essa chegada ao Barreiro na sua zona industrial seja feita à superfície ou enterrada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta solução, segundo os seus subscritores, permite ainda “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;equacionar a existência de uma estação à chegada da península do Barreiro (na zona do Lavradio), (…) potenciando uma intervenção urbanística requalificadora em torno desta infraestrutura de transporte, situação impossível com o traçado adoptado na solução Chelas – Barreiro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à solução rodoviária esta proposta prevê que ”&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;A componente rodoviária desta travessia Montijo – Barreiro segue ao lado da componente ferroviária em todo o seu percurso, quer em direcção ao Barreiro (onde se dispõe de espaço para fazer o acesso à cota do terreno em boas condições de inserção urbanística e na malha local, com ligação fácil à Avenida das Nacionalizações, ao IC 32 e ao núcleo urbano mais denso), quer em direcção ao Montijo, onde ainda passaria lado a lado por baixo da pista 01/19, dirigindo-se a um nó no cruzamento com a EN 199, em que o tráfego destinado ao Montijo se dirige para sul e o tráfego destinado à Ponte Vasco da Gama se dirige para norte (com uma nova praça de portagem, que também serviria o Montijo e Alcochete, satisfazendo assim uma ligação que vem sendo reclamada desde a construção da ponte, e que significa uma redução de 5 km no acesso do Montijo à margem norte)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178469944203006802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R92e-kBB01I/AAAAAAAAAH8/U3HaFM7QDbU/s200/Planta+esquematica+Beato-Montijo-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;A travessia Beato – Montijo pretende ser (e em nosso entender é) um híbrido entre os corredores nascente e central, servindo o Barreiro pelo flanco em vez de pela frente, mas dando-lhe um nível de acessibilidades ferroviárias quase idêntico, sem os inconvenientes de agressão do seu espaço urbano que uma penetração frontal teria. Mantém-se assim bem satisfeito o princípio da serventia ferroviária no trecho central da margem esquerda do estuário&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Defendemos entretanto também a ligação rodoviária entre o Barreiro e o Montijo, com ligação desde o primeiro momento à Ponte Vasco da Gama. Esta grande flexibilidade e adaptação prudencial às necessidades e vicissitudes da economia e da sociedade é uma das grandes qualidades da Ponte Beato - Montijo - Barreiro, que incorpora os mesmos princípios de prudência e de flexibilidade presentes na nossa proposta de implantação do NAL no CT Alcochete.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178470313570194274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R92fUEBB02I/AAAAAAAAAIE/JGc8q6V5ebc/s200/Rela%C3%A7%C3%A3o+Alim%C3%A9trica+Ponte-Rio-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Igualmente interessante é também a comparação de custos, avançada neste documento, entre a travessia Igualmente interessante é também a comparação de custos, avançada neste documento, entre a travessia Barreiro-Chelas e esta Barreiro-Montijo-Beato:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Barreiro-Chelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ponte e Viadutos (rodo e ferroviários) ...................................................1.750M€ &lt;br /&gt;Túnel Ferroviário Marvila ............................................................................20M€&lt;br /&gt;Túnel Ferroviário Lavradio ........................................................................150M€&lt;br /&gt;Obras Compensatórias:&lt;br /&gt;Extensão Terrapleno Xabregas-Poço do Bispo&lt;br /&gt;Transferência do cais da Tanquiport ........................................................300M€&lt;br /&gt;Majoração valor das Dragagens ...................................................................50M€&lt;br /&gt;Majoração custo Subestrutura Ponte &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;prevendo risco de impacto de navio ............................................................60M€&lt;br /&gt;Aumento comprimento Linha AVF .............................................................70M€&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Total Quantificado: ......................................................................................2.400€&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Barreiro-Montijo-Beato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ponte e Viadutos (rodo e ferroviários) ..................................................1.225M€&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ponte Montijo-Barreiro ..............................................................................100M€&lt;br /&gt;Túnel Rodoviário sob Pista 01/19 BA6 Montijo ........................................50M€&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Minimização de Impactes e de drenagem de efluentes ..............................5M€&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Total Quantificado: ...................................................................................1.380M€&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O documento da empresa TIS – Transportes, Inovação e Sistemas, SA, termina com uma comparação entre as duas soluções (Barreiro-Chelas versus Barreiro-Montijo-Beato) enumerando as vantagens que a segunda tem sobre a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por opção, essa parte do estudo não foi para aqui transposta uma vez que se pretende que cada um dos leitores pense por si, sem ser condicionado pelas opiniões dos técnicos que elaboraram esta proposta, (como fizemos quando há algumas postagens atrás apresentámos o estudo da travessia Barreiro-Chelas).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178473169723446162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R92h6UBB05I/AAAAAAAAAIc/cINMuvEHXwA/s200/Project1.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                                                                 Solução TIS Beato-Montijo-Barreiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;A postagem de hoje versou a nova proposta para a TTT, mas a comparação entre o Plano de Reconversão do Quimiparque e o Poblenou (Barcelona) ou as Docklands (Dublin), que serviram de base ao estudo para abrir o Barreiro à especulação imobiliária, não está esquecida, pelo que, senhores meus, minhas senhoras, este vosso amigo vai voltar a escrever sobre isso, palavra de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-544893506639389219?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/544893506639389219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=544893506639389219' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/544893506639389219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/544893506639389219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/03/outra-ponte-mesma-margem.html' title='OUTRA PONTE, A MESMA MARGEM'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R92d9kBB0yI/AAAAAAAAAHk/lh-9lu-9Rv8/s72-c/tro%C3%A7o+Beato-Montijo-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-745246578445575939</id><published>2008-03-02T08:17:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T09:17:40.213-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Margem Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plano reconversão'/><title type='text'>O EUROMILHÕES SAIU Á QUIMIPARQUE</title><content type='html'>(ele há dias de sorte …!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao escrever estas linhas, invade-me um sentimento de tristeza e de receio pelo futuro dos meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 20 de Fevereiro de 2007, acabei de receber a notícia de que, há pouco menos de 2 horas, a Câmara Municipal do Barreiro, aquela que foi eleita por todos nós num processo de votação democrático, aprovou o “Estudo de Desenvolvimento Económico, Empresarial e Urbanístico para o Território da QUIMIPARQUE e Envolvente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece perguntar se estavam mandatados para isso e se esclareceram suficientemente a população ou se receberam deles a prova inequívoca de que o deveriam fazer. Apetece perguntar se a participação dos munícipes, nas várias sessões que fizeram durante o suposto período de consulta pública, foi representativa dos 70000 habitantes do concelho do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece ainda perguntar onde, a não ser no site da Quimiparque – Parques Empresariais SA, a população tinha acesso ao estudo elaborado, uma vez que não há nenhum link no site da Câmara Municipal do Barreiro. Não era/é suposto/conveniente/obrigatório/necessário haver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprovação do Estudo foi, no entender do Presidente da Câmara do Barreiro, “&lt;em&gt;um passo de gigante na estratégia para o desenvolvimento do futuro do Barreiro&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a pensar que o Sr. Carlos Humberto, com quem já tive oportunidade de conversar várias vezes, é uma pessoa honesta e que gosta do Barreiro tanto ou mais que eu. Acredito mesmo que se tenha debatido entre, fazer a vontade ao coração ou aos seus ideais políticos. Ganharam os ideais políticos que viram nas taxas para construção a oportunidade de ajudar as finanças da autarquia e indirectamente as finanças do Partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado no Barreiro, Carlos Humberto, conheceu bem a cidade nos seus anos de ouro, quando os concelhos de Palmela, Seixal, Moita e Montijo, ainda sem cinemas e piscinas, olhavam com inveja esta vila onde a CUF e a CP davam trabalho, ajudavam a construir escolas, mantinham dois clubes de futebol na primeira divisão do campeonato, e onde havia um tanque de natação que na altura, como ainda hoje, a ele nos referíamos como “Piscina Municipal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Humberto ainda se recorda, certamente como esta cidade possuía dezenas de colectividades com uma actividade cultural e recreativa intensa, como chegavam à estação do Barreiro Mar, gente de todos os lados do país atraídos pela prosperidade das fábricas e do comércio local, acompanhados pelo sonho de poderem ser funcionários da CUF, da Lisnave ou da Siderurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Humberto não se deve ter esquecido destes tempos em que a CUF deu terrenos e materiais para construir escolas, bairros de habitação social e até estádios de futebol, (um dos quais está agora a ser demolido para dar lugar a edifícios!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no Barreiro que se fez o ensaio para construir o Hospital da CUF, que ainda hoje existe e é referência, não só no país mas também no estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E duvido que Carlos Humberto não saiba que, por vontade de Alfredo da Silva, a CUF instituiu um complemento de reforma vitalício para os velhos funcionários da empresa que hoje, quase setenta anos volvidos sobre a sua morte, os seus trinetos ainda o mantém, respeitando-lhe a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido, mesmo, que Carlos Humberto não saiba mais sobre Alfredo da Silva, a CUF e a importância desta para o Barreiro e para a sua população que a actual Administração da Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Humberto é do Barreiro, é barreirense. A Administração da Quimiparque não pertence ao Barreiro e só cá deverá ter vindo para conhecer o local para onde foram nomeados administradores e continuam a vir porque ainda desempenham essas funções. Acredito que, da mesma forma, aceitarão ir para Freixo de Espada à Cinta se para lá forem nomeados como administradores de outra qualquer empresa do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, como gestores públicos que são, funcionários do Estado às ordens da Parpública, o accionista da Quimiparque, não admira que tenham, nestes últimos cinco anos, feito o possível por atingir os objectivos que lhes foram impostos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Promover as condições necessárias à valorização do património imobiliário da sociedade, designadamente através da dinamização dos processos de aprovação por parte das entidades públicas competentes dos instrumentos de ordenamento do território, e da concretização de acções de requalificação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparar a reestruturação da empresa visando a segregação dos negócios de gestão do parque empresarial e de promoção e desenvolvimento imobiliário.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Consolidar a situação financeira da empresa através de racionalização dos custos e do crescimento dos resultados dos negócios, potenciando o seu contributo para o objectivo de criação de valor para o accionista.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;www.parpublica.pt/docs/Ojectvigestaoemprcontrolada.pdf&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A administração da Quimiparque SA cumpriu o seu dever. Será recompensada pelo accionista, certamente – os BMW’s passarão a ser de modelo superior, os vencimentos maiores e o plafond do cartão de crédito será reforçado – mas o Barreiro ficará mais pobre e mais cidade dormitório do que nunca, com a aprovação deste “Estudo de Desenvolvimento Económico, Empresarial e Urbanístico para o Território da QUIMIPARQUE e Envolvente”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não percebo como pode Carlos Humberto, por um lado preocupar-se com o futuro dos 294 funcionários da AP – Amoníacos de Portugal, SA e, por outro, regozijar-se com a criação de condições para que o Quimiparque possa ser dividido, retalhado, destinando mais de metade do seu território à especulação imobiliária (também está prevista habitação para a zona B), sem pensar que isso afecta 4000 postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Presidente como pode o estudo aprovado “favorecer a instalação de novas actividades económicas modernas que aproveitem a vocação e a mão-de-obra industrial do Barreiro” se em quase metade do território se propõe autorizar construção para habitação? Onde estão, neste tipo de ocupação, as actividades económicas modernas e o aproveitamento da mão-de-obra industrial do Barreiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode dizer – desculpe o termo Sr. Presidente – uma “patacoada” destas quando o território a destinar para construção de habitação é exactamente aquele onde estão instalados clientes do Quimiparque tão importantes como a Sovena, a Tecnibus, a Wartsila Portugal, a Anglex, ou a Flexipiso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Presidente Carlos Humberto certamente sabe o que são estas empresas mas, para aqueles que nos lêem, deixem-me, muito rapidamente, esclarecê-los:&lt;br /&gt;A Sovena produz entre outros produtos o conhecido Óleo Fula e o azeite Oliveira da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tecnibus é um importante reparador nacional de veículos pesados de transporte de passageiros, responsável, entre outras, pelo restauro e reparação de alguns autocarros da frota dos TCB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Wartsila Portugal, faz parte da importante Wartsila Corporation uma empresa finlandesa que equipa, com motores, um em cada dois navios que cruzam os mares do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Anglex, é uma empresa que exporta para todo o mundo os anzóis que produz nas instalações do Barreiro e que equipam as mais importantes frotas pesqueiras desde Espanha ao Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Flexipiso produz, em exclusivo, os conhecidos pisos anti-impacto que equipam os parques infantis de todo o país e começou recentemente a produzir, em exclusivo, rails flexíveis, para protecção de motociclistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro, que frequentou, na altura o único liceu da cidade, que habita no centro, a dois passos do Quimiparque, disse ainda que este “Plano” vai “&lt;em&gt;recuperar e valorizar a frente ribeirinha e a sua relação com Lisboa&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;criar uma rede de espaços públicos qualificados&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá espaço para tudo isto depois do “Plano” de especulação imobiliária e da voracidade manifestada pela CMB pelas taxas de construção a cobrar? E como acreditar que será no Quimiparque que se vão criar espaços públicos de qualidade quando nem sequer se sabem aproveitar as potencialidades da “Avenida da Praia” ou do “Barreiro Velho”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que “estamos” a contar com a boa-vontade da Quimiparque e APL para continuar a fazer “grandes obras” de melhoramento, enquanto os assessores pagos a 3000euros/mês consomem as verbas que a Câmara Municipal poderia aplicar na recuperação e melhorias, por exemplo, de pequenos espaços do Barreiro Velho?&lt;br /&gt;Será, Carlos Humberto, que podemos acreditar, que ao cabo de trinta e tal anos de manifesta incapacidade, vários compadrios, oportunismo e aproveitamento pessoal, que agora vai ser diferente? Porquê, o que é que mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R8raBqi2sLI/AAAAAAAAAHM/D6LtVWvoVAc/s1600-h/Estrat%C3%A9gia+Sum%C3%A1rio+Final+-+Planta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R8rgAai2sMI/AAAAAAAAAHU/xhXOZpX6SuY/s1600-h/Estrategia+Barreiro-Sumario_Page_7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173193419718570178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R8rgAai2sMI/AAAAAAAAAHU/xhXOZpX6SuY/s200/Estrategia+Barreiro-Sumario_Page_7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre o texto dos parágrafos anteriores, e o dos seguintes mediaram alguns dias. Foi o tempo necessário para conseguir recolher, a partir do site da Câmara Municipal, a imagem ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresenta, na forma gráfica, a proposta de Reconversão do Quimiparque e zona envolvente, considerando esta última como uma faixa da cidade, desde o futuro Fórum Barreiro, até à actual estação fluvial, que transforma em marina de recreio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como veremos nas postagens seguintes é, na verdade, um modelo muito parecido com o de Barcelona 22@, como nos disse Augusto Mateus, embora neste caso o grande centro comercial não esteja junto ao rio, mas bem no meio da cidade e a via diagonal catalã seja mais uma curva barreirense, que se baptizou como estrutura ecológica urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa, contudo, de ser curioso como se define, já com algum rigor, a geometria da futura marina mas não se arrisca o esquiço do futuro interface fluvial/Metro Sul do Tejo, antes se opta por manter as estruturas existentes da antiga Nutasa, destinando a este equipamento, precisamente a zona do rio que não permite a atracagem dos barcos da Soflusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é interessante ver como a grande praça de água é afinal o cais existente da Atlanport e como a grande praça, espelho do Terreiro do Paço na margem sul, anunciada pelo Prof. Augusto Mateus, dá lugar a uma série de quarteirões habitacionais, muito bem definidos, fazendo assim “&lt;em&gt;a valorização da relação privilegiada com o rio&lt;/em&gt;”, como nos apresentou o Arqº Tomás Salgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto interessante, desta proposta e que não tinha sido ilustrada até agora, tem que ver com o Metro Sul do Tejo. Repare-se que esta infra-estrutura se movimenta pelo interior da cidade, passando pela futura marina de recreio, o Fórum Barreiro, o futuro terminal fluvial, alimentando a zona destinada a actividades económicas do Quimiparque, para chegar à estação, a construir, na actual escola Álvaro Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma proposta interessante que permite criar uma ligação ao interior da zona de actividades económicas do Quimiparque, permitindo estimular a actividade das empresas instaladas e criar uma atracção maior para potenciar este local como área de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proposta cria contudo um enclave denominado Bairro das Palmeiras que, apesar de ser zona envolvente, não merece ser contemplado neste Plano de Reconversão, parecendo mesmo ser ignorada um anterior cenário onde, contíguo ao bairro, para nascente, seria cedido um terreno com 14 hectares para desenvolver habitação social e onde seriam instalados os actuais moradores deste bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a pensar que a aposta é errada. Começámos a “construir a casa pelo telhado”. Em meu entender não se deveria apostar na construção de habitação para trazer ao Barreiro maior centralidade. Não é a existência de habitação que nos trás qualidade de vida nem sustentabilidade, mas sim a existência de emprego capaz de gerar mais-valias. Se não apostarmos na criação de emprego, atraindo empresas, dando-lhes incentivo e condições para se fixarem no Barreiro, nunca teremos sustentabilidade, qualidade de vida, nem outra coisa que não seja um imenso dormitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revisão do PDM continua com alguns anos de atraso e não deverá estar concluída tão cedo. Basta tentar aceder ao link respectivo no site da Câmara Municipal para se perceber que algo se passa com esta revisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu entender deveriam ter sido criadas zonas de protecção e expansão, junto ao rio (aquelas que estão, nesta proposta, ocupadas com habitação) que ficariam temporariamente ocupadas com zonas verdes dedicadas à pratica desportiva e actividades ao ar livre, eventualmente palco de actividades a dinamizar por colectividades e associações, até se fazer notar a sua falta, fosse para habitação fosse para albergar empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita água passará por debaixo desta ponte a que chamamos Terceira Travessia do Tejo, mesmo até porque ainda não sabemos a sua localização definitiva. Embora mais interessante para nós a alternativa Chelas-Barreiro, tecnicamente outras soluções se apresentam mais atractivas, até do ponto de vista ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma taxa de 40% de fogos desocupados ou devolutos nas freguesias do Lavradio e Alto do Seixalinho só justifica construir mais habitação se conseguirmos atrair mais população, mas para isso é necessário criar emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões apostar na criação de zonas habitacionais junto ao rio será desperdiçar a hipótese de criar, aproveitando as infra-estruturas existentes do Quimiparque e melhorando-as onde for necessário, uma zona geradora de emprego, com a instalação de novas empresas que procuram localizações mais baratas que as da periferia do novo aeroporto de Alcochete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este Plano de Reconversão parece-me que a ideia inicial de qualificar a zona, de criar uma nova Expo, como chegou a ser anunciado, está cada vez mais longe, pelo menos a avaliar pela forma como nos propõem a ocupação do terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei a liberdade de enviar o link deste blog para o e-mail do Sr. Presidente da Câmara do Barreiro porque não quero que me acusem de estar a criticar e a duvidar das intenções da autarquia ou da administração do Quimiparque (a quem mando o link do blog desde o início), sem lhes dar o direito de resposta se assim o entenderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, qualquer comentário, referência, o que seja que façam chegar ao blog do BARREIROXXI será publicada na íntegra. O objectivo é discutir, num lugar acessível a todos, a qualquer hora, o que não foi discutido nas diversas sessões públicas onde as dúvidas dos presentes encontravam a retórica argumentativa e convincente do discurso optimista do Prof. Augusto Mateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está em jogo o futuro de todos nós e dos nossos filhos por isso há que concretizar, apresentar exemplos e não esconder nada. Só se vive uma vez e a vida das pessoas é mais importante que o lucro das empresas de construção civil e das mediadoras imobiliárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores meus, minhas senhoras, está nas nossas mãos não sermos espectadores mas actores. Cabe-vos a vós escolher o lugar que pretendem ocupar. Eu já escolhi. Esta solução não me serve, não acredito nela. É demasiado rebuscada e para mim evidente que a montanha se prepara para parir um rato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sempre vosso&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-745246578445575939?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/745246578445575939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=745246578445575939' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/745246578445575939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/745246578445575939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/03/o-euromilhes-saiu-na-quimiparque.html' title='O EUROMILHÕES SAIU Á QUIMIPARQUE'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R8rgAai2sMI/AAAAAAAAAHU/xhXOZpX6SuY/s72-c/Estrategia+Barreiro-Sumario_Page_7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2974826379322726019</id><published>2008-02-19T15:35:00.000-08:00</published><updated>2008-02-19T16:44:57.568-08:00</updated><title type='text'>E o Quimiparque, já está a arder?</title><content type='html'>Na última postagem escrevemos, sobre as conclusões a que a equipa do Prof. Augusto Mateus chegou para a reconversão do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos que Augusto Mateus propõe a divisão do actual parque empresarial em três zonas, das quais, apenas a primeira escapa à inclusão de habitação. Trata-se da zona que designou como Zona A e para onde pretende deslocalizar o actual porto de descarga de produtos sólidos da Atlanport e, em simultâneo, alojar um terminal de carga e descarga de contentores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R7toO-nY2oI/AAAAAAAAAGc/5gmkbxkiOfM/s1600-h/Google-Areas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168839603873438338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R7toO-nY2oI/AAAAAAAAAGc/5gmkbxkiOfM/s320/Google-Areas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já me parece estranho que, estando prevista para esta zona a TTT cujo tabuleiro passará a 20metros de altura, inviabilizando deste modo a utilização do Mar da Palha, como local de movimentação e fundeamento de navios em espera, se pretenda também lá fazer chegar navios porta contentores, cruzando-se em simultâneo com os de passageiros que demandam, a partir de Lisboa, o Seixal, o Barreiro e o Montijo, para além dos habituais navios tanque que descarregam combustível na LBC-Tanquipor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo é mais estranho quando se assiste à movimentação das forças da autarquia contra a AP - Amoníaco de Portugal, SA e a Fisipe – Fibras Sintéticas de Portugal, SA, que tão depressa atacam estas empresas com base na poluição que desenvolvem e do perigo que podem constituir para as populações as suas actividades como logo de seguida se lhes pede (EXIGE-SE-LHES!) que não encerrem as fábricas para não causar desemprego e ao mesmo tempo se aceite de bom grado ver, paredes meias com a vila do Lavradio, instalações portuárias que, todos sabemos, podem movimentar cargas de vária natureza, incluindo resíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é feito do velho chavão de “&lt;em&gt;devolver o rio à cidade&lt;/em&gt;”? Nesta zona já não é preciso devolver nada? Será isso só para a zona ribeirinha onde se quer cobrar taxas de construção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Zona B admitem-se amontoar os materiais contaminados de outras áreas do Quimiparque, para depois os cobrir de vegetação e assim constituir uma barreira verde, natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a movimentação, transporte e deposição destes materiais não são nocivos para a saúde? Não serão estas tarefas susceptíveis de contaminar, por acção do vento e durante o seu transporte, as áreas envolventes? E como é que solos carregados de materiais nocivos deixam de ser nocivos quando depositados mais longe do “&lt;em&gt;novo centro&lt;/em&gt;”? Só porque ficam mais perto da periferia e ficam escondidos com relvinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se define a Zona B como “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Zona de actividades económicas diversificadas, incluindo as actividades económicas actualmente instaladas, com exclusão das indústrias não compatíveis com meio urbano que serão deslocalizadas, eventualmente para a zona A&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” e se continua dizendo que é uma “&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Zona de charneira entre a zona A e a zona C, de usos mais tipicamente urbanos&lt;/em&gt;” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;e nela se admitem&lt;/span&gt; ”&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;actividades mistas qualificadas, baseadas no conhecimento e na criatividade, serviços às empresas e às famílias e uma percentagem limitada de habitação&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” não vos parece, Prof. Mateus e Arqº Salgado, que temos aqui uma grande salganhada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando falam em empresas com usos tipicamente urbanos referem-se a que tipo de empresas? Estabelecimentos comerciais …, consultórios médicos …, restaurantes …, estabelecimentos de consumo …, bancos…? Será uma bomba de gasolina, no vosso entender compatível com usos urbanos? E uma serralharia de alumínios, ou uma oficina de bate-chapas e pintura? E uma instalação de carpintaria e marcenaria, uma pequena instalação de fabrico de detergentes, uma oficina de montagens eléctricas e instrumentos, uma oficina gráfica, uma empresa de limpezas industriais, um estúdio de gravação e uma tipografia, são compatíveis com usos tipicamente urbanos? Não seria bom concretizar com alguns exemplos para que todos pudessem perceber melhor o que propõem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como vai coexistir “&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;uma percentagem limitada de habitação&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;” com uma instalação de produção de plásticos e de materiais de poliuretano ou de fibra de vidro? Ou com uma pequena indústria de fabrico de condutas e componentes para AVAC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas surpreende-me também quando escrevem que “&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;As actividades que se prevêem para esta zona estão na linha das que se encontram actualmente na zona devendo haver um esforço institucional no sentido de promover a instalação de actividades mais qualificadas, baseadas no conhecimento e na criatividade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então em que é que ficamos? Mantemos as que estão? Atraímos outras melhores mais modernas, limpinhas e mais qualificadas? Metemos tudo ao barulho...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderão coexistir as empresas mais qualificadas, por exemplo um estúdio de cinema e televisão ou um laboratório de electrónica com uma serralharia de alumínios? Uma clínica com uma empresa produtora de rações para animais? Uma empresa de reciclagem de radiografias com um restaurante? Alguém se está a esquecer de ordenar o existente e depois partir para mais altos voos ou é impressão minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é também a proposta para o Bairro das Palmeiras, que fica no limite da Zona B, paredes-meias com a zona de habitação por excelência (... ou de habitação para as excelências).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Bairro das Palmeiras nem uma palavra. A requalificação urbana não entra aqui, até porque será estabelecida a ligação directa ao Lavradio pelo interior do Quimiparque, precisamente pela linha que divide as Zonas B e C e, desta forma, o Bairro das Palmeiras ficará escondido dos olhares. Ora todos sabemos que o que a vista não vê …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por último a Zona C (“C” de Casas e Casinhas, Construção, Centros Comerciais, etc …).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona C é aquela destinada a habitação, Comércio e Serviços. Perspectiva-se para esta zona “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;qualificação urbana, com as actividades mais nobres, incluindo habitação, comércio e serviços&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” Quais? O Prof. Augusto Mateus e o Arqº Salgado apresentam um Plano de Reconversão e continuam sem concretizar nada. Dêem-nos um exemplo para podermos perceber o que entendem por actividades nobres – Hospitais de Cirurgia Cardio-Vascular, Software Houses ou Fábricas de Relojoaria e Roupas de Autor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem, no entanto, dizer o que não querem nesta zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não querem “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;as actividades industriais e de armazenagem actualmente existentes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”, o que nos leva a constatar que apontam a porta da rua à Sovena (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ver anterior postagem para perceber a dimensão e importância desta empresa&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua substituição propõem-se alcançar “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;melhor qualidade do espaço público e do edificado e a instalação de equipamentos e serviços públicos âncora que a dinamizem e que criem novos postos de trabalho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”, garantindo que a “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;sua concretização passa pela qualificação da frente ribeirinha, pela criação de espaços públicos bem dimensionados, permitindo, através da sua malha viária resolver alguns dos constrangimentos hoje existentes no centro da cidade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Que bonito … tem todos os chavões que nos são familiares nos últimos tempos – qualificação da frente urbana, espaços públicos bem dimensionados -  e chegam mesmo a dizer-nos ser necessário criar uma malha viária para resolver o trânsito caótico do Barreiro, mas apontam como única solução uma ligação pela Rua da CUF, uma via existente, de 6 metros de perfil transversal, sem passeios, a desembocar, pelo interior do parque empresarial, no Lavradio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos o MasterPlan do Arqº Miguel Correia fazia propostas concretas, no que à malha viária diz respeito…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Zona A não se esgota nestas propostas de Habitação, Comércio e Serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta zona o Plano de Reconversão chega mesmo a chamar-nos a atenção para o facto de que “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma das operações fundamentais para a criação de centralidade nesta zona é a transferência do terminal fluvial de passageiros para o actual terminal de carga (ATLANPORT) e a mudança do traçado do MST de forma a servir o novo terminal fluvial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto só não chega e Augusto Mateus/Risco deixam-nos a certeza que “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O novo centro a criar contempla, nas imediações do novo terminal fluvial, uma grande praça urbana e uma grande praça de água. A avaliação de pormenor da contaminação dos solos e águas subterrâneas permitirá eventualmente que a função da praça de água possa ser mais ambiciosa, permitindo a entrada de barcos de recreio de grandes dimensões&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R7tpOenY2qI/AAAAAAAAAGs/ovYOJGEYIRs/s1600-h/Compara%C3%A7%C3%A3o+Areas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168840694795131554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R7tpOenY2qI/AAAAAAAAAGs/ovYOJGEYIRs/s320/Compara%C3%A7%C3%A3o+Areas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isto é bonito ... não concretizam nem propõem uma solução para o actual caos viário do Barreiro, mas não se inibem em acenar-nos com um cenário idílico onde nem faltam os veleiros a passear pela Av. Alfredo da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave é a questão de escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho-vos que olhem para a figura ao lado, onde se sobrepôs ao cais da Atlanport, a actual estação fluvial e respectiva zona de parqueamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe? Que espaço ocupa? E ainda faltam a grande praça urbana e a grande praça de água …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, admitindo que estes projectos são possíveis (quando Deus quer o Homem pode!), será correcto desmantelar um equipamento construído há uma dezena de anos, como é o caso da estação fluvial do Barreiro, sem que ela tenha sido ainda rentabilizada, só porque dá mais jeito para um novo Plano Urbano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um país tão rico que nos possamos dar ao luxo de demolir o que ainda não está obsoleto só para não adaptarmos a concepção às limitações existentes e, de um ponto de vista que eu considero egoísta, gastarmos milhões que pertencem aos contribuintes para erguermos o monumento à mesma megalomania que construiu estádios que agora se encontram vazios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus senhores, senhoras minhas, este capitão já não consegue aturar ideias de gente que gastou os últimos trinta anos a fazer-se ouvir, pagos a peso de ouro, mas sem mostrarem resultados práticos que não sejam este estranho modo de destruir primeiro sem nada fazer a seguir. É o Parque Mayer style, o Feira Popular Fashion ou mais recentemente o encerra maternidades way-of-life que nos tem deixado a todos mais pobres e pessimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de trabalhar senhores meus, minhas senhoras, vamos fazer pela vida que o patrão precisa que o ajudemos a pagar o nosso ordenado, mas prometo-vos que a próxima postagem não irá demorar tanto como esta e irá apresentar-vos os modelos em que se basearam Augusto Mateus e sua equipa – Barcelona 22@ e Dublin Docklands – para que possam julgar por vocês se os modelos se podem/devem aplicar ao Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, despede-se este sempre vosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2974826379322726019?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2974826379322726019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2974826379322726019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2974826379322726019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2974826379322726019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/02/e-o-quimiparque-j-est-arder.html' title='E o Quimiparque, já está a arder?'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R7toO-nY2oI/AAAAAAAAAGc/5gmkbxkiOfM/s72-c/Google-Areas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-5342364102022269859</id><published>2008-02-06T14:51:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T15:06:44.906-08:00</updated><title type='text'>… e quem levar este Plano de Reconversão do QUIMIPARQUE …</title><content type='html'>(leva também este jogo de lençóis, este faqueiro de prata e três edredons!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span &gt;A nossa história começa em Setembro de 2007, já no fim das festas populares que durante o mês de Agosto acontecem um pouco por todo o país, quando os feirantes que nos vendem faqueiros de prata e lençóis de cama que nos deixam os pés destapados regressam a casa, uns de camião vazio outros nem por isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É também nesta altura que, tostados do Verão ou já com o peso das saudades de quem deixou a família na aldeia da serra, se regressa ao trabalho, ainda com o desejo de prolongar o período de lazer e descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, no entanto, aproveitam o Verão, época em que o país pára quase por completo para, talvez no sossego da cidade vazia, se tornarem mais produtivos que no resto do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com o Plano de Reconversão do Quimiparque, senão atente-se nas datas:&lt;br /&gt;. Setembro de 2007 – a empresa Risco, SA apresenta o seu estudo intitulado “&lt;em&gt;Quimiparque – Uma estratégia de Desenvolvimento Urbanístico&lt;/em&gt;”;&lt;br /&gt;. Setembro de 2007 – a empresa Augusto Mateus &amp;amp; Associados, Lda apresenta o seu estudo intitulado ”&lt;em&gt;Estratégia de Desenvolvimento Empresarial e Urbano do Barreiro&lt;/em&gt;”;&lt;br /&gt;. Setembro de 2007 – datado de 21 deste mês, a Câmara Municipal do Barreiro apresenta o relatório correspondente à 2ª fase do “&lt;em&gt;Diagnóstico estratégico e prospectivo – estratégia de desenvolvimento urbano dos terrenos da Quimiparque&lt;/em&gt;” realizado pelo Risco a pedido da Câmara Municipal do Barreiro e da Quimiparque, em articulação com o estudo do gabinete Augusto Mateus e Associados “&lt;em&gt;Uma estratégia de ‘reindustrialização’ para o Barreiro como alavanca do seu desenvolvimento urbano competitivo e da valorização do Quimiparque&lt;/em&gt;” – (gosto particularmente das plicas na palavra reindustrialização);&lt;br /&gt;. Setembro de 2007 – O Prof. Augusto Mateus apresenta outro relatório, este intitulado “&lt;em&gt;Desenvolvimento Empresarial e Urbano do Barreiro: Estratégia e Plano de Acção&lt;/em&gt;”;&lt;br /&gt;. 29 de Setembro de 2007 – Apresentação pública, no Auditório Augusto Cabrita, do Plano de Reconversão do Quimiparque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como é bonito constatar que, no calor do Verão suavizado pelo aparelho de ar condicionado, se produzem tantas páginas de ideias, sobre matéria tão importante como o futuro da vida dos 4000 trabalhadores que operam nas cerca de 300 empresas do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como é bonito constatar que, de repente, se decide sobre o futuro de uma área que, ocupando 10% da área do Concelho do Barreiro, passara por variadas propostas e estudos desde 2001, viu ser mandado para o balde do lixo um Masterplan que demorou anos a elaborar (e sofreu a contestação do PCP quando era oposição – ver &lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&amp;amp;rec=2413&lt;/span&gt; e também &lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&amp;amp;rec=2545&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi vontade de terminar a saga que consumiu anos e recursos, humanos e materiais, (muitas dezenas de milhares de contos, segundo se consta, das contas bancárias da Quimiparque), ou outros interesses o que, num final de Verão, fez com que tudo se desenrolasse a velocidade vertiginosa, quando o PDM ainda está em estudo (dizem…!) e o Fórum Barreiro já havia começado a ser construído, mesmo sem ter acessibilidades definidas nem infraestruturas concluídas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-family:times new roman;color:#3366ff;"&gt;Vontade de dizer mal!&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#009900;"&gt;Este rapaz é ruim e não vai longe!&lt;/span&gt;” – dirão uns – “&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc33cc;"&gt;Má-língua de quem não gosta do Barreiro!&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff9900;"&gt;Isto é coisa do partido …&lt;/span&gt;” – dirão ainda outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como andam curiosos …! Não, meus amigos, o Captain Jack não necessita de directrizes de líderes partidários, utiliza a sabedoria que Deus lhe deu e recusa-se a pôr palas nos olhos para catalogar todas as ideias em termos politico-partidários. Não escondo que o antepassado deste “&lt;em&gt;Plano de Reconversão&lt;/em&gt;”, o célebre “&lt;em&gt;Masterplan&lt;/em&gt;”, era, na minha opinião, um conjunto de bonitos desenhos que definiam volumes, na sua maioria desproporcionados e inexequíveis só para justificar a ganância (em espanhol significa Lucro) da especulação imobiliária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha contudo a virtude de definir acessibilidades que não partiam em dois o Quimiparque mas antes o potenciavam (ou não tivessem estas sido estudadas e propostas pelo CISED do Prof. Nunes da Silva – esse mesmo, um dos que levou o aeroporto para Alcochete).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desenganem-se, senhores meus, minhas senhoras, que tanta produção em Setembro de 2007 não foi espontânea nem fruto de trabalho aturado e súbito. Os mais atentos que, como eu, seguem estas coisas de “Masterplans” e “Planos de Reconversão” cá da quinta, sabem que quando a equipa do Arqº Miguel Correia desenvolveu a sua proposta consultou um documento intitulado “Renovação Urbanística no Barreiro – Para um modelo urbano de Desenvolvimento Avançado” patrocinado pela Câmara Municipal do Barreiro e elaborado pela empresa … Risco, SA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, Fernando, Fernando, agora é que vinha mesmo a calhar um dos teus “E esta, hein?!”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Masterplan foi apresentado no princípio de 2005 mas o estudo consultado, e acima referido, havia sido encomendado no último mandato autárquico da CDU, antes de esta perder a Câmara para o PS, pelo então presidente que contava com as ideias do Arqº Manuel Salgado para dar uma ajudinha nas eleições que se avizinhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas não correram de feição à CDU, como todos sabemos, que pagou pelo marasmo do concelho em quase trinta anos de poder e abriu portas a que o PS namorasse a Quimiparque, SA, para que esta pudesse desenvolver o seu Masterplan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas eleições, novo castigo aos autarcas que prometeram e não foram capazes de cumprir e o PS deu, de novo, lugar à CDU, com um elenco de candidatos que ficou tão surpreendido por ganhar como o PS por ter perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque tardassem a chegar as ordens e directrizes da Soeiro Pereira Gomes, o Masterplan foi andando pelos corredores da Câmara Municipal, empurrado de secretária para secretária, de acerto em acerto, discussão em discussão até que se extingue de vez para dar lugar ao “&lt;em&gt;Plano de Reconversão do Quimiparque&lt;/em&gt;” (agora numa versão paga pela Quimiparque, sem torres eólicas nem indústrias de produção de energia limpa, mas mantendo e até ampliando as áreas para habitação..., comércio e serviços).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora é precisamente a proposta que é apresentada em 29 de Setembro de 2007 que me deixa completamente baralhado uma vez que da leitura do relatório-Diagnóstico do Prof. Augusto Mateus algumas conclusões parecem ser incontornáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A indústria foi a mola impulsionadora da transformação da vila e do seu tecido social, de forma positiva;&lt;br /&gt;2) O crescimento da vila deu-se no sentido da aproximação do local de trabalho que era a fábrica e não o contrário;&lt;br /&gt;3) Foi o desempenho industrial que esteve na origem do aumento do número de habitantes, do crescimento e elevação da vila a cidade, pela importância que esta adquiriu;&lt;br /&gt;4) É também Augusto Mateus que nos diz que “ &lt;em&gt;Para que uma região seja competitiva, deverá ter, tanto um nível elevado de produtividade (…) como uma quantidade satisfatória de postos de trabalho ocupados (…)&lt;/em&gt;” para, conclui “&lt;em&gt;criar os empregos que permitam mobilizar os recursos humanos disponíveis&lt;/em&gt;”;&lt;br /&gt;5) Assume-se no diagnóstico feito que “&lt;em&gt;O Concelho do Barreiro, revelando um volume de entradas inferior ao volume de saídas, ou seja, registando um saldo de emprego de sinal negativo (…)&lt;/em&gt;” corre o risco de se transformar numa cidade dormitório, como Massamá, Rio de Mouro, Amadora e tantas outras na zona de Lisboa (esta comparação com estas localidades é da minha responsabilidade, não de Augusto Mateus);&lt;br /&gt;6) Conclui Augusto Mateus que o êxodo da população se dá por falta de emprego, que diminuiu rapidamente com o desmembramento da CUF/Quimigal e da CP no Barreiro;&lt;br /&gt;7) Estuda o nível de formação escolar dos habitantes do Barreiro para chegar à conclusão que 56.9% dos barreirenses possuem o 2º ciclo da escolaridade ou superior, 12.9% dos quais são mesmo detentores de curso médio ou superior (acima da média nacional que é de 11.5%);&lt;br /&gt;8) Relativamente ao tecido empresarial 9% das empresas da península de Setúbal situam-se no Barreiro bem assim como 8% do emprego, dando ao concelho o lugar de 4º maior exportador do distrito;&lt;br /&gt;9) A páginas 91 e seguintes do seu relatório-diagnóstico Augusto Mateus refere a perda de importância do tecido empresarial do Barreiro como gerador de emprego, registando um comportamento negativo para depois dizer que “&lt;em&gt;se torna óbvio que o Barreiro necessita urgentemente de potenciar a sua dinâmica de iniciativa empresarial&lt;/em&gt;”;&lt;br /&gt;10) As actuais excelentes condições quer infraestruturais quer de sinergias internas geradas pelo Quimiparque, para atrair ainda mais empresas que as 300 que já estão instaladas, de entre as quais 3 das 5 maiores do concelho, em termos de empregabilidade, são enunciadas nas páginas 110 a 119 do mesmo relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante estas conclusões seria de esperar que o Prof. Augusto Mateus defendesse a manutenção deste território com a melhoria das condições existentes e não, como parece, fazer destas tábua rasa e transformar o Quimiparque num território dividido em três zonas com características distintas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zona A&lt;/strong&gt; – a nascente do canal da Terceira Travessia do Tejo (TTT)&lt;br /&gt;Zona de predominância de actividades logísticas e industriais de médio porte, articulada com a actividade do Porto de Lisboa e caracterizada por dispor de boas ligações aos sistemas de transporte marítimo/fluvial, ferroviário e rodoviário. Esta zona inclui actividades industriais em laboração, que se admite venham a ser desafectadas a médio prazo e incluirá novas actividades industriais dentro dos parâmetros ambientais legalmente exigíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zona B&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Localiza-se a poente do canal da TTT e integra ainda o loteamento industrial SALIS PARK, já construído e será separada da zona de logística pesada por um corredor verde. Este poderá aproveitar a modelação do terreno para reduzir o impacte visual da ponte e, ainda, para servir de depósito de materiais contaminados a remover de outras zonas.&lt;br /&gt;Terá actividades económicas diversificadas, incluindo aquelas actualmente instaladas, com exclusão das indústrias não compatíveis com meio urbano que serão deslocalizadas, eventualmente para a zona A.&lt;br /&gt;Constituirá uma zona de charneira entre a A e a C, de usos mais tipicamente urbanos, admitindo-se actividades mistas qualificadas, baseadas no conhecimento e na criatividade, serviços às empresas e às famílias e uma percentagem limitada de habitação.&lt;br /&gt;A zona B integra o parque empresarial e os espaços comerciais existentes, com as eventuais alterações do espaço exterior do Feira Nova decorrentes da implantação da nova ponte.&lt;br /&gt;As actividades que se prevêem para esta zona estão na linha das que se encontram actualmente na zona devendo haver um esforço institucional no sentido de promover a instalação de actividades mais qualificadas, baseadas no conhecimento e na criatividade.&lt;br /&gt;O Bairro das Palmeiras, a integrar nesta zona, deve ser objecto de um projecto específico de reestruturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Zona C&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Zoa de qualificação urbana, com as actividades mais nobres, incluindo habitação, comércio e serviços. Faz a transição para a cidade consolidada e deve integrar uma das três novas centralidades propostas, na zona mais qualificada do ponto de vista da localização (ver planta da proposta).&lt;br /&gt;Exige a retirada de todas as actividades industriais e de armazenagem actualmente existentes.&lt;br /&gt;A sua concretização passa pela qualificação da frente ribeirinha, pela criação de espaços públicos bem dimensionados, permitindo, através da sua malha viária resolver alguns dos constrangimentos hoje existentes no centro da cidade.&lt;br /&gt;Zona mista, residencial e de actividades económicas qualificadas, comércio e serviços. Faz a transição entre a zona de actividades económicas B e a cidade antiga, constituindo uma extensão desta última.&lt;br /&gt;Deve promover-se a melhor qualidade do espaço público e do edificado e a instalação de equipamentos e serviços públicos âncora que a dinamizem e que criem novos postos de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164004993282478034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R6o7LmryD9I/AAAAAAAAAGU/Or_rAr5rJkQ/s320/3zonasQuimiparque.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Onde está aqui então contemplado a prioridade de criar emprego para atrair habitantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está, afinal, a potenciação da dinâmica da iniciativa empresarial do Barreiro, de que fala Augusto Mateus na página 99 do seu diagnóstico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as condições propícias ao desenvolvimento empresarial existentes no Quimiparque e que Augusto Mateus refere nas páginas 110 a 119 do seu relatório, para que serviram? Para nos dizer o que se vai desperdiçar a seguir, como o que já desperdiçaram os diversos autarcas e governantes que o país tem conhecido nos últimos 30 anos e dos quais Augusto Mateus também fez parte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como explica o Prof. Augusto Mateus que depois de escrever que “&lt;em&gt;existem hoje malhas urbanas na cidade que apresentam elevadas percentagens de fogos vagos, designadamente nas zonas da freguesia do Barreiro e Lavradio&lt;/em&gt;”, portanto muito perto do Quimiparque, venha agora propor uma zona C dedicada para edifícios de habitação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque razão urbanística se enclausura a zona empresarial a manter, cercada por zonas urbanas habitacionais, sem possibilidade de permitir que a primeira possa cresça e se expanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ajudar a criar emprego qualificado, para absorver os cerca de 12.9% de barreirenses detentores de cursos médios ou superiores, a deslocalização proposta da fábrica da Sovena, que “&lt;em&gt;emprega 170 trabalhadores, possui uma capacidade diária de refinação de 270 toneladas de girassol e de 190 toneladas de soja, está preparada para embalar 30 toneladas de óleo e 35 toneladas de azeite por dia e tem espaço de armazenagem para 8500 paletes"&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos centros comerciais, atafulhados de Lacostes, Pull&amp;amp;Bears, Timberlands, Gatos Pretos, Dolce e Gabanas, Zaras, Mangos, H&amp;amp;Ms, Fnacs, Continentes, Senhores Frangos à Guia, Comidas a Peso, MacDonald’s, Pizzas Hut, Vodafones, e outros tantos como estes, serão necessários para compensar a perda de emprego que a destruição do Quimiparque nos irá trazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente Augusto Mateus não dará resposta a estas questões não porque não o pudesse fazer. Todos conhecemos o seu dom de palavra e poder de argumentação, mas porque outros irão responder por ele, escondendo os seus interesses atrás de documentos legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente dirão que “Entre as opções estratégicas territoriais para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, o PNPOT refere expressamente: ‘&lt;em&gt;Reabilitar os espaços industriais abandonados, com projectos de referência internacional nos de maior valia em termos de localização, em particular nos que permitam valorizar as qualidades cénicas do Tejo'&lt;/em&gt; e '&lt;em&gt;Reabilitar os estuários do Tejo e Sado e as frentes ribeirinhas urbanas&lt;/em&gt;’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irão concerteza afirmar que “Nas opções para o desenvolvimento do território para a Área Metropolitana de Lisboa, o PNPOT propõe ‘&lt;em&gt;desenvolver programas integrados de renovação dos espaços industriais abandonados com soluções que criem novas centralidades e referências no espaço urbano” e “revitalizar os centros históricos&lt;/em&gt;’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou mesmo recordarão que “O Plano Director Municipal (PDM) do Barreiro, de Novembro de 1993, ainda em vigor, classifica esta área como ‘&lt;em&gt;área industrial em reconversão&lt;/em&gt;’, referindo que ‘&lt;em&gt;embora degradada detém um elevado potencial de renovação e desenvolvimento, podendo vir a constituir um vector importante do desenvolvimento do concelho&lt;/em&gt;’. O PDM estabelece que as opções de desenvolvimento e renovação desta área devem traduzir-se num plano de urbanização e define as orientações genéricas para esse plano, nas quais se inclui a ‘&lt;em&gt;redefinição global do uso do solo tendo em vista a progressiva substituição das ocupações degradadas e obsoletas e a instalação de novos usos que melhor rentabilizem este espaço&lt;/em&gt;’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também lhes direi o que penso, sem precisar de citar documentos antigos, alguns com 14 anos de existência, perfeitamente desactualizados e já “ilegalmente em uso legal”, como é o nosso PDM, mas isso será na próxima semana, porque o texto hoje já vai longo e vocês têm que trabalhar para que os detentores dos altos cargos de gestão pública possam ter dinheirinho para os gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá senhores meus, minhas senhoras fiquem com toda a consideração e respeito deste que se assina&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-5342364102022269859?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/5342364102022269859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=5342364102022269859' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/5342364102022269859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/5342364102022269859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/02/e-quem-levar-este-plano-de-reconverso.html' title='… e quem levar este Plano de Reconversão do QUIMIPARQUE …'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R6o7LmryD9I/AAAAAAAAAGU/Or_rAr5rJkQ/s72-c/3zonasQuimiparque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2150054125325562538</id><published>2008-01-29T16:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T17:16:59.556-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plano de Reconversao'/><title type='text'>Plano de reconversão do QUIMIPARQUE</title><content type='html'>(O diagnóstico de Augusto Mateus – parte II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuação do seu relatório o Prof. Augusto Mateus aponta ainda outros factores que ajudam a caracterizar a realidade do Barreiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do ponto de vista da especialização produtiva, verifica-se que a actividade económica no Barreiro se encontra muito centrada em quatro sectores: comércio, indústrias transformadoras, construção e alojamento e restauração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No comércio, estão 39% dos estabelecimentos e 31% dos empregados por conta de outrem deste concelho. Nas indústrias transformadoras, estão 8% dos estabelecimentos e 21% do empregados por conta de outrem. Na construção, estão 12% dos estabelecimentos e 11% do emprego por conta de outrem. Finalmente, no alojamento e restauração, estão 15% dos estabelecimentos e 9% do emprego por conta de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma análise mais fina às indústrias transformadoras, verifica-se que o Barreiro apresenta uma especialização relevante na indústria química e uma presença assinalável na indústria metálica, na indústria do papel e da madeira, nas indústrias alimentares e na indústria dos materiais de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta especialização decorre, em larga medida, dos fortes e continuados investimentos que a CUF e a REFER efectuaram, durante uma grande parte do século XX, em muitos dos terrenos que actualmente integram o Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando por referência a tipologia desenvolvida pela OCDE em finais da década de 90 que permite classificar os sectores industriais segundo o seu grau de intensidade tecnológica, verifica-se que o Barreiro possui uma especialização produtiva muito centrada em sectores de média-alta tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista da dinâmica empresarial recente, o concelho do Barreiro apresenta uma evolução muito tímida e comparativamente pior do que a média da Península de Setúbal e do que a média do país como um todo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161056575543184994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_BnGryDmI/AAAAAAAAADY/sVj4ewyqR0o/s320/Text5-imag1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fruto desta performance, o concelho do Barreiro perdeu importância relativa em termos de localização empresarial na Península de Setúbal e em Portugal como um todo. O peso relativo do total das empresas existentes no concelho do Barreiro na Península de Setúbal, por exemplo, caiu de 9,3% para 8,6%; o peso dos estabelecimentos diminuiu de 10,2% para 9,2%; o peso do emprego por conta de outrem reduziu-se de 9,3% para 8,1%.&lt;br /&gt;Este comportamento é, por si só, negativo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161057275622854274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_CP2ryDoI/AAAAAAAAADo/PfD3t6vhQGg/s320/Text5-imag2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Neste quadro, torna-se óbvio que o Barreiro necessita urgentemente de potenciar a sua dinâmica de iniciativa empresarial. Assumindo um cenário em que, a breve prazo, o Barreiro consegue melhorar significativamente a sua capacidade de atracção para novas empresas e novos investimentos, achamos que este concelho terá condições, desde logo, para reforçar a sua tradição na indústria química e metálica, sobretudo nos segmentos mais leves e limpos do negócio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_CtmryDpI/AAAAAAAAADw/cILqcvXvUu0/s1600-h/Text5-imag3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161057786723962514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_CtmryDpI/AAAAAAAAADw/cILqcvXvUu0/s320/Text5-imag3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do ponto de vista das saídas de mercadorias para o exterior, o Barreiro posiciona-se como o quarto concelho mais exportador da Península de Setúbal, embora a grande distância do principal pólo exportador da região onde se encontra inserido que é Palmela.&lt;br /&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante no relatório ficamos a saber que, enquanto o Barreiro é responsável por 3,7% do total das saídas (expedições e exportações) da Península de Setúbal, Palmela responde por 58,1%, Setúbal por 22,3% e o Seixal por 10,9%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o levantamento sócio-económico avança o Prof. Augusto Mateus para a análise do Quimiparque no Contexto do Barreiro, apresentando, em primeiro lugar uma caracterização geral do parque empresarial do Barreiro, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;br /&gt;O Quimiparque, no Barreiro, é uma enorme infra-estrutura de acolhimento empresarial que pertencente à Quimiparque – Parques Empresariais, SA, uma empresa portuguesa que tem por vocação principal gerir e desenvolver parques empresariais. Actualmente, com 17 anos de existência, gere dois grandes parques empresariais em Portugal (um no concelho do Barreiro e outro em Estarreja) e detém ainda interesses num outro em Vendas Novas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161062339389296402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_G2mryDxI/AAAAAAAAAEw/piYDRTzvs8M/s320/Text5-imag4.jpg" border="0" /&gt; Em 1977, após a sua nacionalização (da CUF) e a dos outros dois produtores portugueses de adubos, operou-se uma fusão que deu origem à Quimigal. Esta empresa passou, assim, a dispor de dois outros complexos industriais – um dos quais situado em Estarreja. A actividade empresarial da Quimigal passou por diferentes fases ao sabor de conjunturas económicas, comerciais e sociais, até que, já sociedade anónima, foi alvo de uma reestruturação de que resultou a autonomização dos seus diversos negócios em empresas, parte das quais foram seguidamente privatizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste quadro que, em 1989, a Quimiparque, SA, foi constituída. Esta empresa foi criada para gerir e potenciar os avultados bens patrimoniais em terrenos e edifícios anteriormente detidos pela Quimigal, bem como a completa rede de infra-estruturas que integravam os complexos industriais do Barreiro e de Estarreja, entretanto convertidos em parques empresariais. Com o início da actividade da Quimiparque em 1990, já com 40 empresas instaladas, começou-se a desenvolver um trabalho de recuperação de edifícios, renovação de arruamentos e equipamentos e reabilitação de áreas degradadas, melhorando, de forma sustentada, o meio ambiente e as condições de funcionamento das instalações. Este trabalho permitiu que se mantivessem em laboração as empresas que já estavam instaladas antes da constituição da Quimiparque, SA, e possibilitou, ao longo do tempo, o estabelecimento, nos seus dois parques empresariais, de mais de 400 novas empresas. Em consequência, assistiu-se à recuperação de mais de cinco milhares de postos de trabalho, facto que contribuiu de forma importante para atenuar os efeitos do emprego perdido com o decorrer do processo de reestruturação e reconversão que esteve na sua génese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localização (do Quimiparque) beneficia da existência de dois portos (um para carga geral e outro para movimentação e armazenamento de produtos líquidos) e de uma relativa proximidade ao aeroporto de Lisboa e mesmo à fronteira com Espanha. A partir dela, existem ligações rápidas à capital por auto-estrada e via rápida através das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama e pela frota de catamarãs da Soflusa, encontrando-se em fase de estudo a ligação ao Seixal através de uma ponte sobre o rio Coina. As ligações ao norte do país agilizam-se com a A13 (Marateca-Santarém). A futura ponte do Carregado-Benavente promete alargar ainda mais o leque de acessibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu interior, o Quimiparque é atravessado por uma vasta rede rodoviária asfaltada e por caminho-de-ferro com ligação à rede ferroviária nacional. Possui redes gerais de energia eléctrica, gás natural, água, telecomunicações, iluminação e esgotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_HSmryDzI/AAAAAAAAAFA/IuzxOQn2IFM/s1600-h/Text5-imag5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161062820425633586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_HSmryDzI/AAAAAAAAAFA/IuzxOQn2IFM/s320/Text5-imag5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Actualmente, o Quimiparque alberga 295 empresas dos mais diversos ramos da indústria, comércio e serviços, incluindo diversas escolas e centros de formação, designadamente a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (pólo do Instituto Politécnico de Setúbal). No entanto, prevê-se para breve o desaparecimento de algumas destas empresas ou a sua deslocalização para outras zonas do concelho num processo gradual que entronca numa incontornável requalificação da antiga área industrial da Quimigal/CUF. O Quimiparque reanimou a antiga zona da Quimigal, tornando-a rentável através da adaptação das instalações para pequenas e médias empresas. Criou infra-estruturas e demoliu edifícios de antigas empresas, procurando respeitar sempre o património histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_EsGryDtI/AAAAAAAAAEQ/rr8iLPxZZYY/s1600-h/Text5-imag6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161059959977414354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="215" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_EsGryDtI/AAAAAAAAAEQ/rr8iLPxZZYY/s320/Text5-imag6.jpg" width="276" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao nível do acolhimento empresarial, o parque disponibiliza espaços muito variados para a instalação de novas empresas, desde pequenos escritórios até médias e grandes superfícies multi-usos ou armazéns, com dimensões que variam entre poucos metros quadrados e os milhares de metros. Edifício Tejo, Edifício Sado, Edifício Guadiana, Edifício Mondego, Edifício Douro, Edifício Arrábida, Edifício Almansor, Edifício Côa, Escritórios, Edifício 153, Espaços de Aluguer Temporário e os Estaleiros são as denominações usadas para identificar e referenciar as várias estruturas de acolhimento empresarial existentes no parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, resta-nos referir o Business Club existente no parque, também designado por Clube de Empresas. É uma das construções que sobressai de entre o património edificado do parque pelo facto de conseguir recriar, numa edificação antiga, devidamente restaurada, uma ambiência gastronómica com o requinte do mais luxuoso escritório. É, portanto, um espaço acolhedor, que confere um pano de fundo ideal para a concretização de importantes negócios.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_FNWryDuI/AAAAAAAAAEY/r_4N58zlagM/s1600-h/Text5-imag7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161060531208064738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="184" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_FNWryDuI/AAAAAAAAAEY/r_4N58zlagM/s320/Text5-imag7.jpg" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;Outro dos activos que não pode deixar de ser elencado ao já de si extenso património da Quimiparque é o SalisPark. O SalisPark é um espaço localizado na zona nascente do parque, com uma ampla frente para Lisboa e que integra 55 lotes para uso comercial, industrial e de serviços. O loteamento empresarial SalisPark compreende uma área total de lotes para venda de 52.500 m2, à qual corresponde uma área de construção de 45.800 m2, de arquitectura moderna e que oferece a opção à empresa-cliente de adquirir o lote com ou sem construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do património infra-estrutural de que dispõe, e que tende a ser valorizado em virtude dos projectos que o rodeiam, o PEB inventaria ainda um singular património histórico-museológico. Fruto da actividade da antiga CUF, este património situa-se no que é hoje o PEB e distribui-se pelos seguintes pólos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_Fv2ryDvI/AAAAAAAAAEg/1z4M4C_CpnA/s1600-h/Text5-imag8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161061123913551602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" height="237" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_Fv2ryDvI/AAAAAAAAAEg/1z4M4C_CpnA/s320/Text5-imag8.jpg" width="112" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_GFmryDwI/AAAAAAAAAEo/Bxc0nU6zxI0/s1600-h/Text5-imag9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161061497575706370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="183" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_GFmryDwI/AAAAAAAAAEo/Bxc0nU6zxI0/s320/Text5-imag9.jpg" width="201" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Bairros Operários da ex-CUF (1908-1932). De toponímica característica, integrados a partir de 1989 no Quimiparque. Sobressaem os edifícios da Torre do Relógio e da Casa da Cultura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_H12ryD0I/AAAAAAAAAFI/xsiBcXqeOSQ/s1600-h/Text5-imag10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161063426016022338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_H12ryD0I/AAAAAAAAAFI/xsiBcXqeOSQ/s320/Text5-imag10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mausoléu de Alfredo da Silva (1944). Monumento funerário em granito, com 12 metros de largo e 7 de altura, projectado pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, com baixos-relevos do escultor Leopoldo de Almeida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_IVmryD1I/AAAAAAAAAFQ/eSfuKjsBsRM/s1600-h/Text5-imag11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161063971476868946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_IVmryD1I/AAAAAAAAAFQ/eSfuKjsBsRM/s320/Text5-imag11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa-Museu Alfredo da Silva (1907). Contém espólio proveniente da Fábrica Sol, em Alcântara. O 1º andar era utilizado por Alfredo da Silva quando este se deslocava ao Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_IsWryD2I/AAAAAAAAAFY/g7gxmqsgHuY/s1600-h/Text5-imag12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161064362318892898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_IsWryD2I/AAAAAAAAAFY/g7gxmqsgHuY/s320/Text5-imag12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Museu Industrial (1935) e Centro de Documentação. Veio, em Dezembro de 2004, valorizar o património museológico da Quimiparque através um espólio constituído por equipamentos industriais de índole diversa e um acervo documental e iconográfico considerável, numa central eléctrica desactivada (edifício característico dos anos trinta, recuperado e criteriosamente adaptado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quimiparque coloca à disposição das empresas e empresários um conjunto de soluções que assentam em várias linhas de orientação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira, flexibilidade e versatilidade contratual. Os contratos de cedência dos espaços são bastante flexíveis, no que diz respeito à sua duração, e são efectuados com um mínimo de formalidades, permitindo a instalação rápida do cliente. Por outro lado, os contratos de cedência de espaço prevêem, adicionalmente, modalidades alternativas ao aluguer como a disponibilização de lotes para venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda, boa qualidade das infra-estruturas de base, assentes na oferta de uma completa rede de estradas e ruas asfaltadas, além de rede interna de caminho-de-ferro (ligado à rede nacional), redes eléctricas, de telecomunicações, de abastecimento de águas e esgotos. No que diz respeito a infra-estruturas portuárias, o Quimiparque dispõe de dois portos (um de carga geral e outro de movimentação de líquidos). Dispõe ainda de uma rede interna de gás natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira, proximidade dos serviços prestados pela Quimiparque. O parque possui bombeiros privativos 24 horas por dia e serviço de portarias e vigilância estática. Um serviço de ambulâncias está também à disposição dos clientes. Por outro lado, a localização dos órgãos de gestão da Quimiparque, SA, nos próprios parques proporciona aos clientes um apoio constante no que se refere à sua instalação e funcionamento, bem como no acompanhamento dos procedimentos necessários para o licenciamento industrial (ou outro) do cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, caixa postal na estação de correios instalada gratuitamente numa das entradas. Existem, para além dos já referidos, outros serviços de apoio, tais como o Clube de Empresas e o anfiteatro do edifício da Administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta, variedade de serviços prestados por clientes já instalados. Desde&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_JSmryD3I/AAAAAAAAAFg/1KY3YH4EEto/s1600-h/Text5-imag13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161065019448889202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_JSmryD3I/AAAAAAAAAFg/1KY3YH4EEto/s320/Text5-imag13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o momento em que nasceu, foi&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;pretensão da Quimiparque, SA poder disponibilizar todo o tipo de serviços dentro dos seus parques através de clientes instalados. Neste momento, pode-se afirmar que esse desiderato foi já atingido visto haver praticamente todo o tipo de serviços indispensáveis a um parque moderno, fornecidos por empresas-clientes, desde o hipermercado ao ginásio, passando pelos serviços médicos, banco, estação de serviço, reparação de viaturas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta, diversidade de espaços disponíveis. O Quimiparque disponibiliza, para aluguer, espaços cobertos e descobertos numa grande gama de dimensões e tipos. O seu portfólio compreende espaços que vão desde escritórios com algumas dezenas de m2 a pavilhões com vários milhares, podendo anexar a estes últimos espaços livres descobertos para estacionamento ou armazenagem ao ar livre. Entretanto, desde 1997, o Quimiparque tem vindo oferecer espaços cobertos com dimensões normalizadas de 170/180/200 m2, já equipados com as instalações eléctricas e sanitárias e prontas a utilizar, para armazéns e oficinas. O facto de estes espaços terem origem em modulação de grandes edifícios já existentes permitiu a utilização de ruas internas cobertas dando acesso a esses módulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_J_GryD4I/AAAAAAAAAFo/CsVW1_Z2pMM/s1600-h/Text5-imag14.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161065783953067906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_J_GryD4I/AAAAAAAAAFo/CsVW1_Z2pMM/s320/Text5-imag14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta combinação de factores tende a facilitar sinergias que acabam por sustentar, em parte, o crescimento das empresas acolhidas. A diversidade de actividades desenvolvidas pelas empresas-clientes neste parque, a sua concentração por zonas, a boa rede de comunicações existente e o elevado número de pessoas que lá trabalham tornam este parque empresarial numa comunidade empresarial que pode fomentar sinergias que se podem revelar um dos principais instrumentos para o seu desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_KaGryD5I/AAAAAAAAAFw/LmIyuv7S36g/s1600-h/Text5-imag15.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161066247809535890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_KaGryD5I/AAAAAAAAAFw/LmIyuv7S36g/s320/Text5-imag15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em concreto, o peso das empresas ligadas ao sector terciário aumentou significativamente, passando de 60% para 74% do total, totalmente a expensas da redução do peso das empresas industriais, cujo peso caiu e 40% para 26%. Trata-se de uma tendência que está em linha com a conhecida tendência de terciarização da economia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aqui, terminada a apresentação do Quimiparque, o Prof. Augusto Mateus e a sua equipa lançam o seu olhar sobre a cidade e o concelho do Barreiro, caracterizando-os deste modo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O concelho do Barreiro possui, actualmente, cerca de 79 mil residentes. Um pouco menos de metade destes reside nas freguesias da Verderena e do Alto do Seixalinho, as grandes zonas urbanas imediatamente a sul da linha-férrea. A outra metade da população distribui-se, grosso modo, pelas malhas urbanas do Barreiro mais antigo, pelas zonas de Santo André, pelo Lavradio e ainda por Santo António da Charneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à escala interna, as malhas urbanas da cidade encontram-se consideravelmente espartilhadas e com difícil fluidez, quer pela presença de importantes barreiras físicas - e mesmo cognitivas -, tais como o corredor ferroviário ou a própria Quimiparque (de acesso restrito), quer pela existência de diversas zonas e terrenos progressivamente ‘vazios’ e sem actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, apesar de geograficamente situado numa posição central do estuário do Tejo (o que decerto motivou as primeiras decisões de localização industrial há cem anos atrás), o Barreiro nunca conseguiu libertar, de forma fluida, a sua população, a sua economia e a sua sociedade local de uma série de “malhas” encarceradoras, resultantes da conjugação da vitalidade das suas indústrias locais com os ritmos fluviais de e para Lisboa, e com a sua própria estrutura urbanística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros anos já do novo século, enquanto que praticamente todos os concelhos da Península de Setúbal têm registado sinais positivos das taxas de crescimento da população (principalmente na sua componente migratória), o concelho do Barreiro é o único da sub-região com uma tendência oposta, evidenciando saldos naturais e migratórios negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a par desta desvitalização demográfica e económica (não obstante os valores de urbanidade bem consolidados na cidade, tanto ao nível das vivências sociais e culturais das gentes locais, como na provisão de elementos públicos como as redes de equipamentos colectivos), foi-se igualmente sucedendo uma tendência de desvitalização urbanística. Em consequência, existem hoje malhas urbanas da cidade que apresentam elevadas percentagens de fogos vagos, designadamente nas zonas da freguesia do Barreiro e do Lavradio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161066801860317090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_K6WryD6I/AAAAAAAAAF4/Ez-HiPNiTgA/s320/Text5-imag16.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_LSWryD7I/AAAAAAAAAGA/OU68UkZYKC4/s1600-h/Text5-imag17.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161067214177177522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_LSWryD7I/AAAAAAAAAGA/OU68UkZYKC4/s320/Text5-imag17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com o objectivo de produzir uma sistematização analítica e prospectiva clara, que permita enquadrar os espaços centrais para a formulação desta estratégia e as principais condicionantes que lhe estão subjacentes, desenvolve-se, neste ponto, um diagnóstico focalizado numa subdivisão da área norte do concelho do Barreiro em três territórios distintos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Zona A:&lt;/strong&gt; Territórios a nordeste da península do Barreiro (zona a leste da futura eventual linha TGV, incluindo a zona urbana do Lavradio);&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zona B:&lt;/strong&gt; Centro norte da península do Barreiro (zona a oeste da futura linha TGV, a norte do corredor ferroviário e até à malha urbana da cidade);&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zona C:&lt;/strong&gt; Zona histórica e consolidada da cidade, zona ribeirinha da foz do rio Coina, freguesias da Verderena e do Alto do Seixalinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona B é uma zona classificada no actual PDM quase exclusivamente como zona industrial, embora nos últimos anos tenham ocorrido importantes alterações nas suas diferentes funcionalidades. Com excepção da malha urbana do Bairro das Palmeiras, junto ao corredor ferroviário, todo este território encontra-se sob a administração da Quimiparque. Nesta zona, existe um número significativo de empresas industriais em pleno funcionamento desde há longa data e, nos últimos anos, tem ocorrido a instalação de empresas em actividades ligadas sobretudo à armazenagem e a serviços diversos. Não obstante, múltiplos terrenos têm vindo a ficar desocupados devido ao encerramento de empresas, particularmente nas áreas ribeirinhas e ainda nas zonas mais a poente (junto às malhas urbanas consolidadas).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_MMGryD8I/AAAAAAAAAGM/d1aCqLtOQJk/s1600-h/Text5-imag18.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161068206314622914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_MMGryD8I/AAAAAAAAAGM/d1aCqLtOQJk/s320/Text5-imag18.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dentro desta zona, encontramos, desde logo, uma Zona Ribeirinha a nascente sem qualquer actividade, com importantes problemas de contaminação. Dentro desta, a Zona Pa acumulou durante décadas elevadas quantidades de resíduos de pirite resultantes da produção de ácido sulfúrico que têm vindo paulatinamente a ser usados como aditivo pelas cimenteiras nacionais, perspectivando-se a sua erradicação em cerca de 10 anos.&lt;br /&gt;Na Zona Pb, por seu lado, regista-se a presença de uma elevada quantidade de resíduos de zinco ao ar livre junto ao rio, o que configura uma situação reconhecida como muito delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona Ribeirinha mais a poente é onde se encontra o cais industrial, área ainda com alguma actividade industrial e portuária, mas igualmente já com uma série de terrenos desafectados de qualquer dinâmica. Não obstante, nesta zona situam-se duas importantes empresas em actividade, a Atlanpor e a Sovena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Atlanpor, instalada em terrenos concessionados para exploração pela APL e pela Quimiparque na Zona Pd, é aparentemente uma empresa detida em partes iguais pelo Grupo Mello e pela Siderurgia Nacional - Produtos Longos. Tem a sua actividade centrada na recepção e armazenagem de sucata, sobretudo para abastecimento de empresas do Seixal existentes nos antigos espaços da Siderurgia Nacional. Também recebe granéis, embora de forma relativamente residual. As actividades de recepção de sucata provocam importantes problemas ambientais. A construção do ramal ferroviário da Siderurgia com ligação ao Porto de Setúbal a partir de 2008/2009 e futuramente à plataforma logística do Poceirão poderá dispensar as necessidades de recepção de sucata no Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sovena é uma empresa de referência no mercado ibérico de óleos e azeites pertencente à Nutrinveste (Grupo José de Mello), um dos principais grupos agroalimentares nacionais que detém marcas reconhecidas como Fula, Oliveira da Serra, Andorinha, Vêgê, Frigi, 3ás, Salutar e OliSoja. A fábrica da Sovena no Barreiro (Sovena Barreiro) constitui a maior unidade de refinação e embalamento de óleos e azeites a laborar em Portugal. Emprega cerca de 170 trabalhadores, possui uma capacidade diária de refinação de 270 toneladas de girassol e de 190 toneladas de soja, está preparada para embalar 630 toneladas de óleo e 35 toneladas de azeite por dia e tem espaço de armazenagem para 8.500 paletas. Está instalada em terrenos do Quimiparque, parte arrendados e parte com direitos de superfície de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As zonas mais a sul envolvem terrenos de utilização muito diversa. Por um lado, desenvolveu-se uma área de dinâmicas comerciais e de distribuição, onde estão instaladas duas importantes unidades de distribuição, o Feira Nova do Barreiro (uma unidade de grande dimensão do Grupo) e o Mestre Mako.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poente destas unidades, uma outra zona importante onde se encontram instalados os Transportes Colectivos do Barreiro. Em muitos terrenos desta envolvência, situam-se diversas instalações empresariais. É também nestas zonas onde está localizado o SalisPark, uma área de múltiplas actividades económicas, que dispõe actualmente de um leque relativamente amplo de terrenos e de armazéns para venda e para aluguer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui existe, igualmente, uma muito interessante zona museológica e de carácter histórico-cultural (Museu Industrial). Finalmente, mais a poente, situa-se uma pequena zona residencial - o Bairro das Palmeiras -, bairro com frágeis características urbanísticas, sociais e culturais, necessitado de uma profunda intervenção ou (na hipótese de requalificação integral dos espaços envolventes) de um projecto integrado de realojamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, as áreas a sul e a poente do cais industrial podem classificar-se como áreas de transição para as malhas urbanas da cidade - e vice-versa -, já há diversos anos em processo de difícil definição, e como tal aguardando, com maior evidência, a clarificação das respectivas direcções estratégicas. Efectivamente, se nestas zonas se podem ainda encontrar importantes unidades industriais, tais como a Quimitécnica e a Quimitécnica Ambiente, por outro lado desenvolvem-se projectos de desenvolvimento urbano e de ampliação da cidade para Nascente, entre os quais o de maior visibilidade será o Fórum Barreiro, grande espaço comercial e de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quimitécnica, SA, é uma empresa vocacionada para a gestão e tratamento de resíduos industriais, designadamente tratamento físico-químico de resíduos com cianetos, crómio e soluções contaminadas com metais pesados. Resultou da antiga Divisão de Química Inorgânica e Metais da Companhia União Fabril (Grupo CUF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quimitécnica Ambiente, SA, é uma empresa criada em 2001 que resultou da transformação da área de negócio homóloga da sua empresa-mãe (a Quimitécnica, SA) numa entidade juridicamente autónoma. Encontra-se integrada no Grupo CUF, estando vocacionada para a gestão global de resíduos, a realização de ensaios físico-químicos e a prestação de serviços especializados em áreas relacionadas com a redução e valorização de resíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo ser fastidioso tentei reduzir em algumas páginas de texto o excelente relatório diagnóstico da Augusto Mateus &amp;amp; Associados, Lda que, ao longo de 149 páginas nos apresenta um Quimiparque, em alguns aspectos, desconhecido para alguns de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta contudo ver o que nos propõe este economista e a sua equipa e dizer-vos o que penso eu sobre tudo isto. Fá-lo-ei mas só depois de vos identificar com as bases da proposta que a Quimiparque e a Câmara Municipal do Barreiro se preparam para dar como sendo a solução redentora para esta cidade que definha há trinta e tantos anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana, se esta gripe mo permitir, senhores meus, minhas senhoras, cá estarei de novo. Até lá, sempre vosso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Captain Jack&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2150054125325562538?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2150054125325562538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2150054125325562538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2150054125325562538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2150054125325562538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/01/plano-de-reconverso-do-quimiparque_29.html' title='Plano de reconversão do QUIMIPARQUE'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5_BnGryDmI/AAAAAAAAADY/sVj4ewyqR0o/s72-c/Text5-imag1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-3157796553858011639</id><published>2008-01-20T14:14:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T15:10:28.104-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plano reconversao'/><title type='text'>Plano de reconversão do QUIMIPARQUE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(O diagnóstico de Augusto Mateus)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Setembro de 2007, a empresa Risco SA, do Arqº Manuel Salgado apresentou um trabalho intitulado QUIMIPARQUE – Uma estratégia de Desenvolvimento Urbanistico, no qual dizia acerca da cidade do Barreiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A inauguração da linha do caminho-de-ferro do Sul (1861) veio determinar uma verdadeira revolução na história da pacata vila piscatória ribeirinha. Mantendo a sua já antiga prerrogativa de porta de acesso por barco para quem demandava Lisboa vindo do Sul, foi a vila naturalmente escolhida para albergar o terminal ferroviário das linhas dessa proveniência, originando uma nova dinâmica de movimento e determinando também o início do processo de profunda alteração do tecido social da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa profunda alteração do Barreiro, transformado em vila industrial, conheceria o seu momento culminante após a instalação na vila do complexo industrial da Companhia União Fabril, por iniciativa de Alfredo da Silva, que se tornaria figura emblemática da história da indústria em Portugal e grande impulsionador do desenvolvimento do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Lisboa em 1871, Alfredo da Silva, depois de um percurso de grande dinamismo que o levou a tomar conta da CUF, iniciou a instalação das unidades fabris na vila do Barreiro, depressa alargando as actividades a diversas áreas e ocupando uma grande parte dos terrenos ribeirinhos a nascente do núcleo antigo da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depressa a sua iniciativa iria tornar o Barreiro o primeiro centro industrial do país, servido pela via fluvial e pelo caminho de ferro, aumentando rapidamente a população residente e levando a um crescimento da área urbana, que conduziria à elevação do Barreiro a cidade em 1984.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;in “QUIMIPARQUE – Uma estratégia de Desenvolvimento Urbanistico – Setembro 2007” da empresa Risco SA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca do território do Quimiparque, escrevia-se no referido estudo que “&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A evolução do panorama da actividade industrial levou à desactivação de parte significativa das estruturas fabris da antiga CUF, tornando devoluto esse imenso terreno ribeirinho, continuidade natural da estrutura urbana da antiga vila. A sua excepcional localização junto ao rio e a dimensão dos terrenos em causa permite antever uma nova afectação desta vasta área para outros fins, possibilitando uma grande diversidade de usos e destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas condicionantes parecem ser de ter em conta em qualquer projecto a elaborar:&lt;br /&gt;· A valorização da relação privilegiada com o rio e a rede específica das suas ribeiras;&lt;br /&gt;· A estrutura base da antiga vila, com o seu esquema ortogonal de grande simplicidade e fácil leitura, integrando assim qualquer nova entidade urbana numa identidade formal que a valorizaria e lhe permitiria «reinventar» aquele que é um dos mais interessantes aspectos da intervenção cultural portuguesa no mundo, embora nem sempre realçado em toda a sua dimensão como mereceria."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(in “QUIMIPARQUE – Uma estratégia de Desenvolvimento Urbanistico – Setembro 2007” da empresa Risco SA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém percebe o que quer dizer? Eu, sinceramente não. Pode aplicar-se aqui, no Plano de Reconversão de Aveiro, de Aljezur ou de outro lado qualquer onde existam ribeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em Setembro de 2007 o Prof. Augusto Mateus, através da sua empresa de consultores, apresenta um primeiro relatório resultante da análise detalhada que fizera sobre o território da península de Setúbal com o intuito de que este pudesse constituir-se como o diagnóstico que serviria de base à proposta para reconversão do território do Quimiparque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste relatório a que intitulou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL E URBANO DO BARREIRO: DIAGNÓSTICO DE PARTIDA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, decidi extrair algumas partes que, sem as isolar do seu contexto, não correm o risco de ser desvirtuadas. A intenção é apenas fornecer elementos, aos que têm acedido a este blog, para conhecerem em profundidade as bases em que assenta o tão falado Plano de Reconversão da Quimiparque, cujo período de discussão pública terminou em Dezembro, sem que à população fosse feita chegar outra informação que não aquela dos agradáveis discursos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se segue são extractos do referido diagnóstico que aqui deixo para reflexão antes de, na próxima semana, dizer a minha opinião sobre este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Extraído de&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL E URBANO DO BARREIRO: DIAGNÓSTICO DE PARTIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Setembro 2007&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para que uma região seja competitiva, deverá ter, tanto um nível relativamente elevado de produtividade (ou de qualidade de emprego, visto que ambos tendem a completar-se), como uma quantidade satisfatória de postos de trabalho ocupados, isto é, não basta produzir com eficiência, é necessário ser capaz de, sem fugir desse padrão de eficiência, criar os empregos que permitam mobilizar os recursos humanos disponíveis&lt;/em&gt; (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição (inserida no mesmo relatório):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;• Concelhos densamente povoados, mas com uma taxa de atracção negativa &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São concelhos que se assumem como pólos populacionais; apresentam, contudo, características que conduzem ao êxodo de população. Exemplos destes concelhos são Lisboa, Loures, Barreiro e Nazaré.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;br /&gt;O concelho do Barreiro, por sua vez, acolhe 10% da população da Península de Setúbal, o equivalente a 78.803 habitantes (1,9% da GRL).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PK3LZ-1GI/AAAAAAAAACY/CaeM5tFlL5Y/s1600-h/Grafico+2-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157689047572730978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PK3LZ-1GI/AAAAAAAAACY/CaeM5tFlL5Y/s320/Grafico+2-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A margem sul do rio Tejo, especialmente os concelhos localizados na proximidade dos principais eixos de ligação a Lisboa (Ponte 25 de Abril, Ponte Vasco da Gama e respectivas vias de acesso) tornou-se uma área preferencial de destino e fixação de população para fins residenciais, com um fluxo populacional essencialmente oriundo da Grande Lisboa e das regiões do sul (Alentejo e do Algarve) e mesmo da região Centro, atraído pelas excelentes condições de habitação, principalmente ao nível dos factores preço e qualidade e pela melhoria das redes de ligação a Lisboa. Os movimentos pendulares com fins laborais (Caixa de Texto 2-2) são particularmente intensos entre as duas margens do rio Tejo, com a margem sul a assumir-se como “emissor líquido” de força de trabalho, o que faz dos concelhos da sub-região aquilo que se designa por “concelhos dormitório”, aparecendo Lisboa como “receptor líquido” de força de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mobilidade Laboral: Estrutura Sectorial e Concelhia de “Entradas” e de&lt;br /&gt;“Saídas” do Concelho do Barreiro, 2001&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A mobilidade da população nas mais diversas dimensões (laboral, ocupacional, geográfica, inter-concelhia, inter-regional, etc.), nomeadamente dos movimentos pendulares, e respectivas dinâmicas em termos de intensidade e suas características, assumem-se como norteadores na definição e implementação de estratégias de desenvolvimento, permitindo o conhecimento das áreas geográficas relacionadas nesse processo de movimentação fundamental na prossecução de políticas de transporte e ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indicadores analisados de seguida apresentam-se como uma medida das movimentações laborais existentes no concelho do Barreiro, caracterizando os fluxos populacionais de “entradas” por concelhos de residência e de “saídas” por concelhos de destino, tendo como foco de análise os intercâmbios resultantes apenas de motivações laborais. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PJ77Z-1FI/AAAAAAAAACQ/93s3JwsF-wA/s1600-h/Grafico+2-42.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157688029665481810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="272" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PJ77Z-1FI/AAAAAAAAACQ/93s3JwsF-wA/s320/Grafico+2-42.jpg" width="338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O concelho do Barreiro, revelando um volume de entradas inferior ao volume de saídas, ou seja, registando um saldo de emprego de sinal negativo, assume-se como emissor líquido de “força de trabalho” cujos principais concelhos de destino são, destacadamente, o concelho de Lisboa, “receptor líquido” de grande percentagem das saídas de trabalhadores do concelho do Barreiro e, com menor expressão, em termos relativos, os concelhos de proximidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A explicação da perda líquida de população do concelho do B&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PLv7Z-1II/AAAAAAAAACo/GXKG7fr_VC8/s1600-h/IndMobilidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157690022530307202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PLv7Z-1II/AAAAAAAAACo/GXKG7fr_VC8/s320/IndMobilidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;arreiro, tendência contrária às evoluções verificadas na região em que se insere, está profundamente correlacionada com o encerramento da maioria das indústrias que funcionavam no complexo da CUF, o que se repercutiu na redução das antigas condições de empregabilidade, sem a criação de novas oportunidades, que aliada à crescente mobilidade e acessibilidade a nível regional, conduziu a um êxodo da população residente no concelho do Barreiro para concelhos da proximidade, que apresentavam vantagens comparativas em termos de condições físicas e níveis de qualidade de vida mais atractivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Barreiro revela uma estrutura global de níveis de habilitações da população residente semelhante à da Península de Setúbal, bastante favorável, portanto, no espaço nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157690709725074578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="242" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PMX7Z-1JI/AAAAAAAAACw/bM45jl_44Zw/s320/Grafico+2-8.jpg" width="345" border="0" /&gt; Com efeito, o Barreiro apresenta um peso diminuto da população cujas habilitações são nulas e um peso relativamente significativo dos níveis educacionais mais elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se que, em 2001, cerca de 32,5% da população residente no Barreiro possui habilitações até ao 1º ciclo do ensino básico contra 35,1% da população residente no território nacional.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5POhbZ-1KI/AAAAAAAAAC4/UW6s5D33W-w/s1600-h/Grafico+2-89jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157693071957087394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5POhbZ-1KI/AAAAAAAAAC4/UW6s5D33W-w/s320/Grafico+2-89jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito ao escalão habilitacional mais elevado, observa-se, também, um posicionamento favorável do Barreiro no contexto nacional. Em 2001, 12,9% da população residente no Barreiro possuía habilitações ao nível do ensino médio e superior, superando, como tal, o peso médio nacional assumido por este mesmo escalão habilitacional (11,5%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relevância ainda para o peso da população desempregada à procura do primeiro emprego, que é mais elevado no concelho do Barreiro e na generalidade das suas freguesias do que a nível nacional ou regional, o que pode ter a ver com o perfil relativamente desfavorável de habilitações da população do Barreiro, no contexto da GRL.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5POzbZ-1LI/AAAAAAAAADA/4WCUoATorv4/s1600-h/Grafico+2-13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157693381194732722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5POzbZ-1LI/AAAAAAAAADA/4WCUoATorv4/s320/Grafico+2-13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, interessa referir que o Barreiro é um concelho com um peso económico relevante na Península de Setúbal, respondendo por cerca de 9% do número total de empresas existentes nesta região e por 8% do emprego por conta de outrem. Em termos relativos, como se pode observar no Gráfico 2-16, situa-se (a par do Montijo) na charneira entre os concelhos mais importantes que são Almada, Setúbal, Seixal e Palmela e os menos importantes que são Sesimbra, Moita e Alcochete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que toca à estrutura dimensional dos estabelecimentos localizados no Barreiro, é notória a predominância das micro e das pequenas empresas: mais de 98% das empresas com um ou mais trabalhadores por conta de outrem existentes neste concelho têm menos de 50 trabalhadores. Esta situação não é muito diferente nos restantes concelhos que formam a Península de Setúbal e no país como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura empresarial do Barreiro determina, naturalmente, que a maior parte do emprego no concelho esteja concentrado em micro e pequenas empresas: 73% do emprego por conta de outrem está afecto a estabelecimentos com menos de 50 trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura empresarial do Barreiro também determina um grau de concentração empresarial pouco significativo. Os cinco maiores estabelecimentos localizados no concelho do Barreiro (FISIPE, FEIRA NOVA, MULTITEMPO, EMEF e SOVENA) não empregam mais de 1.213 trabalhadores por conta de outrem, representando cerca de 16% do total de emprego concelhio. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158070616762275010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; CURSOR: hand; HEIGHT: 60px; TEXT-ALIGN: center" height="87" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5Ul5bZ-1MI/AAAAAAAAADI/ZfMQGihquZo/s320/Figura+final.jpg" width="396" border="0" /&gt;Na próxima semana continuo com a parte do relatório que, com base nestes elementos, o Prof. Augusto Mateus apresenta a conclusão a que chegou para apresentar a sua Proposta de Estratégia para o Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá senhores meus, minhas senhoras, vão pensando nos números e factos que Augusto Mateus nos apresentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre vosso&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Captain Jack&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-3157796553858011639?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/3157796553858011639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=3157796553858011639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3157796553858011639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3157796553858011639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/01/plano-de-reconverso-do-quimiparque.html' title='Plano de reconversão do QUIMIPARQUE'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R5PK3LZ-1GI/AAAAAAAAACY/CaeM5tFlL5Y/s72-c/Grafico+2-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-4324657492108029130</id><published>2008-01-13T13:33:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T14:14:15.037-08:00</updated><title type='text'>Uma Ponte para a Outra Margem</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGAbZ-1AI/AAAAAAAAABo/YP-sa6ymiqM/s1600-h/TTT1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155080065393808386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" height="168" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGAbZ-1AI/AAAAAAAAABo/YP-sa6ymiqM/s320/TTT1.jpg" width="247" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Terceira ponte sobre o Tejo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para viaturas automóveis, TGV e comboio normal&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com o aeroporto em Alcochete, vai ser criada uma terceira ponte sobre o Tejo, na região de Lisboa. O LNEC sugeriu a ligação entre Chelas e Barreiro. O Governo aceitou. A nova passagem poderá aliviar o tráfego intenso das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;SIC – Jornal da Noite 11JAN2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desta forma que a SIC anunciava aquilo que desde a tarde de 11JAN2008 o país comentava e em particular deixava com um brilhozinho nos olhos, praticamente, a generalidade dos barreirenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltaram as entrevistas de responsáveis públicos aos jornais locais anunciando a boa-nova como a salvação do concelho, como se todos os problemas tivessem acabado a partir do momento em que José Sócrates fez o anúncio da terceira Travessia do Tejo (TTT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova ponte deverá ter dois tabuleiros inferiores ferroviários, para tráfego convencional e de alta velocidade e um tabuleiro superior rodoviário. Com uma extensão de 7,3 quilómetros, a nova infra-estrutura deverá custar cerca de 1700 milhões de euros. (In &lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;www.transportesemrevista.com&lt;/span&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155080335976748050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGQLZ-1BI/AAAAAAAAABw/DPmNs05sVmY/s320/TTT2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me, no entanto, que se não tivermos cuidado e nos deixarmos levar por euforias enganadoras poderemos correr o rico de desaproveitar a oportunidade que, todos desejamos, possa revitalizar o Barreiro, não propriamente como gostarão de fazer alguns construtores civis, mas como local de emprego e de novas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a altura de pedir ao Presidente Carlos Humberto que não se esqueça de que respondeu ao seu, então, homólogo de Lisboa quando este se manifestou avesso à construção da Ponte Chelas-Barreiro, que “não precisamos de uma ponte para ir para Lisboa mas sim para a margem norte vir para a margem sul!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto, Sr. Presidente é necessário que o Barreiro tenha algo a oferecer a Lisboa, não basta habitações baratas, porque essas, embora garantam uma excelente recolha de IMI não geram emprego, não servem para alimentar o nosso comércio, nem fixam os nossos filhos na cidade que os viu crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes cidades não se medem pelo número de habitantes, mas antes pela capacidade que têm de atrair e fixar gente no seu território de influência, a tal sustentabilidade de que tantos políticos falam mas que tão poucos sabem construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este concelho onde os terrenos estão quase esgotados par&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGh7Z-1CI/AAAAAAAAAB4/yqSru5pz7_8/s1600-h/TTT3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155080640919426082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGh7Z-1CI/AAAAAAAAAB4/yqSru5pz7_8/s320/TTT3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a construção, projecta-se um conjunto de pontes, túneis e viadutos que irão transformar por completo a topografia da cidade. O centro e a periferia da cidade do Barreiro e da freguesia do Lavradio, como actualmente os conhecemos irão transfigurar-se com a chegada da Alta Velocidade Ferroviária (AVF), com a ligação da IC21 à nova ponte sobre o tejo, com a travessia do Rio Coina para estabelecer a ligação ao Seixal, com a criação de novo acesso para a Moita, as oficinas de manutenção das composições de AVF, a criação da praça de portagem da TTT e a construção da nova estação ferroviária, ocupando os terrenos da várzea e da escola Álvaro Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante toda esta transformação que obrigará à demolição de alguns edifícios no Lavradio e da própria Escola Álvaro Velho (e vamos ver se ficará por aqui …!?), também a Quimiparque será cortada ao meio, enclausurando num cantinho as cerca de 300 empresas que aí exercem a sua actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfregam as mãos de contentes, por certo, os construtores civis que vislumbram a oportunidade de construir mais algumas Quintas dos Fidalguinhos e respiram já outros de alívio, ao verem a luz ao fim do túnel para os investimentos que fizeram em edifícios e terrenos, no Barreiro Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qG97Z-1DI/AAAAAAAAACA/lsWVjC83N_k/s1600-h/TTT4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155081121955763250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qG97Z-1DI/AAAAAAAAACA/lsWVjC83N_k/s320/TTT4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta nova metrópole onde se cruzam os interesses do Estado e de particulares, desde o Parque Logístico do Poceirão, até ao empreendimento turístico de Tróia, passando pela fábrica de papel da Portucel, na Mitrena, é também possível encontrar os interesses imobiliários daqueles que esperam especular com os territórios da Quimiparque e da antiga Siderurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberá a CMB resistir a esta tentação de recolher milhões de contos (na moeda antiga) em taxas de infra-estruturas e de construção? Estará a CMB interessada em resistir a esta tentação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se assiste ao estabelecimento de acordos, aparentemente pouco claros, entre a autarquia e construtores, como a recente aprovação de um loteamento industrial para os limites da Mata da Machada ou a execução, como contrapartida, dos arranjos exteriores da Piscina do Lavradio para permitir a construção de mais um mega mercado no local onde já existem mais dois, não podemos deixar de ficar intranquilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qHWLZ-1EI/AAAAAAAAACI/P0DlvmJ8kwA/s1600-h/TTT5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155081538567590978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qHWLZ-1EI/AAAAAAAAACI/P0DlvmJ8kwA/s320/TTT5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A nova ponte Chelas-Barreiro pode ser uma excelente oportunidade para transformar a cidade, de acordo com o modelo territorial previsto no PEDEPES - Plano de modelo territorial Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal, onde o Barreiro assume o nível 1 na hierarquia, e onde a Quimiparque aparece como pólo de reconversão e expansão industrial, e Coina como área logística.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Modelo Territorial – Fonte: PEDEPES –&lt;br /&gt;Ass. Municípios do Distrito de Setúbal (2001)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quimiparque, com os seus dois portos de carga e descarga a granel, um para produtos sólidos e outro para produtos líquidos, 25 quilómetros de arruamentos dimensionados para a movimentação de veículos pesados, 20 quilómetros de via-férrea, ligada à rede nacional de caminho de ferro, diversos serviços próprios como é o caso das bem estruturadas redes de água para abastecimento e para combate a incêndios, infantários, serviços médicos, uma estação de distribuição dos CTT, corpo privativo de bombeiros, um centro comercial, restaurantes e uma agência bancária, para além de um cinema euipado mas inactivo, reúne características únicas, para ser o pólo de atracção que o Barreiro necessita para gerar a sustentabilidade de que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal se pensássemos nisto, até porque a TTT ainda não está garantida …?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AlmaSense&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-4324657492108029130?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/4324657492108029130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=4324657492108029130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4324657492108029130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4324657492108029130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/01/uma-ponte-para-outra-margem.html' title='Uma Ponte para a Outra Margem'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R4qGAbZ-1AI/AAAAAAAAABo/YP-sa6ymiqM/s72-c/TTT1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-548059778036629372</id><published>2008-01-06T07:35:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T08:04:07.308-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quimiparque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Forum Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UM OLHAR SOBRE O Barreiro'/><title type='text'>PALERMAS, ELEFANTES BRANCOS e OUTROS "BICHOS" DE ESTIMAÇÃO</title><content type='html'>É preciso recuar aos idos de 1976-1978, nos anos a seguir à revolução de Abril, embora eu prefira chamar-lhe simplesmente &lt;em&gt;Golpe de Estado&lt;/em&gt; (e basta olhar para a falta de vergonha, irresponsabilidade e pouca competência da maior parte dos nossos políticos de hoje para perceber que assim foi), para assistir ao nascimento do primeiro &lt;em&gt;projecto Elefante Branco&lt;/em&gt; na cidade do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Englobado numa série de investimentos “sociais” a Quimigal construiu um conjunto de fábricas de onde se destacam a célebre Kowa Seiko que deveria aproveitar as pirites alentejanas, enriquecê-las e enviá-las para a Siderurgia Nacional, no âmbito do, então, Plano Siderúrgico Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kowa Seiko nunca chegou a alimentar a Siderurgia Nacional porque, entretanto, também o Plano Siderúrgico Nacional não saiu do papel e tudo se saldou numa experiência negativa que custou ao país alguns milhões de contos (na moeda da altura), perdidos e convertidos em toneladas e toneladas de pirite que, durante anos foram monumento à memória da decisão política de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Kowa Seiko foi vendida como sucata, anos mais tarde, pouco restando que a recorde. Outras fábricas, contudo, ainda hoje existem embora despojadas daquilo que as poderia tornar valiosas para produzir ou estão mesmo completamente obsoletas, após todos estes anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fibras de Vidro, Zinco Metálico, Sulfato de Alumínio são exemplos de elefantes brancos de investimento que não serviram para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura, como hoje se diz de outros projectos em curso, iriam gerar emprego e trazer um novo fôlego à cidade do Barreiro, para que esta recuperasse a sua importância na Margem Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História mostrou-nos que, afinal, de boas intenções está o mundo cheio (e o Barreiro também!) sendo que o resultado foi que a Montanha pariu um ratinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fábricas foram desmanteladas, os trabalhadores despedidos salvando-se, no entanto, a maior parte dos edifícios, aproveitados a partir de 1990 para, remodelados, acolherem várias empresas das mais diversas áreas de actividade, e assim se mantém até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura (em 1991), sem grandes manobras de propaganda publicitária, sem grandes devaneios megalómanos, alguém apostou num projecto que hoje se demonstrou ser realista, exequível e, mais importante ainda, foi possível realizar. Impediu-se, com este pouco ambicioso projecto, a degradação do património edificado da Quimigal no Barreiro, foi possível reconstruir infra-estruturas, criar uma envolvente verde no interior do que veio a designar-se por Parque Empresarial e instalar cerca de 300 empresas que empregam 4000 trabalhadores (os números são do Presidente do Conselho de Administração da Quimiparque, publicados pelo jornal “Notícias do Barreiro”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, em 2004, foi inaugurado o Museu Industrial da Quimiparque, demonstrando a capacidade de quem sabe trabalhar sem alarde nem propaganda enganadora, afirmando-se pelo saber fazer com os recursos de que dispõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, certamente, ensinamentos da velha “escola” da CUF que aqueles mais velhos tão bem recordam. O Infantário, a Escola Primária, o Posto Médico, o Complexo Desportivo, o Cinema, os Refeitórios, o Balneário, as Despensas, o apoio à Escola Alfredo da Silva, aos clubes da vila (na altura o Barreiro era uma vila), os Bairros habitacionais de Santa Bárbara e o “Novo da CUF”, mas sobretudo a capacidade de criar emprego que, directamente, envolvia 10000 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é diferente o modo de trabalhar dos nossos responsáveis autárquicos de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicitam-se projectos Polis que, findos três anos após o seu início, se resumem a um passeio ribeirinho com uma ciclovia, “constroem-se” hotéis à beira-rio com vista para “marinas” imaginárias, “cidades do cinema” sem final feliz para, volvidos trinta anos tudo se resumir a um enorme Parque da Cidade, com labirínticos acessos e vedado por edifícios, um auditório, com programas culturais, tímidos e reticentes, que enche por convite, um colossal (em minha opinião) mamarracho escultórico na Rotunda do Álvaro Velho e uma “complexa” rotunda ,nos Casquilhos, cuja construção decorre há mais de 6 (seis) meses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciam-se agora novos, importantes, ambiciosos, redentores, magnânimos, super-projectos para o centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Centro Comercial – &lt;em&gt;Fórum Barreiro&lt;/em&gt; – para o qual nem os acessos foram estudados, projectados e muito menos executados, um (mais outro!) complexo habitacional no &lt;em&gt;Campo das Cordoarias&lt;/em&gt; (também já lhe chamaram &lt;em&gt;Rossio&lt;/em&gt; talvez recordando como seria bom termos por cá um novo Marquês de Pombal) e, por último, tudo pensado para a mesma zona, um outro complexo de comércio, habitação e serviços projectado para onde se ergue, ainda, o Estádio D. Manuel de Mello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Vai dinamizar e requalificar o centro da cidade&lt;/em&gt;” houve quem já o afirmasse mas, para mim, que ainda não me esqueci da confusão que foi a vinda do SLBenfica para jogar com o FCBarreirense, neste mesmo estádio que vai ser demolido e, olhando para o projecto viário que a Câmara Municipal do Barreiro pretende desenvolver à custa da Quimiparque, atrevo-me a dizer que estamos a apostar no cavalo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre este &lt;em&gt;Elefantinho Branco&lt;/em&gt; que “estamos” a construir e que já incomoda os moradores da Rua Stara Zagora, a quem ninguém teve o cuidado de informar convenientemente das reais dimensões e implicações desta construção, levantavam-se-me algumas dúvidas que não conseguia entender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Onde está o Estudo de Impacto Viário que deveria ter sido exigido ao promotor?&lt;br /&gt;II. Porque, à semelhança do que fizeram outras autarquias que têm equipamentos semelhantes, não foi exigido ao promotor a construção das necessárias e adequadas infra-estruturas viárias, para fazer face ao esperado fluxo viário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, em 29 de Setembro de 2007, fiquei esclarecido. Nenhuma das medidas anteriores foi necessária porque se recorreu à Quimiparque, (mais uma vez!), uma empresa de capital público que, já que “mexe” com o dinheiro de todos, pode ser espoliada dos seus activos para rentabilizar o investimento de (alguns) privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez será dada uma dentadinha nos terrenos da Quimiparque contíguos ao estádio do Barreirense e talha-se o resto, cortando em dois o restante território, para o atravessar em direcção ao IC 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, a um promotor imobiliário que criou uma urbanização em Santo António da Charneca, com 250 fogos de habitação, foi-lhe exigido que construísse uma rede de esgotos com cerca de 1.5km fora dos seus terrenos e ao longo da estrada municipal que liga esta freguesia a Vila Chã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estão na memória dos barreirenses os incómodos que isto lhes trouxe, mas era necessário e por isso esse promotor teve que suportar os custos inerentes a esta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, apetece agora perguntar, porque razão é que este promotor que propõe um Centro Comercial (que vai acabar com o comércio local) e um conjunto habitacional de 139 fogos (&lt;em&gt;com 5 metros de janela para aproveitar a “amplitude da paisagem”&lt;/em&gt; ??? &lt;span style="font-size:85%;"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=40673&amp;amp;mostra=2"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=40673&amp;amp;mostra=2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), não suporta ele também os custos com as necessárias infra-estruturas, viárias e não só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde vão os esgotos? Já estão feitos? Alguém já se esqueceu das inundações do cruzamento da Rua Miguel Bombarda com a Av. Alfredo da Silva, sempre que chove? Ligam ao sistema de esgotos da Quimiparque e depois? Irão para o rio Tejo? Estes não poluem nem contaminam as águas? E terá o sistema de esgotos da Quimiparque capacidade e condições para tal acréscimo de caudal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque razão se aceita a redução do número de lugares de estacionamento em ⅓, o que se traduz numa poupança de 4 (quatro) milhões de euros ao promotor do Fórum Barreiro, se amplia a área comercial a arrendar desistindo da ideia de deslocar para este espaço o Mercado Municipal e não se negoceiam melhores contrapartidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque razão se corta em dois, um parque empresarial onde trabalham 4000 pessoas e empresas importantes como a Sovena (responsável pelo óleo Fula e o azeite Oliveira da Serra, que consumimos), a Mateace (um importante empreiteiro da EDP para o norte e sul do país), a Ipodec e a Ambimed (empresas certificadas na área do tratamento de resíduos), a Noxitel (empresa de telecomunicações que produz e instala as antenas que nos permitem trabalhar com os nossos telemóveis), a Efacec/Atm (importante empresa de metalomecânica e electromecanismos), entre outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é feito dos discursos de apoio aos desfavorecidos do Bairro das Palmeiras agora que nos preparamos para desviar definitivamente o trânsito do interior deste aglomerado? Será para criar uma imensa zona pedonal com vista para os pátios degradados ou para criar um gueto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não ter aproveitado esta “&lt;em&gt;Nova Cidade&lt;/em&gt;” para rasgar, directamente da rotunda já executada no limite sul do Campo das Cordoarias, uma alameda paralela à linha-férrea, com custos suportados pelos diversos (?) promotores, a exemplo do que se fez em Almada ou no Seixal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria uma oportunidade para demolir algumas casas degradadas e sem condições de habitabilidade, no Bairro das Palmeiras, e alojar os seus habitantes em casas de habitação social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acabou, prometo-vos senhores meus, minhas senhoras, que voltaremos a estes e outros assuntos. Palavra de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Captain Jack&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-548059778036629372?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/548059778036629372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=548059778036629372' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/548059778036629372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/548059778036629372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2008/01/palermas-elefantes-brancos-e-outros.html' title='PALERMAS, ELEFANTES BRANCOS e OUTROS &quot;BICHOS&quot; DE ESTIMAÇÃO'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-6018268940601068609</id><published>2007-12-28T04:54:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T05:07:50.205-08:00</updated><title type='text'>Lisboa... Tão perto e tão longe...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1B7Z-0-I/AAAAAAAAABY/g9jBUn8vVCA/s1600-h/I-000084-300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149009687466660834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1B7Z-0-I/AAAAAAAAABY/g9jBUn8vVCA/s320/I-000084-300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lisboa sempre esteve tão perto e ao mesmo tempo tão longe... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A aposta em cativar empresas e investidores criando condições para a sua fixação no Barreiro, nunca foi uma prioridade nem estratégia dos que governam a nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, os investidores e empresários são vistos como “personas não gratas” e fonte de exploração laborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado, a grande maioria da população desloca-se para fora do Barreiro tornando a nossa cidade um dormitório sem vida nem economia própria; veja-se o comércio local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns persistentes continuam a lutar contra a corrente onde se instaurou a mediocridade... Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AlmaSense&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-6018268940601068609?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/6018268940601068609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=6018268940601068609' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/6018268940601068609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/6018268940601068609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2007/12/lisboa-to-perto-e-to-longe.html' title='Lisboa... Tão perto e tão longe...'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1B7Z-0-I/AAAAAAAAABY/g9jBUn8vVCA/s72-c/I-000084-300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-2857599804096544528</id><published>2007-12-28T04:45:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T04:48:00.509-08:00</updated><title type='text'>Os heróis também dormem...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os heróis de outros tempos que transformaram o Barreiro no maior centro de desenvolvimento do pais já dormem há muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a ajuda da população local e outros que vieram das mais diversas regiões do nosso pais, ajudaram na construção e desenvolvimento da nossa terra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses heróis, com a sua força de trabalho associada à inovação empresarial de investidores portugueses, desenvolveram a nossa cidade, então vila, a uma escala europeia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que é feito desses heróis ?&lt;br /&gt;A grande maioria já descansa...&lt;br /&gt;Que descansem em paz...&lt;br /&gt;Mas as saudades que eu tenho deles !...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AlmaSense&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-2857599804096544528?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/2857599804096544528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=2857599804096544528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2857599804096544528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/2857599804096544528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2007/12/os-heris-tambm-dormem.html' title='Os heróis também dormem...'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-1266904250633715465</id><published>2007-12-28T04:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T04:44:09.234-08:00</updated><title type='text'>Uma Aldeia na cauda da Europa e de um País...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TvfLZ-08I/AAAAAAAAABI/U_5kv5Y8gfU/s1600-h/I-000080-300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149003592908067778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TvfLZ-08I/AAAAAAAAABI/U_5kv5Y8gfU/s320/I-000080-300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Continuamos na cauda da europa como país e na cauda de um país como cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Transformaram a nossa cidade numa aldeia isolada para gáudio de alguns e prazer de outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;AlmaSense&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-1266904250633715465?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/1266904250633715465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=1266904250633715465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1266904250633715465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/1266904250633715465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2007/12/uma-aldeia-na-cauda-da-europa-e-de-um.html' title='Uma Aldeia na cauda da Europa e de um País...'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TvfLZ-08I/AAAAAAAAABI/U_5kv5Y8gfU/s72-c/I-000080-300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-3422673837444632838</id><published>2007-12-28T04:07:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T04:41:23.699-08:00</updated><title type='text'>Barreiro XXI - Um Olhar sobre o Barreiro...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TrWrZ-06I/AAAAAAAAAA8/WBmPXrAB4J0/s1600-h/I-000079-300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148999048832668578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TrWrZ-06I/AAAAAAAAAA8/WBmPXrAB4J0/s320/I-000079-300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A realidade do Barreiro ao fim de 33 Anos de governação autarquica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde nada se fez e nada se faz para o desenvolvimento da cidade do Barreiro, desenvolvimento empresarial e criação de emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que não está na altura de varrermos o lixo que parasita a nossa cidade ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que não existe forma de revitalizarmos o Barreiro e elevarmos a nossa cidade a um polo de desenvolvimento sustentável para a nossa população ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que não nos livramos desses mangas de alpaca que não fazem nem deixam fazer em prole de ideais próprios e que em outros paises já foi provado que não passam de ideais enganosos, caducos e miseráveis ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;AlmaSense&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-3422673837444632838?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/3422673837444632838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=3422673837444632838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3422673837444632838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/3422673837444632838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2007/12/um-olhar-sobre-o-barreiro_28.html' title='Barreiro XXI - Um Olhar sobre o Barreiro...'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3TrWrZ-06I/AAAAAAAAAA8/WBmPXrAB4J0/s72-c/I-000079-300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2562063451436215463.post-4234041230285592320</id><published>2007-12-26T02:57:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T05:10:26.423-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UM OLHAR SOBRE O Barreiro'/><title type='text'>Barreiro XXI - Um Olhar sobre o Barreiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1gbZ-0_I/AAAAAAAAABg/l0k9vFU-nz8/s1600-h/I-000087-300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149010211452670962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1gbZ-0_I/AAAAAAAAABg/l0k9vFU-nz8/s320/I-000087-300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Olhar Sobre o BARREIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORQUÊ ESTE BLOG?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Lisboa vivi, contudo, a maior parte da minha vida na cidade do Barreiro onde aprendi a conviver com a “gasaria”, como outrora se chamava à poluição que, em dias nublados se transformava naquela espécie de nevoeiro que nos picava a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tantos outros miúdos de então fui a banhos para o Clube Naval Barreirense e ouvi, como todos eles, as histórias do Rei D. Carlos que, também, para cá teria vindo “a banhos”. “Por causa do iodo”, diziam todos, e acrescentavam, orgulhosos, que a praia “tem (tinha) mais iodo que as da linha!” (na altura o Algarve pertencia à Torralta, em Alvor, e o resto eram alfarrobeiras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi e convivi, no Barreiro, com os meninos filhos dos engenheiros da CUF e com os outros do Bairro das Palmeiras, com os da Quinta da Amoreira e com os da Recosta. Joguei à bola com todos eles e à pedrada também (a rapaziada divertia-se “à brava” naqueles tempos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vibrei com as matinées no cinema da CUF, no Cine Barreirense e no dos Ferroviários. Bati palmas à “Mary Poppins”, vi a “Música no Coração”, chorei com o “Bambi” e ri com “Cheety-Cheety-Bang-Bang”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 25 de Abril apanhou-me de calções na Escola Álvaro Velho mas ainda me lembro de como as ruas se encheram de gente no primeiro 1º de Maio, quando todos ainda eram amigos de todos, as fábricas da CUF e a CP ainda davam trabalho a meia cidade e o comércio local garantia o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi a adolescência nos bailes do 22 de Novembro, nos dos Franceses e nos dos Penicheiros. Aprendi a jogar bilhar no Luso, Snooker no Barreirense e Flippers no Café Barreiros (aquele que está a cair, não sei se por falência da estrutura do edifício ou incompetência dos homens, li no Barreiro Velho, a quem também a mesma “doença” vai fazendo cair, casa a casa no silêncio do esquecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi a primeira bica na Boleira do Parque, comi a primeira tosta mista no colega e a primeira imperial no Caveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz o meu primeiro exame na Escola Conde Ferreira, outros no liceu dos Casquilhos e, o último, na Faculdade, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei muito e conheço muito Mundo. Estive em Madrid, Paris, Londres, Hamburgo, Oslo, Estocolmo, Viena, Roma, Belgrado, Atenas, Istambul, Cairo, Barcelona, Havana, Zagreb, Dubrovnic, Salzburgo, Andorra, Marselha, Gottemborg, Amesterdão, Bruxelas, Copenhaga, Nova Iorque, mas regressei ao Barreiro para o ver morrer, devagar, como a vela que se extingue por não haver mais pavio para arder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao Barreiro para assistir à promoção social dos antigos cábulas, gente prendada e esperta que sempre se soube insinuar, ao estrelato dos alunos da última fila da sala, ao controlo exercido por aqueles que sempre foram mandados para encobrir o mandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao Barreiro para ver as ruínas daquele que foi o maior complexo industrial químico da Europa, agora a ser alvo do apetite imobiliário desenfreado alimentado pelas ideias megalómanas de quem, sabendo que não será responsabilizado, se permite “matar o que ainda mexe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para assistir à morte da linha de comboio, e da Estação de onde partiam os comboios que ligavam Lisboa ao Sul do país. Por esta linha e nesta Estação desembarcaram os pais dos Barreirenses e os jornais que nos trouxeram as primeiras notícias do resto do país. Foram os barcos que atracavam nos cais desta Estação que trouxeram os jornais que anunciaram a morte de D. Carlos, a subida ao poder de Salazar e transportaram os Barreirenses que viveram o 25 de Abril, ao desembarcar no Terreiro do Paço, em 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao Barreiro para assistir à morte do comércio local, com montras onde o tijolo substituiu o vidro enquanto, com pompa e circunstância se anuncia um futuro cheio de Centros Comerciais, ali mesmo no centro da cidade, pontes para Lisboa e Seixal, uma mega urbanização, muito “Expo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se ainda cá estarei quando esta montanha parir o habitual to dos projectos falhados e o Barreiro se tiver que confrontar com a realidade dura do desemprego, maior que o que já existe e a fome que alimenta aqueles que, do Bairro das Palmeiras e do Barreiro Velho fazem fila, aos Sábados, junto à Quimiparque, onde buscam ajuda alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo que me acusem de pessimista e conservador, de ser daqueles de ter medo da mudança e da modernidade, prefiro isso a ser acusado pela minha consciência de ser conivente com aqueles que, para proveito próprio jogam o futuro de todos na roleta da sua própria ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos próximos tempos deixarei na Net o que me vai na alma sobre muitos dos temas (e das promessas) em que tantos se empenham. A História será, como sempre foi, o melhor juiz daquilo que seremos capazes de fazer nos próximos anos, e estes textos servirão para mostrar o que se prometeu e o que realmente se fará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem chamar-me Velho do Restelo, Arauto da Desgraça, Retrógrado, Incapaz, Desiludido da Vida, até mesmo Falhado que, tais epítetos, senhores meus minhas senhoras, não me servem, saibam antes que prefiro assinar estes textos que prometo continuar neste blog, como Captain Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captain Jack&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2562063451436215463-4234041230285592320?l=barreiroxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/feeds/4234041230285592320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2562063451436215463&amp;postID=4234041230285592320' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4234041230285592320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2562063451436215463/posts/default/4234041230285592320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barreiroxxi.blogspot.com/2007/12/bareiro-xxi-um-olhar-sobre-o-barreiro.html' title='Barreiro XXI - Um Olhar sobre o Barreiro'/><author><name>Captain Jack &amp;amp; AlmaSense</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_AjRULnv4kIs/R3T1gbZ-0_I/AAAAAAAAABg/l0k9vFU-nz8/s72-c/I-000087-300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
